16/05/2026
A frase “homens usem óculos escuro no IF, se não corre o risco de poder ser acusado de assédio virtual” não é uma “piada”. É a tentativa de ridicularizar denúncias, silenciar vítimas e reforçar uma cultura que historicamente protege agressores enquanto expõe quem denuncia.
Esse ataque, colado no mural do nosso coletivo, não aconteceu de forma isolada. Ele é sintoma de um ambiente onde o machismo e a misoginia seguem sendo tratados com descaso, ironia e omissão institucional.
Nosso coletivo existe porque o assédio existe. Porque vítimas seguem sendo desacreditadas, constrangidas e deixadas sozinhas. Porque ainda é necessário lutar para que mulheres e pessoas dissidentes possam ocupar os espaços universitários sem medo.
Diante disso, questionamos: quais medidas concretas o IF e a UFRJ têm tomado para combater a cultura misógina dentro da universidade? Quantos casos precisam acontecer para que existam políticas efetivas de acolhimento, prevenção e responsabilização?
Não basta pintar um banco vermelho na frente do CT enquanto estudantes seguem convivendo com violência, silenciamento e hostilidade cotidiana. Para as vítimas de assédio, então, só resta sentar e esperar até que a universidade decida se movimentar de fato contra essa cultura opressora? .ufrj .oficial