Radis Comunicação e Saúde

Radis Comunicação e Saúde Comunicação e saúde desde 1982
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O Programa RADIS de Comunicação e Saúde é um programa nacional e permanente de jornalismo crítico e independente em saúde pública, iniciado em 1982, na Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz). Os objetivos do projeto original estavam nas iniciais do próprio nome: reunião, análise e difusão de informação sobre saúde, que inovava também por adotar um conceito ampliado de saúde,

incluindo qualidade e condições de vida. O Programa publicou durante 20 anos as revistas Súmula e Tema (até 2002), além de Dados (até 1996) e o tablóide Proposta – O Jornal da Reforma Sanitária (entre 1986 e 1993), renomeado Jornal do Radis (em duas edições de 1994). Revista ‘Radis’
Em 2002, o Programa RADIS reuniu todo o acervo de suas publicações em mídia digital com recursos de busca por palavras e expressões e lançou a revista Radis, incorporando as características das publicações anteriores com rigorosa periodicidade mensal, maior volume de conteúdo, flexibilidade editorial e recursos gráficos, dando um salto qualitativo na prática jornalística na área da Saúde. O Programa RADIS recebeu naquele ano cinco dos sete prêmios de Melhor Jornalismo em Saúde, comemorativos dos 100 anos da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

A 8ª Conferência Nacional de Saúde (1986) foi o divisor de águas que consolidou a participação popular na saúde brasilei...
02/06/2026

A 8ª Conferência Nacional de Saúde (1986) foi o divisor de águas que consolidou a participação popular na saúde brasileira. Pela primeira vez, a sociedade civil foi representada: 50% dos delegados vinham de movimentos populares, sindicais, associações de moradores e outras instituições da sociedade civil.

Mas como mobilizar tantas pessoas em meio ao processo de redemocratização, em um país tão grande e diverso?

As sementes já haviam sido lançadas pelo Movimento da Reforma Sanitária e outros grupos sociais estavam se fortalecendo após anos de repressão. O importante naquele momento era fazer a informação circular para chamar mais pessoas para discutir a situação da saúde.

Sergio Arouca, presidente da Fiocruz na época e uma das principais lideranças da Reforma Sanitária, também presidiu a 8ª e destacou em seu famoso discurso que saúde é democracia.

Radis traz na edição 284 um pouco dessa história e como o legado da participação popular é fundamental para a continuidade do SUS no país.

Não se deixe enganar, quando se trata de saúde e melhora no desempenho funcional, não existem fórmulas milagrosas. Desco...
01/06/2026

Não se deixe enganar, quando se trata de saúde e melhora no desempenho funcional, não existem fórmulas milagrosas. Desconfie sempre desse tipo de propaganda.

Arraste para o lado e saiba como fugir dessas falsas promessas e o que fazer para ter uma saúde equilibrada.

Confira também a reportagem completa sobre os "charlatões da saúde na internet", em nosso site e na Radis de maio (284).

Radis está no XI Encontro Nacional do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas (MNCP), de 28 a 31 de maio, em Fortaleza...
30/05/2026

Radis está no XI Encontro Nacional do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas (MNCP), de 28 a 31 de maio, em Fortaleza. Arraste a tela para o lado e confira algumas fotos do evento.

Confira a cobertura completa em breve no nosso site e revista!

📸 Lara Souza (Radis/Ensp/Fiocruz) -

SAÚDE MENTALAs chamadas comunidades terapêuticas (CTs) fazem parte do SUS? Existe uma confusão normativa que dificulta e...
29/05/2026

SAÚDE MENTAL

As chamadas comunidades terapêuticas (CTs) fazem parte do SUS?

Existe uma confusão normativa que dificulta essa resposta. Em 2011, elas foram inseridas na Rede de Atenção Psicossocial (Raps), segundo a Portaria 3.088 do Ministério da Saúde (MS) — como “serviços de caráter residencial transitório por até nove meses para adultos com necessidades clínicas estáveis decorrentes do uso de c r a * ck , álcool e outras dr * og * as”. Contudo, não há regulamentação específica sobre o seu funcionamento como serviços de saúde.

O Relatório de Inspeção Nacional do Ministério Público Federal confirma essa ideia: “As comunidades terapêuticas acolhedoras não são serviços de saúde e não fazem parte do SUS”.

Elas também não recebem recursos diretamente do MS, e sim do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), por meio do Depad. Existe a possibilidade de serem financiadas também por prefeituras e estados.

Contudo, relatórios de diferentes órgãos públicos — como o MPF e o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) — apontam que as CTs se utilizam da privação de liberdade, promovem castigos e tortura, impõem visões religiosas e exploram o trabalho, por vezes em regime análogo à escravidão.

Quer saber mais sobre o tema? Leia a reportagem completa de Luiz Felipe Stevanim, no site de Radis e na edição de maio.

Fotos dos cards 1, 3, 5 e 6: Registros de Inspeções do MNPCT





27/05/2026

Há 25 anos, o Brasil escolheu outro caminho para o cuidado em saúde mental: o da liberdade, da dignidade e dos direitos.

A aprovação da Lei 10.216, conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica, marcou oficialmente o redirecionamento do modelo manicomial para uma rede de cuidado em liberdade dentro do SUS. Mas essa transformação começou muito antes — com a luta de trabalhadores, usuários, familiares e experiências pioneiras que desafiaram a lógica do isolamento e da exclusão.

Dos trabalhos de Nise da Silveira às mobilizações da luta antimanicomial, a Reforma Psiquiátrica construiu novos caminhos: Caps, residências terapêuticas, Centros de Convivência e outras iniciativas que colocam a vida em comunidade no centro do cuidado.

Porém, essas conquistas enfrentam subfinanciamento e ameaças de retrocesso. Por isso, a defesa do cuidado em liberdade continua tão necessária.

▶️ No vídeo, relembramos essa trajetória e os 25 anos da lei que ajudou a transformar o cuidado em saúde mental no país.

Quer se aprofundar no tema? Confira a edição de maio de Radis, que aborda a realidade das comunidades terapêuticas e os 25 anos da Lei 10.216, no mês da luta antimanicomial.

Reportagem: Luiz Felipe Stevanim
Imagem: Licia Oliveira

Comunidades terapêuticas são frequentemente apresentadas como espaços de acolhimento para pessoas que fazem uso problemá...
26/05/2026

Comunidades terapêuticas são frequentemente apresentadas como espaços de acolhimento para pessoas que fazem uso problemático de álcool e outras substâncias. Mas o que revelam as denúncias, inspeções e relatos de quem passou por essas instituições?

Nesta edição de Radis, ouvimos pesquisadores, militantes da luta antimanicomial e pessoas que viveram a experiência das internações em CTs. Os relatos expõem práticas de privação de liberdade, imposição religiosa, violência, exploração do trabalho e violações de direitos humanos.

Para Eduardo Real, sobrevivente de 14 internações, “o que me tirou das comunidades terapêuticas foi o cuidado em liberdade”. Já Pedro Costa define essas instituições como “os novos velhos manicômios”. E Rosangela Cecim alerta: “o avanço das comunidades terapêuticas é um projeto político”.

No marco dos 25 anos da Reforma Psiquiátrica, a reportagem discute os impactos das CTs sobre a saúde mental no Brasil e a defesa do cuidado em liberdade no SUS.

Leia na nova edição de Radis.

O uso de testosterona tem se popularizado no universo fitness.A promessa: mais disposição, ganho de massa muscular e aum...
26/05/2026

O uso de testosterona tem se popularizado no universo fitness.
A promessa: mais disposição, ganho de massa muscular e aumento da libido.
Mas os riscos são reais — e muitas vezes ignorados.

Nem tudo que parece solução rápida é seguro.

Quer entender melhor esse cenário e a venda de tratamentos e terapias sem comprovação científica na internet? Leia a reportagem de no site da Radis.

PARTICIPAÇÃO SOCIALhttps://radis.ensp.fiocruz.br/reportagem/participacao-social/40-anos-da-oitava-a-conferencia-popular/...
25/05/2026

PARTICIPAÇÃO SOCIAL

https://radis.ensp.fiocruz.br/reportagem/participacao-social/40-anos-da-oitava-a-conferencia-popular/

Há 40 anos, milhares de pessoas ocuparam Brasília para defender uma ideia que transformaria a história do país: a saúde como direito de todos e dever do Estado. A 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, abriu espaço inédito para a participação popular e lançou as bases do SUS.

Mais do que um evento, a Oitava foi resultado da mobilização de movimentos sociais, associações de moradores, sindicatos, pesquisadores e trabalhadores da saúde que acreditavam na construção coletiva de um novo projeto para o Brasil.

Radis revisita os marcos da Oitava para lembrar que, sem participação social, as mudanças necessárias para a saúde não teriam acontecido. E não foi um processo sem tensões e disputas, assim como não tem sido após a criação do Sistema Único de Saúde. Mas se o SUS existe e ainda resiste é porque foi necessário se mobilizar.

Trazemos depoimentos de quem esteve na 8a CNS, que contam como foi organizar esse encontro histórico e quais legados ainda permanecem.

Leia a reportagem completa de Licia Oliveira no site de Radis e na edição de maio (284).





SAÚDE MENTALhttps://radis.ensp.fiocruz.br/reportagem/saude-mental-reportagem/25-anos-da-lei-do-cuidado-em-liberdade/Há 2...
22/05/2026

SAÚDE MENTAL
https://radis.ensp.fiocruz.br/reportagem/saude-mental-reportagem/25-anos-da-lei-do-cuidado-em-liberdade/

Há 25 anos, o Brasil deu um passo significativo para a transformação do cuidado às pessoas em sofrimento psíquico, com a Lei 10.216, conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica. A aprovação foi resultado de uma ampla mobilização social, que começou nas décadas de 1970 e 80, contra o modelo dos manicômios e pela garantia da liberdade como direito e condição terapêutica.

“Foi um processo de 12 anos de tramitação para que a gente pudesse ter o nosso arcabouço jurídico”, ressalta Rosangela Cecim, integrante da Secretaria Executiva da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila).

Desde a década de 80, trabalhadores da saúde, usuários e familiares lutavam por um novo modelo de cuidado em saúde mental — o que se denominou Reforma Psiquiátrica Brasileira. Era preciso construir alternativas reais, mesmo antes do surgimento de uma legislação. “Uma característica da Reforma Psiquiátrica muito importante é que não esperamos, fomos ousados e muito radicais no nosso processo”, recorda.

Em artigo especial para Radis, o pesquisador sênior da Fiocruz, Paulo Amarante, narra um pouco da história da luta antimanicomial no Brasil. Ele lembra que a Reforma Psiquiátrica é muito mais do que a lei e destaca os antecedentes que levaram à criação do Movimento da Luta Antimanicomial.

Leia a matéria completa no site de Radis e na edição 284, de maio, mês da Luta Antimanicomial.





21/05/2026

SAÚDE MENTAL

O que revelam os dados sobre as chamadas comunidades terapêuticas no Brasil?

Leia a reportagem de capa da revista Radis de maio, uma publicação da Fiocruz.

Relatórios de órgãos públicos e mecanismos de fiscalização apontam um cenário marcado por violações de direitos humanos, imposição religiosa, internações prolongadas e práticas de violência física e psicológica.

Os dados reforçam as denúncias do movimento da luta antimanicomial, que classificam essas instituições como “novos manicômios” e defendem o fortalecimento do cuidado em liberdade no SUS.

➡️ Deslize para entender o retrato das comunidades terapêuticas no Brasil.

📷 As fotos desta publicação foram registradas pelo MNPCT em inspeções nas CTs e ilustram a reportagem “Nem comunidades nem terapêuticas”, da edição de maio de Radis Fiocruz.

Leia a matéria completa no site de Radis.





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