Grupo Tortura Nunca Mais/RJ

Grupo Tortura Nunca Mais/RJ Página oficial do Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro, fundado em 25 de setembro de 1985. Pela vida, pela paz: tortura nunca mais!

Quem Somos


O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ (GTNM/RJ) foi fundado em 1985 por iniciativa de ex-presos políticos que viveram situações de tortura durante o regime militar e por familiares de mortos e desaparecidos políticos e tornou-se, através das lutas em defesa dos direitos humanos de que tem participado e desenvolvido, uma referência importante no cenário nacional. Considerando que o regime di

tatorial contribuiu decisivamente para o esgarçamento e a deterioração de valores éticos, o GTNM/RJ constituiu-se em torno do resgate de valores, da dignidade, da defesa e dos direitos da cidadania. Desta maneira, tem assumido um claro compromisso na luta pelos direitos humanos, pelo esclarecimento das circunstâncias de morte e desaparecimento de militantes políticos, pelo resgate da memória histórica, pelo afastamento imediato de cargos públicos das pessoas envolvidas com a tortura, pela formação de uma consciência ética, convicto de que estas são condições indispensáveis na luta hoje contra a impunidade e pela justiça. Algumas conquistas, ao longo destes mais de quatorze anos, têm sido alcançadas: torturadores foram afastados de cargos públicos, profissionais de saúde nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo que colaboraram com práticas de tortura, como médicos que emitiram laudos falsos, tiveram seus registros cassados e foram impedidos de exercer suas atividades profissionais. Sistematicamente a entidade tem denunciado antigos e novos casos de tortura, exigindo punição para aqueles que violam os direitos humanos, através de notas na mídia, entrevistas, atos públicos, seminários e outras atividades. Na linha de valorização das experiências de luta, o GTNM/RJ tem sensibilizado governos e comunidades ao homenagear pessoas mortas sob tortura e desaparecidos políticos através da inauguração de ruas e escolas públicas com seus nomes. Promove anualmente, há doze anos, a cerimonia de entrega da Medalha Chico Mendes de Resistência homenageando pessoas e entidades que se destacaram na luta em prol dos direitos humanos no Brasil e no exterior. Na perspectiva de formação de uma consciência crítica de defesa intransigente dos direitos humanos, o GTNM/RJ tem participado de encontros nacionais e internacionais junto a estudantes, trabalhadores, profissionais de saúde e de educação, apontando sempre em direção à construção de uma rede social que contribua para romper definitivamente com as práticas de violência e impunidade. O GTNM/RJ promove encontros semanais em sua sede, possuindo cerca de 100 membros filiados e mantém uma publicação trimestral regular, o Jornal do GTNM/RJ. O GTNM/RJ tem assumido cada vez mais um papel importante na sociedade, devido à sua ação permanente em defesa dos direitos humanos. A edição de 1997 do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro do Centro de Pesquisa e Documentação e da Fundação Getúlio Vargas traz um verbete sobre a entidade. Presente na imprensa em entrevistas e declarações, apoiando entidades de defesa dos direitos de cidadania, promovendo eventos sobre a história recente de nosso país, participando de simpósios e congressos de direitos humanos, o GTNM/RJ tem conquistado reconhecimento e solidariedade de um número cada vez maior de pessoas, grupos e organizações nacionais e internacionais. É filiado ao SOS Torture (Genebra), à FEDEFAN - Latin America Federation of Arrested and Disappeared People Relatives – (Caracas, Venezuela) e à Sociedade Internacional para Saúde e Direitos Humanos - International Society for Health and Human Rights e à Red Latinoamericana y del Caribe de Instituciones de la Salud contra la Tortura, la Impunidad y otras Violaciones a los Derechos Humanos do IRCT (Conselho Internacional de Reabilitação de Vítimas de Torturas - Dinamarca). Assim, as ações do GTNM/RJ têm se apoiado na premissa de que, com a apropriação de nossa história recente, estaremos mais capacitados para fazer frente às práticas de violações de direitos humanos que se apresentam na atualidade do panorama nacional, como efeitos da impunidade. Essas ações têm como imperativo ético denunciar o que ocorreu nas prisões durante a ditadura militar e o que ocorre na atualidade, como conseqüência da preservação dos métodos e das práticas autoritárias e arbitrárias, para que, algum dia, todos possamos dizer “Nunca Mais” à tortura e à impunidade. Diretoria Atual

Presidente: Rafael Maul de Carvalho Costa

1ª Vice-Presidente: Cecilia Maria Bouças Coimbra

2ª Vice-Presidente: Joana D'Arc Fernandes Ferraz

1ª Secretária: Lívia de Barros Salgado

2ª Secretária: João Costa Filho

1º Tesoureiro: Victória Lavinia Grabois Olimpio

2ª Tesoureiro: Carmen Lapoente Silveira

31/07/2026
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ com profundo pesar, comunica o falecimento da companheira Adalcy Duarte Byrro Ribeiro, viú...
01/07/2026

O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ com profundo pesar, comunica o falecimento da companheira Adalcy Duarte Byrro Ribeiro, viúva do militante Walter de Souza Ribeiro, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), desaparecido desde abril de 1974. Tiveram três filhos, Marcos, Marina e Marcelo.
Em 2023, Aldacy recebeu, por Walter, a Medalha Chico Mendes de Resistência.
Em 2024, aos 96 anos, foi homenageada como uma das Mulheres Guerreiras pelo GTNM/RJ.
Adalcy Duarte Byrro Ribeiro nasceu em 13 de abril de 1928 em Santa Maria do Suaçuí, pequeno município mineiro, mas ainda criança sua família se mudou para Governador Valadares, onde cresceu e mais tarde conheceu seu marido Walter.
Com o golpe de 1964 Walter foi demitido pelo AI-1 e entra no movimento de resistência à ditadura. Em abril de 1974 Walter estava em São Paulo, mas não volta para casa para comemorar o aniversário de Adalcy, nem dá mais notícias.
Adalcy buscou de todas as formas saber o que houve. Contactou a CNBB, através de Dom Paulo Evaristo Arns, Cardeal Arcebispo de São Paulo, a OAB, a ABI e todas as entidades que, àquela época, buscavam defender os direitos humanos, mas nada se soube ou foi dito sobre o destino de Walter. Ela foi à Brasília e junto com outros familiares de desaparecidos se reúne com Golbery do Couto e Silva que disse que daria a ela uma notícia, mas nada veio.
Os dias se tornaram semanas, as semanas meses e os meses anos, mas Adalcy não desiste da busca, mas na ausência de Walter, com três filhos adolescentes para criar, buscou trabalho.
Trabalhou como vendedora de roupas. Não deixou faltar nada aos filhos. Os três estudaram e se formaram pela UFRJ. E tudo isso com Adalcy continuando sua busca por Walter, que inevitavelmente se transformou na busca para saber do seu destino.
Faleceu em 27 de junho, aos 98 anos, sem nunca conseguir os esclarecimentos sobre o paradeiro de seu amado esposo.
Até o final de sua vida, Adalcy continuou inspirando a todos que, como ela e Walter, têm ideais e sonhos de construir um Brasil melhor e mais justo para todos os brasileiros.

Pela Vida Pela Paz
Tortura Nunca Mais

Daqui a pouco estaremos lá! Pela VidaPela PazTortura Nunca Mais!
26/06/2026

Daqui a pouco estaremos lá!
Pela Vida
Pela Paz
Tortura Nunca Mais!

Daqui a pouco estaremos lá! Pela vidaPela pazTortura Nunca Mais!
26/06/2026

Daqui a pouco estaremos lá!

Pela vida
Pela paz
Tortura Nunca Mais!

*Dia Internacional de Luta contra a Tortura*Para marcar o dia 26 de junho, Dia Internacional de Luta contra a Tortura, o...
24/06/2026

*Dia Internacional de Luta contra a Tortura*

Para marcar o dia 26 de junho, Dia Internacional de Luta contra a Tortura, o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ e familiares de desaparecidos realizarão homenagem à todas as pessoas atingidas pela tortura no Brasil. São símbolos importantes dessa luta os 16 militantes desaparecidos pela ditadura encontrados em uma vala clandestina no Cemitério Ricardo de Albuquerque, junto com os restos mortais de 2000 cidadãos brasileiros não identificados, enterrados como indigentes durante entre 1970 e 1974.
O GTNM/RJ apontou a existência desta vala contendo os remanescentes ósseos através de uma pesquisa iniciada em maio de 1991 no Instituto Médico Legal, no Instituto de Criminalística Carlos Éboli e na Santa Casa de Misericórdia. Vinte anos depois, em 2011 inaugurou um Memorial no Cemitério Ricardo de Albuquerque que guarda as ossadas retiradas e resguarda o local.
A luta contra os ciclos de prisão, tortura e desaparecimento se faz cada vez mais emergente em nosso país.
Os militantes homenageados no Memorial são:

Ramires Maranhão do Vale; Vitorino Moitinho; Ranúsia Alves Rodrigues; José Silton Pinheiro; José Bartolomeu Rodrigues da Costa; Almir Custódio de Lima; Getúlio D'Oliveira Cabral; José Gomes Teixeira; José Raimundo da Costa; Lurdes Maria Wanderley Pontes; Wilton Ferreira; Mário de Souza Prata; Merival Araújo; Luiz Guillardini; Joel Vasconcelos e Felix Escobar Sobrinho.

O ato será em frente ao Memorial Ricardo de Albuquerque, a partir das 9h30, no dia 26 de junho.

23/06/2026

*Dia Internacional de Luta contra a Tortura*

Para marcar o dia 26 de junho, Dia Internacional de Luta contra a Tortura, o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ e familiares de desaparecidos realizarão homenagem à todas as pessoas atingidas pela tortura no Brasil. São símbolos importantes dessa luta os 16 militantes desaparecidos pela ditadura encontrados em uma vala clandestina no Cemitério Ricardo de Albuquerque, junto com os restos mortais de 2000 cidadãos brasileiros não identificados, enterrados como indigentes durante entre 1970 e 1974.
O GTNM/RJ apontou a existência desta vala contendo os remanescentes ósseos através de uma pesquisa iniciada em maio de 1991 no Instituto Médico Legal, no Instituto de Criminalística Carlos Éboli e na Santa Casa de Misericórdia. Vinte anos depois, em 2011 inaugurou um Memorial no Cemitério Ricardo de Albuquerque que guarda as ossadas retiradas e resguarda o local.
A luta contra os ciclos de prisão, tortura e desaparecimento se faz cada vez mais emergente em nosso país.
Os militantes homenageados no Memorial são:

Ramires Maranhão do Vale; Vitorino Moitinho; José Bartolomeu Rodrigues da Costa; Almir Custódio de Lima; Getúlio D'Oliveira Cabral; José Gomes Teixeira; José Raimundo da Costa; Lurdes Maria Wanderley Pontes; Wilton Ferreira; Mário de Souza Prata; Merival Araújo; Luiz Guillardini; Joel Vasconcelos e Felix Escobar Sobrinho.

O ato será em frente ao Memorial Ricardo de Albuquerque, a partir das 9h30, no dia 26 de junho.

Endereço

R. General Polidoro, 238 S/loja/Botafogo
Rio De Janeiro, RJ
22280-003

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