04/03/2012
CURSO NORMAL TEM GRANDE PROCURA NO ESTADO
» Por Ascom da Secretaria de Educação
Todas as 9.884 vagas oferecidas pela Secretaria de Educação para a 1ª série do tradicional curso de formação de professores foram preenchidas no mais recente processo de matrícula. Rede tem atualmente cerca de 40 mil alunos no Curso Normal
Ícone nas décadas de 1950 e 1960, o tradicional Curso Normal (Formação de Professores) ainda tem procura expressiva na rede estadual de ensino. No processo de matrícula mais recente, todas as 9.884 vagas ofertadas pela Secretaria de Estado de Educação para a 1ª série do Normal foram preenchidas. Segundo levantamento da Secretaria de Educação, 15.405 estudantes apontaram a modalidade como primeira opção de curso. A rede tem atualmente 96 escolas que oferecem a Formação de Professores e cerca de 40 mil alunos.
Ofertado em nível Médio, na modalidade Normal, o curso forma educadores para o exercício do Magistério na Educação Infantil e nas primeiras séries do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). Já professores do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio precisam ter diploma universitário.
A grade do Curso Normal em nível Médio é composta pela reorientação curricular publicada pela Secretaria de Educação e pelo currículo mínimo da base nacional comum. Entre as disciplinas estão História e Filosofia da Educação; Sociologia da Educação; Política Educacional e Organização do Sistema de Ensino; Conhecimentos Didático-Pedagógicos em Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos e Educação Especial; Processo de alfabetização e letramento, Psicologia da Educação e Iniciação à Pesquisa/Laboratórios Pedagógicos. A carga do curso é de 5.200 horas aula (três anos).
Diretora do tradicional Colégio Estadual Júlia Kubitschek, no Centro, Sheila Guimarães diz que os laboratórios pedagógicos e os estágios supervisionados obrigatórios são as etapas preferidas dos aspirantes a professores. Conforme previsto na matriz curricular, os alunos têm uma hora aula de laboratório no 1º ano, duas horas aula no 2º ano e quatro horas aula no terceiro ano. Os estágios começam no 1º ano.
No caso do aluno de Ensino Normal do C.E Júlia Kubitschek há opção de estágio na própria escola – a unidade também oferece o primeiro segmento do Ensino Fundamental -, em escolas municipais próximas, no Instituto Benjamin Constant ou em colégios particulares parceiros, como o Instituto Metodista Bennett e o GPI.
- O Júlia Kubitschek completou 50 anos em 2010, mantendo firme as tradições do Curso Normal. Hoje temos cerca de mil alunos, sendo 700 na Formação de Professores. A sala de aula é um universo encantador, que nunca vai deixar de cativar novos profissionais. É uma carreira que requer muito trabalho e comprometimento, mas que oferece amplo mercado. Vemos professores que trabalham muito, é verdade, mas não vemos professores desempregados – avalia a diretora.
Em muitos casos, a tradição passa de pais para filhos. Aluna do 3º ano do Curso Normal do Júlia Kubistchek, Larissa Cruz, 16 anos, orgulha-se em seguir os passos da mãe, formada na mesma escola. - Minha mãe se formou aqui e dá aulas para crianças do 4º ano do Ensino Fundamental. Ela é meu espelho. Cresci achando que ser professor é a profissão mais bonita que alguém pode ter. Ensinar é uma troca e é o que quero para mim – conta.
Mariana Martins, 16 anos, também vem de uma família de educadores.
- Meus pais são professores de História e minha tia se formou aqui. Descobri que queria seguir o Magistério na 7ª série, quando participei de uma peça teatral na escola. Eu interpretei uma professora e pude sentir o gostinho de estar à frente de uma turma. Meus pais me deram a maior força – lembra Mariana, que se forma este ano.
Um dos poucos meninos da escola, Maurício Fernandes, 17 anos, acabou se interessando pela profissão por acaso.
- Vim para o Júlia Kubistchek atraído pelo ensino de qualidade. Fiz estágios no GPI e no “Julinha” (como é conhecido o Ensino Fundamental da escola) e gostei bastante. Tenho colegas homens que se formaram no Normal e estão atuando no mercado, apesar da Educação Infantil e dos primeiros anos do Ensino Fundamental terem, em maioria, professoras – disse.