Rede Sismográfica Brasileira

Rede Sismográfica Brasileira A RSBR é responsável por monitorar a sismicidade do território nacional e gerar informações que

Em 26/8, às 08h37 no Nepal (23h52 de 25/8 BRT), redes sismográficas globais registraram um sinal próximo à região de Kod...
26/08/2026

Em 26/8, às 08h37 no Nepal (23h52 de 25/8 BRT), redes sismográficas globais registraram um sinal próximo à região de Kodāri, no norte do Nepal, junto à fronteira com o Tibete.

O boletim automático do Serviço Geológico dos EUA (USGS) classificou o registro como um terremoto de magnitude 4,4. No entanto, após a análise manual dos dados, o USGS concluiu que o sinal não foi produzido por um terremoto tectônico, mas pela movimentação de uma enorme massa (provavelmente formada por rochas, água e gelo).

O que as estações sismográficas registraram era, portanto, o sinal de um deslizamento, cuja energia sísmica, neste caso, foi equivalente a de um sismo de magnitude 5,2.

Ou seja, não foi um terremoto que provocou o deslizamento. Foi o deslizamento que gerou um sinal sísmico.

Deslizamentos de grande porte, colapsos de encostas e avalanches de rocha e gelo também irradiam energia sísmica e são detectáveis mesmo a dezenas (às vezes centenas ou milhares) de quilômetros de distância.

Vale registrar que a correção de um boletim não indica falha da agência. É parte do fluxo normal de trabalho da sismologia operacional em todo o mundo, incluindo o Centro de Sismologia da USP e da Rede Sismográfica Brasileira.

Ainda, o valor de magnitude 5,2 divulgado pelo USGS deve ser lido como uma medida da energia sísmica liberada pelo deslizamento, expressa em uma escala com a qual o público está habituado. Não significa que tenha ocorrido um terremoto de magnitude 5,2 na região.

18/08/2026

⚠️Um tremor de terra de magnitude 1.7 foi registrado próximo ao município de Rubim, Minas Gerais, às 18h27 (horário de Brasília) de segunda-feira, 17 de agosto. Há relatos de que o sismo foi sentido pela população local apesar da baixa magnitude.

🔎O abalo sísmico foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da USP. A RSBR é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

💬“Pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, muito pelo contrário. É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, explica Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR.

(LEIA A LEGENDA)‼️A sequência de terremotos de altas magnitudes registrada recentemente pode passar a impressão de que o...
15/08/2026

(LEIA A LEGENDA)‼️
A sequência de terremotos de altas magnitudes registrada recentemente pode passar a impressão de que o planeta está mais ativo sismicamente. Mas os dados não indicam isso.

Até agora em 2026, foram registrados 11 terremotos de magnitude 7+ em diferentes partes do mundo, mostram dados da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR).

O mais recente ocorreu em 14 de agosto, na Indonésia, com magnitude 7,7. Dias antes, em 10 de agosto, um terremoto de magnitude 7,4 abalou a Colômbia — o mais forte no país nos últimos 100 anos.

Tremores de alta magnitude também foram registrados em 2026 nas Filipinas (7,8), Venezuela (7,5 e 7,2), Tonga, Vanuatu, México, Japão e Malásia.

Essa sequência faz de 2026 um ano com um número expressivo de terremotos de altas magnitudes. Isso, porém, não significa que a atividade sísmica global esteja aumentando.

Segundo os sismólogos da RSBR, historicamente são registrados, em média, cerca de 14 terremotos de magnitude 7 ou mais por ano no mundo.

“Com 11 eventos em 2026, a tendência aponta para um total anual ligeiramente acima da média. Ainda assim, esta variação é normal. O histórico mostra que é possível alcançar 20 ou mais sismos dessa magnitude num só ano. O que mais condiciona nossa percepção sobre este fenômeno é o fluxo imediato de notícias”, explicou o Dr. George Sand, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR.

Para comparação, 2010 foi o ano com o maior número de sismos de magnitude 7+, com 24 eventos.

“Os grandes terremotos ocorrem de forma natural e não se distribuem de forma uniforme ao longo do tempo. É esperado que, eventualmente, vários eventos fortes aconteçam num intervalo relativamente curto, assim como também podemos ter períodos com menos ocorrências”, explica o Dr. Gilberto Leite, sismólogo da RSBR e pesquisador do ON.

“Os tremores não estão aumentando. O que tem mudado é a nossa percepção sobre a ocorrência destes eventos, e nestes casos mais recente, uma infeliz coincidência de tremores de magnitude tão altas terem ocorrido em um intervalo curto de tempo”, afirma Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR.

11/08/2026

Entenda o contexto geológico em que ocorreu o terremoto de magnitude de 7.4 na Colômbia. O sismólogo da RSBR, Dr. Gilberto Leite, explica. 

10/08/2026

Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10), com epicentro no município de San José del Palmar, no Chocó, oeste do país. Pelo menos 21 pessoas morreram até o momento, segundo autoridades locais, a maioria em Pereira.

Segundo o sismólogo Gilberto Leite, do Observatório Nacional, o terremoto foi causado pelo impacto de duas placas tectônicas.

“Essa região onde aconteceu esse terremoto é uma região conhecida por abrigar esses eventos”, afirmou o especialista.

10/08/2026

Um terremoto de magnitude 7,4 foi registrado nesta segunda-feira (10) no oeste da Colômbia, deixando mortos, feridos e destruição em diversas cidades do país. O evento foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e teve uma profundidade de cerca de 110 km.

O epicentro foi localizado em San José del Palmar, no departamento de Chocó, a cerca de 280 quilômetros a oeste da capital Bogotá. O tremor foi sentido com força na capital do país — alarmes soaram e, em muitos prédios, as pessoas evacuaram para as ruas.

Pelo menos 20 prédios desabaram na cidade colombiana de Cali, com pessoas presas nos escombros, segundo o prefeito Alejandro Eder.

Segundo o sismólogo da RSBR e do Observatório Nacional, Dr. Gilberto Leite, a região onde ocorreu o evento costuma registrar sismos entre 50km e 200 km de profundidade (profundidade intermediária). Os eventos da região estão associados à zona de subducção sulamericana onde há o contato da placa de Nazca com a placa Sul-americana.

31/07/2026

⚠️Um tremor de terra de magnitude 2.8 foi registrado próximo ao município de Felixlândia, Minas Gerais, às 05h14 (horário de Brasília) de sexta-feira, 31 de julho.

🔎O abalo sísmico foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da USP. A RSBR é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

📌O último tremor de terra registrado em Minas Gerais havia ocorrido em 14 de julho, em Divinópolis, com magnitude 1.9.

💬“Pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, muito pelo contrário. É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, explica Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR.

31/07/2026

⚠️Um tremor de terra de magnitude 2.2 foi registrado próximo ao município de Araci, Bahia, às 07h17 (horário de Brasília) de quinta-feira, 30 de julho.

🔎O abalo sísmico foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Laboratório Sismológico da UFRN. A RSBR é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

📌O último tremor de terra registrado na Bahia havia ocorrido em 29 de julho, em Campo Formoso, com magnitude 1.7.

💡Tremores de terra de baixas magnitudes são relativamente comuns no Brasil, sobretudo na Região Nordeste. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre.

🌎 Por que terremotos tão fortes acontecem com frequência no Japão?Nesta semana, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a ...
29/07/2026

🌎 Por que terremotos tão fortes acontecem com frequência no Japão?

Nesta semana, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, provocando danos a edifícios, interrupções no transporte e no fornecimento de energia.

O evento é mais um exemplo da intensa atividade sísmica do Anel de Fogo do Pacífico, uma faixa de cerca de 40 mil quilômetros que concentra aproximadamente 90% dos terremotos registrados no mundo e cerca de 75% dos vulcões ativos e adormecidos do planeta.

Mas o que torna essa região tão ativa?

Neste carrossel, explicamos como o movimento das placas tectônicas faz do Anel de Fogo a área geologicamente mais dinâmica da Terra e por que países como Japão, Chile e Indonésia registram grandes terremotos com frequência.

➡️ Deslize para entender.

🚨 É falso que exista uma previsão de um mega terremoto de magnitude 8,9 na costa do Brasil em setembro.Nos últimos dias,...
22/07/2026

🚨 É falso que exista uma previsão de um mega terremoto de magnitude 8,9 na costa do Brasil em setembro.

Nos últimos dias, tem circulado nas redes sociais um vídeo que mostra um suposto "site oficial" prevendo um terremoto seguido de tsunami no litoral brasileiro.

A informação não tem respaldo científico.

➡️ Atualmente, não existe nenhum método capaz de prever terremotos com data, local e magnitude definidos. Essa é uma limitação reconhecida pela comunidade científica em todo o mundo.

Além disso, um terremoto de magnitude 8,9 não é considerado um cenário plausível para o contexto geológico brasileiro. O Brasil está localizado no interior da Placa Sul-Americana, longe das bordas entre placas tectônicas, onde ocorrem os maiores terremotos do planeta.

🔎 A atividade sísmica no Brasil é monitorada continuamente pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), por meio de quase 100 estações sismográficas distribuídas pelo país.

Antes de compartilhar conteúdos alarmantes, procure sempre confirmar a informação em fontes oficiais.

Desinformação também se combate com ciência.

Endereço

R. Gal. José Cristino, 77, São Cristovão
Rio De Janeiro, RJ
20921-400

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Rede Sismográfica Brasileira posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar