Sindsprev/RJ - Página gerida pela Secretaria de Imprensa e Divulgação

Sindsprev/RJ - Página gerida pela Secretaria de Imprensa e Divulgação O conceito de Previdência Social abrangia o seguro e
assistência social e as ações de saúde. Art. 194.

Com quase 30 anos de existência, Sindsprev/RJ (Sindicato dos Trabalhadores Federais em Seguridade e Seguro Social no Estado do Rio de Janeiro) tem história de lutas em defesa dos servidores da seguridade e seguro social. O Sindsprev/RJ (Sindicato dos Trabalhadores Federais em Seguridade e Seguro Social no Estado do Rio) surgiu da
organização dos trabalhadores da saúde e previdência social,
agregados, na época de sua fundação, em 1989, no SINPAS –
Sistema Nacional de Previdência Social, criado pela Lei nº 6.439,
de 1º de setembro de 1977, integrado pelo INAMPS – Instituto
Nacional de Assistência Médica da Previdência Social, INPS –
Instituto Nacional de Previdência Social, IAPAS – Instituto de
Arrecadação da Previdência Social, Fundação Legião Brasileira
de Assistência – LBA, Fundação Nacional do Bem-Estar do
Menor FUNABEM, Empresa de Processamento de Dados da
Previdência Social – DATAPREV, Instituto de Administração
Financeira da Previdência e Assistência Social – IAPAS, Central
de Medicamentos - CEME e do próprio Ministério da Previdência
e Assistência Social, conforme seu primeiro estatuto registrado. Na época, todos os serviços
de saúde, hoje integrantes do SUS, eram próprios do INAMPS ou
por ele remunerados na forma de contas médicas. Com a reforma administrativa promovida pelo governo
Collor, em 1990, o INAMPS foi extinto e seus servidores,
alocados no Ministério da Saúde. O Ministério do Trabalho foi
então fundido com o da Previdência Social e as Delegacias
Regionais do Trabalho foram incorporadas ao INSS – Instituto
Nacional do Seguro Social, órgão resultante dos extintos IAPAS e
INPS. A LBA e a CEME também foram extintas e seus
servidores, redistribuídos para o INSS e Ministério da Saúde,
respectivamente. Posteriormente, o Ministério do Trabalho foi desvinculado
do Ministério da Previdência Social e as Delegacias Regionais do
Trabalho, desmembradas do INSS. A Constituição de 1988 ampliou o conceito de Sistema de
Previdência Social para Sistema de Seguridade Social, na forma
do art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado
de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade,
destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência
e à assistência social. A possibilidade de mudança na configuração dos órgãos
públicos já estava prevista no art. 2º dos estatutos do
Sindsprev/RJ, mas era necessária, por questão de afirmação, a
mudança de denominação para abrigar os novos servidores
incorporados pela reforma administrativa aos órgãos já
representados pelo Sindsprev/RJ, uma vez que os servidores
oriundos do SINPAS eram numericamente 10 (dez) vezes maiores
que os servidores dos demais órgãos. Art. 2º - A representação da categoria profissional abrange os
servidores lotados no SINPAS, no MPAS e em novos órgãos a
serem criados, transformados ou desmembrados no Estado do Rio
de Janeiro, e de servidores cedidos às instituições Estaduais e/ou
municipais por força de Reforma Administrativa. Com a alteração promovida em 1991, a denominação do
sindicato foi alterada de Sindicato dos Trabalhadores da
Previdência Social no Estado do Rio de Janeiro para SINDICATO
DOS TRABALHADORES EM SAÚDE, TRABALHO E
PREVIDÊNCIA SOCIAL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. No entanto, sua base permaneceu a mesma, abrangendo
servidores da saúde, do trabalho e previdência social. Em 1999, o Sindsprev/RJ apresentou para arquivamento o
seu novo estatuto junto ao Ministério do Trabalho e Emprego. Documento no qual existe previsão expressa para representar os
servidores e empregados públicos vinculados à Saúde, ao
Trabalho e à Previdência social. Com quase 30 anos de existência, o Sindsprev/RJ sempre pautou
sua atuação pela defesa intransigente dos servidores da
seguridade e do seguro social, organizando greves, atos públicos e
mobilizações que, objetivamente, resultaram em conquistas
históricas para as categorias que representa. É o caso, por
exemplo, da jornada semanal de 30h para a saúde federal e parte
do INSS; da realização de concursos públicos nos níveis auxiliar,
intermediária e superior; da bem-sucedida luta contra a
privatização dos hospitais estaduais do Rio de Janeiro, quando do
governo Marcelo Alencar (PSDB); da luta pela reintegração dos
demitidos pelo governo Collor, em 1983; da vitoriosa luta pela
reintegração dos mata-mosquitos da Funasa, em 2003, após 5
anos de históricas mobilizações; da vitoriosa greve de 2003, no
INSS, que conquistou os 48% de incorporação do PCCS dos
servidores do Insttituto; da greve da saúde federal, em 2014, que
forçou o governo a respeitar o direito dos servidores ao
duplo-vínculo; e das greves da saúde federal e do INSS, em 2015,
que conquistaram a incorporação gradativa das gratificações
recebidas pelos servidores (GDASS e GDPST), beneficiando
milhares de aposentados ou trabalhadores em vias de se
aposentar. Na saúde dos municípios, o Sindsprev/RJ atua na luta pela
regularização funcional de agentes comunitários de saúde (ACS)
e agentes de combate a endemias (ACEs) segundo o dispostos na
Lei 11.350 e Emenda Constitucional 51.

𝐒𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐟𝐨𝐢 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐧𝐬𝐚𝐬 𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐮𝐥𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐬𝐩𝐫𝐞𝐯-𝐑𝐉 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐜𝐞𝐥𝐞𝐫𝐚𝐫 𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐦𝐢𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐏𝐋 𝟑.𝟏𝟎𝟐/𝟐𝟎𝟐𝟐Esta semana foi de in...
04/09/2026

𝐒𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐟𝐨𝐢 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐧𝐬𝐚𝐬 𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐮𝐥𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐬𝐩𝐫𝐞𝐯-𝐑𝐉 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐜𝐞𝐥𝐞𝐫𝐚𝐫 𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐦𝐢𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐏𝐋 𝟑.𝟏𝟎𝟐/𝟐𝟎𝟐𝟐

Esta semana foi de intensas articulações promovidas pelo Sindsprev-RJ, em Brasília, com o objetivo de acompanhar e acelerar a tramitação do Projeto de Lei (PL) nº 3.102/2022, que transfere os servidores da rede federal para a carreira da Ciência e Tecnologia. Na terça-feira (1/9), dirigentes do Sindsprev-RJ conversaram com os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que se dispuseram a fazer gestões no sentido de garantir uma tramitação o mais rápida possível.

Na quarta-feira (2/9), o Sindsprev-RJ conversou diretamente com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota (Republicanos-PB), que se comprometeu com o sindicato — e com a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) — a colocar o PL 3.102/2022 em votação logo após o recesso parlamentar. Na mesma quarta, o sindicato procurou a liderança do governo Lula (PT), onde foi informado de que o Ministério da Saúde tem acordo com a matéria, mas que a divergência estaria partindo do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Buscando superar o obstáculo representado pela divergência interna no governo, o sindicato conversou com o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI), deputado José Guimarães (PT-CE), que se prontificou a analisar a situação e construir o diálogo necessário entre as instâncias de governo.

Na quinta (3/9), dirigentes do Sindsprev-RJ foram então recebidos em audiência, no Palácio do Planalto, pelo Secretário Especial de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (Separ/SRI/PR), Dr. Gerson Luis Bittencourt, na busca de uma solução que supere as divergências entre as instâncias de governo quanto ao PL 3.102/2022. Ao secretário, o Sindsprev-RJ apresentou as argumentações que mostram a importância do PL 3.102 e a disposição do sindicato no sentido de percorrer as instâncias do legislativo e do governo para fazer avançar a tramitação do projeto. Em resposta, a SRI disse que vai buscar a construção do diálogo para viabilizar a tramitação do PL.

Na tarde da mesma quinta-feira (3), o sindicato foi recebido em audiência pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde). Aos dirigentes do Sindsprev-RJ, Padilha reiterou apoio à aprovação do PL 3.102/2022 e se comprometeu a dialogar com o líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O Sindsprev-RJ vai participar de nova agenda com o governo no próximo dia 8 de setembro, dando sequência às articulações pela aprovação do PL 3.102/2022.

“Quando uma proposta legislativa encontra divergências entre ministérios, o caminho é colocar os órgãos envolvidos na mesa, junto com a Casa Civil, para buscar a construção do consenso ou, não sendo possível, explicitar onde está a divergência em termos institucionais”, avalia Cristiane Gerardo, dirigente do Sindsprev-RJ. Ela também reafirmou o posicionamento do sindicato na defesa do projeto: “aprovar o PL 3.102/2022 é garantir o justo enquadramento dos trabalhadores da rede federal na carreira da Ciência e Tecnologia. Estamos falando de servidores que atuam dentro de instituições que produzem conhecimento, desenvolvem pesquisa, formam profissionais, incorporam novas tecnologias e prestam assistência de alta complexidade à população brasileira. Não existe pesquisa clínica sem prática assistencial. Não existe avanço científico na saúde sem os trabalhadores que fazem a ciência acontecer todos os dias na ponta”, concluiu.

Além de Cristiane Gerardo, o Sindsprev-RJ foi representado em Brasília pelos dirigentes Marcelo Pereira da Silva, Simone Santana e Simone Marinho.

𝐄𝐦 𝐥𝐮𝐭𝐚 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐚̀𝐬 𝟑𝟎𝐡 𝐬𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚𝐢𝐬, 𝐬𝐞𝐫𝐯𝐢𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬(𝐚𝐬) 𝐝𝐨 𝐇𝐨𝐬𝐩𝐢𝐭𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐋𝐚𝐠𝐨𝐚 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐦 𝐧𝐨𝐯𝐚 𝐚𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐝𝐢𝐚 𝟏𝟒/𝟗Trabalhadores(...
02/09/2026

𝐄𝐦 𝐥𝐮𝐭𝐚 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐚̀𝐬 𝟑𝟎𝐡 𝐬𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚𝐢𝐬, 𝐬𝐞𝐫𝐯𝐢𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬(𝐚𝐬) 𝐝𝐨 𝐇𝐨𝐬𝐩𝐢𝐭𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐋𝐚𝐠𝐨𝐚 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐦 𝐧𝐨𝐯𝐚 𝐚𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐝𝐢𝐚 𝟏𝟒/𝟗

Trabalhadores(as) do Hospital Federal da Lagoa (HFL) realizam nova assembleia no próximo dia 14 de setembro, a partir das 7h, no auditório da unidade. Na pauta de assuntos: defesa da jornada de 30h semanais e ponto dos(as) servidores(as).

O objetivo da assembleia é dar continuidade à mobilização contra as tentativas da atual gestão do HFL no sentido de obrigar os(as) servidores(as) a trabalharem 40h semanais, e não as 30h previstas na Portaria nº 260/2014, do Ministério da Saúde. Como parte dessas pressões, os(as) servidores(as) estão sendo solicitados a fazer um curso de capacitação visando complementar as 10h que supostamente estariam faltando para "integralizar" uma jornada de 40h semanais.

Na assembleia da última sexta-feira (28/8), a principal orientação apresentada pelo Sindsprev-RJ foi que os(as) servidores(as) assinem as 30h semanais no ponto de papel administrado pelo Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fiocruz, atual gestor do HFL. Nesse sentido, o tempo gasto pelos servidores no curso de capacitação oferecido pelo IFF deverá ser computado dentro da jornada de 30h semanais. Na ocasião, o Sindsprev-RJ afirmou ainda que, se necessário, fará plantão diário no HFL para apoiar os servidores na busca de solução para os problemas de ponto e de jornada semanal.

𝐋𝐢𝐯𝐫𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚 𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐒𝐔𝐒 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐪𝐮𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐚 𝐚 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐛𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥𝐞𝐢𝐫𝐚Lançado em 2024 pela Editora Record, o liv...
01/09/2026

𝐋𝐢𝐯𝐫𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚 𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐒𝐔𝐒 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐪𝐮𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐚 𝐚 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐛𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥𝐞𝐢𝐫𝐚

Lançado em 2024 pela Editora Record, o livro ‘SUS – uma Biografia: lutas e conquistas da sociedade brasileira’ é obra fundamental para leitores interessados em conhecer os princípios e fundamentos do Sistema Único de Saúde criado em 17 de setembro de 1990, por meio da Lei nº 8080.

De autoria de Luiz Antonio Santini e Clóvis Bulcão, o livro apresenta um amplo panorama da história da medicina brasileira, do ensino da medicina, das lutas e mobilizações sociais no bojo da chamada “reforma sanitária” e da paulatina construção do SUS como sistema único de saúde universal e gratuito para toda a população. Construção formulada durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1988 e que teve sua materialização plena na promulgação da Lei nº 8080.

A obra de Santini e Bulcão enfoca ainda questões relacionadas ao uso de tecnologias inovadoras no âmbito do SUS, ao financiamento e ao aperfeiçoamento dos mecanismos de gestão da saúde pública no Brasil.

Luiz Antonio Santini é médico, ex-superintendente do extinto INAMPS e do INCA. Clóvis Bulcão é escritor e historiador. Também já atuou como comentarista da Rádio Tupi.

Entidades sindicais fazem vigília na porta do Senado para garantir aprovação da PEC da redução da jornadaDirigentes de c...
01/09/2026

Entidades sindicais fazem vigília na porta do Senado para garantir aprovação da PEC da redução da jornada

Dirigentes de centrais sindicais, confederações, federações e sindicatos estão desde a manhã desta segunda-feira (31/8) em vigília em frente ao Senado e se articulando com senadores para garantir a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 201 na Comissão de Constituição e Justiça, e, posteriormente, no plenário da Casa. “Estamos em vigília na porta do Senado e teremos uma audiência com o relator (da PEC), Omar Aziz (PSD-AM) para tratar da votação (na CCJ), que deve acontecer nesta quarta-feira (2/9). Temos ainda um caminho a seguir. Não sabemos se vamos conseguir colocar em votação no plenário logo em seguida, mas o nosso objetivo é este”, explicou Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro.

O dirigente denunciou a ofensiva patronal – empresas e bancos – com a publicação de peças de publicidade em jornais, tevês e rádios no país inteiro, criticando este importante projeto para os trabalhadores, para impedir que seja aprovado. “Mas temos uma perspectiva muito boa de aprovar na CCJ e colocar a PEC no plenário do Senado”, afirmou Ayer.

Jeferson Meira, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) confirmou que a proposta está na pauta de votação na CCJ para esta quarta. "Mas tem um esforço dos bolsonaristas para barrar a aprovação. O relator da CCJ, Omar Aziz, não acatou as emendas protelatórias apresentadas para fazer com que o texto fosse modificado e então voltasse para a Câmara. Se for aprovado na CCJ sem alteração vai ser encaminhada para o plenário para aprovação em dois turnos com maioria absoluta 49 votos", disse. A PEC, de autoria dos deputados Érika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG) conta com o apoio do governo Lula.

Na semana passada, atendendo a um pedido das centrais sindicais – entre elas a CTB e a CUT – o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) enviou a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O presidente da Comissão, Otto Alencar (PSD-BA), indicou como relator da matéria o senador Omar Aziz (PSD-AM), que prometeu colocar o texto em votação, nesta quarta-feira (2/9).

Aziz disse que nenhum senador da CCJ seria louco de se colocar contrário à PEC, mas que não arriscaria um palpite quanto à votação no plenário. Acrescentou acreditar que o texto será aprovado na CCJ na quarta-feira pela manhã, mas que não seria possível prever se passará no plenário também nesta semana.

O grande empecilho são as articulações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Alcolumbre contra a aprovação da matéria. Para se contrapor à PEC, Flávio Bolsonaro disse que vai articular a aprovação de um texto contrário ao fim da escala 6×1, defendida pelo governo Lula. Pretende usar, ainda, outros meios de adiar ou impedir a votação.

Conheça a proposta – A PEC determina, em 60 dias a partir da sua promulgação, o início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso; a jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas e; em 14 meses: jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2 e; dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos.

O texto também estabelece exceções: profissionais com diploma de nível superior e remuneração mensal acima de R$ 21,1 mil não estarão submetidos às novas regras de jornada e controle de ponto. A medida busca evitar a pejotização e garantir maior flexibilidade para trabalhadores de alta renda. Nesses casos, a redução da jornada dependerá de decisão do empregador ou de previsão em acordos coletivos. A exceção, no entanto, não se aplica aos servidores e empregados públicos da administração direta e indireta da União, estados, Distrito Federal e municípios.

Pressione os senadores virtualmente clicando aqui do link ‘Na pressão’: https://napressao.org.br/campanha/pela-aprovacao-do-fim-da-escala-6×1-e-da-reducao-da-jornada-de-trabalho-sem-reducao-salarial-senado e no link da CTC : https://www.ctb.org.br/aprovasenado/.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). terá que decidir entre os trabalhadores e a extrema-direita. Foto: Agência Senado.

𝐂𝐨𝐦𝐢𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐌𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞𝐛𝐚𝐭𝐞 𝐮𝐬𝐨 𝐝𝐞 𝐭𝐞𝐜𝐧𝐨𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐛𝐚𝐭𝐞 𝐚̀ 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫A Comissão Permanente Mista de Combate...
31/08/2026

𝐂𝐨𝐦𝐢𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐌𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞𝐛𝐚𝐭𝐞 𝐮𝐬𝐨 𝐝𝐞 𝐭𝐞𝐜𝐧𝐨𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐛𝐚𝐭𝐞 𝐚̀ 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫

A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher promove audiência pública nesta quarta-feira (2/9) para debater o uso de tecnologias como ferramentas de apoio no combate à violência contra mulheres. O debate foi proposto pela presidente da comissão, deputada Luizianne Lins (Rede-CE), e está marcado para as 14h30, no plenário 19 da ala Alexandre Costa do Senado Federal.

De acordo com a Agência Câmara de Notícias, a audiência pública será interativa e também visa discutir como tecnologias podem ajudar a ampliar a proteção às vítimas e agilizar a resposta das autoridades. Algumas dessas tecnologias são aplicativos de denúncia, monitoramento de agressores, botões de pânico e sistemas de informação. O debate também abordará desafios, eficácia e uso responsável dessas ferramentas.

Violência contra a mulher continua sendo grave problema

Segundo Luizianne Lins, a violência contra a mulher continua sendo um grave problema social e de direitos humanos, que demanda ações integradas, políticas públicas eficazes e o constante aprimoramento dos mecanismos de prevenção, denúncia e proteção às vítimas. A parlamentar destaca que, apesar de avanços como as leis Maria da Penha e do Feminicídio, os índices ainda revelam a necessidade de fortalecer estratégias de enfrentamento a esse problema.

“O objetivo é debater experiências exitosas, identificar desafios, avaliar a efetividade das ferramentas tecnológicas já implementadas e discutir novas possibilidades de inovação voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero”, declarou Luizianne à Agência Câmara de Notícias.

Veja os convidados que participarão da audiência

Marina Cordeiro (Coordenadora de Garantia de Direitos e Acesso à Justiça do Ministério das Mulheres); Luciana Jordão da Motta Armiliato de Carvalho (Defensora Pública-Geral da Defensoria Pública do Estado de São Paulo); Regina Célia Barbosa (Vice-Presidente do Instituto Maria da Penha); Débora Vasconcellos (Assistente do Programa de Enfrentamento à Violência do Instituto AzMina – Aplicativo Penhas); Professora Kone Prieto Furtunato Cesário (Coordenadora do Aplicativo Maria da Penha Virtual); Rafael Wanderley (CEO da Direito Ágil); Jamila Jorge Ferrari (Coordenadora da Delegacia de Defesa da Mulher online); e Camila Calisto Sanches (Secretária Municipal da Família e Desenvolvimento Social da Prefeitura de Ponta Grossa).

Foto: Sejuf/PR Fonte: Agência Câmara de Notícias

Trabalhadores se mobilizam pela aprovação da PEC da redução da jornadaNeste domingo aconteceram manifestações nas princi...
31/08/2026

Trabalhadores se mobilizam pela aprovação da PEC da redução da jornada

Neste domingo aconteceram manifestações nas principais cidades do país – incluindo uma no Posto 5, em Copacabana, e na Avenida Paulista, em São Paulo – pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 201, pelo Senado. As mobilizações vão continuar em Brasília, durante toda esta semana.

Estão previstas para a capital federal panfletagens, nesta segunda-feira (31/8) das 6h30 às 9 horas, e das 13 às 18 horas, na Rodoviária do Plano Piloto e do Setor Comercial Sul; além de ato e vigília, no Anexo II, do Senado, de segunda a terça-feira.

Pressione virtualmente. A central sindical CTB, disponibilizou o canal . Clicando neste link você pode enviar mensagem solicitando aos senadores que aprovem a PEC: https://www.ctb.org.br/aprovasenado/?fbclid=IwY2xjawUCWK1wZG9mAWV4dG4DYWVtAjEwAGJyaWQRMWdBeTd2TWpoSlVNNmZJSElzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeJYBJiwWQBiwn4hE9xOHPzShJUE-G7nzwng4v8L9CYhxecQJe3GAlbRj9XjY_aem_rQYv_v6kxq9zM8HKO6PIOQ.

Alcolumbre e Flávio Bolsonaro contra a redução da jornada – A PEC acaba com a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), substituindo-a pela de cinco dias de folga por dois de descanso (5×2), passando das atuais 44 horas semanais para 40 horas. A proposta, de autoria da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), foi aprovada na Câmara dos Deputados, mas ficou travada por dois meses pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e por senadores do PL, entre eles Flávio Bolsonaro, a pedido das grandes empresas e bancos.

Na semana passada, atendendo a um pedido das centrais sindicais – entre elas a CTB e a CUT – Alcolumbre enviou a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do Senado. O presidente da Comissão, Otto Alencar (PSD-BA), indicou como relator da matéria o senador Omar Aziz (PSD-AM), que prometeu colocar o texto em votação, nesta quarta-feira (2/9).

Aziz disse que nenhum senador da CCJ seria louco de se colocar contrário à PEC, mas que não arriscaria um palpite quanto à votação no plenário. “A votação na Câmara deu um direcionamento para o Senado. Acredito que nenhum senador vai dar tiro na cabeça, não. Ninguém será louco de ir contra. Quem disser que é contra, que meta a cara para dizer”, afirmou.

O motivo é o apelo popular da pauta e a proximidade das eleições. Ele disse acreditar que o texto será aprovado na CCJ na quarta-feira pela manhã, mas que não seria possível prever se passará no plenário também nesta semana. “Plenário? Eu não vou arriscar, porque é plenário. Mas quando o texto for a plenário, deverá passar. Acredito que sim, porque estou confiante”, declarou.

O grande empecilho são as articulações entre o senador Flávio Bolsonaro e Alcolumbre contra a aprovação da matéria. Segundo a CNN, Alcolumbre diz que fechou acordo com as centrais e o governo Lula para aprovar a proposta na CCJ, mas que não em plenário.

Para se contrapor à PEC, Flávio Bolsonaro disse que vai articular a aprovação de um texto contrário ao fim da escala 6×1, defendida pelo governo Lula. Pretende usar, ainda, outros meios de adiar ou impedir a votação.

O senador Laércio Oliveira (PP-SE.), um dos que lideram o movimento contra a PEC também vai propor medidas para retardar a aprovação. “Se aprovar na CCJ, vai ao plenário. Aí tem uma disputa grande e tem uma série de manobras para não votar. Não vota no plenário. Não tem como. A gente vai pedir para ser redistribuído para a CAE. Como a CAE não é ouvida? Essa pauta gera impacto nas empresas todas”, disse à CNN.

O que prevê a proposta – A PEC determina, em 60 dias a partir da sua promulgação, o início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso; a jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas e; em 14 meses: jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2 e; dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos.

O texto também estabelece exceções: profissionais com diploma de nível superior e remuneração mensal acima de R$ 21,1 mil não estarão submetidos às novas regras de jornada e controle de ponto. A medida busca evitar a pejotização e garantir maior flexibilidade para trabalhadores de alta renda. Nesses casos, a redução da jornada dependerá de decisão do empregador ou de previsão em acordos coletivos. A exceção, no entanto, não se aplica aos servidores e empregados públicos da administração direta e indireta da União, estados, Distrito Federal e municípios.

2ª Conferência Livre de Saúde se manifesta contra privatização e em defesa do SUS públicoOs palestrantes da 2ª Conferênc...
28/08/2026

2ª Conferência Livre de Saúde se manifesta contra privatização e em defesa do SUS público

Os palestrantes da 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular da Saúde, realizada nesta quinta-feira (28/8), no auditório da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no Centro da Cidade do Rio de Janeiro, foram unânimes em condenar a privatização do Sistema Único de Saúde (SUS), seja através das chamadas organizações sociais, fundações e outras formas de terceirização, e defenderam a ampliação do caráter público e universal do sistema, lembrando que ele é reconhecido mundialmente como política pública de referência. Ao mesmo tempo, criticaram a entrada cada vez maior de empresas privadas no SUS, bem como a precarização das relações de trabalho, através de contratações de trabalhadores por fora do Regime Jurídico Único, seja através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou como Pessoas Jurídicas.

Outra posição comum a todos os palestrantes foi a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para derrotar a extrema-direita, fortalecer a democracia, a soberania nacional contra os ataques dos Estados Unidos e defender o setor público contra as propostas de corte de recursos e privatização. Além da crítica à contratação de big techs para a guarda em nuvens de computação de dados do SUS e de seus usuários.

Presente ao evento, a diretoria do Sindsprev/RJ entregou ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, minuta solicitando apoio ao Projeto de Lei 3.102 em tramitação na Câmara dos Deputados, com explicações detalhadas sobre o projeto, do ponto de vista da organização e do impacto financeiro. O PL prevê a transferência dos servidores da rede federal da saúde para a carreira da Ciência e Tecnologia.

A deputada Jandira Feghalli (PCdoB-RJ), que também participou da conferência, afirmou, sobre a tramitação do PL 3.102, que há um pedido para que tramite em regime de urgência na CCJ da Câmara dos Deputados. Mas que não está ainda na pauta de votações, em função do acúmulo de projetos polêmicos.

Promovida pela Frente pela Vida, a conferência reuniu representantes de entidades, movimentos sociais, trabalhadores e representantes da sociedade civil para debater os desafios atuais e os caminhos para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. A programação incluiu debates, ato político, participação social e deliberação de propostas para a política de saúde.

Túlio Franco, diretor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenador da Frente pela Vida, abriu o evento lembrando que a primeira edição da conferência surgiu na pandemia a partir da necessidade de organizar o movimento social da área da saúde para combater o negacionismo do governo Bolsonaro, que causou a morte de milhões de pessoas pela covid. “Hoje, nesta segunda conferência, estamos novamente lutando para defender o SUS dos ataques desta mesma extrema-direita que tenta voltar ao poder. O SUS é uma política social que defende a vida da população e que dialoga com toda as áreas da sociedade voltadas também para questões estratégicas. Por isto, pensar e defender o SUS é defender a democracia e pensar no Brasil”, afirmou.

Estava prevista para ser aprovada pela 2ª Conferência Livre, ao seu final, uma minuta com propostas a serem enviadas para o governo e para a 18º Conferência Nacional de Saúde relativas ao SUS, contra a sua privatização e o fortalecimento do seu caráter público; contra a entrega dos dados do Sistema Único e de seus usuários às big techs, e sim às empresas públicas de tecnologia da informação, como o Serpro; fortalecimento do concurso público como única forma de contratação de mão-de-obra ao lado do combate a todo o tipo de contratação precarizada; além do financiamento necessário para que o SUS se modernize e atenda com dignidade a população.

Em nome de Fernanda Mangano, presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), o conselheiro Getúlio Vargas, ressaltou que a Frente pela Vida é um movimento de resistência e, defesa da vida, do SUS e da democracia. “Hoje, seis anos após a sua primeira edição, a conferência novamente tem o papel de defender a democracia, o SUS e a população que depende dele. Não existe SUS forte sem democracia. E isto passa por reafirmar na 18ª Conferência Nacional da Saúde, em julho, que o SUS deve ser público, e que receba recursos para que seja fortalecido e cumpra o seu papel de política pública, com a valorização de seus trabalhadores, com o plano de carreira do SUS. Não queremos um SUS terceirizado e com contratações precarizadas. Saúde não é mercadoria”, afirmou.

Vargas defendeu a eleição de Lula à Presidência como forma de defender o Brasil e o SUS. E acrescentou que para que o presidente possa colocar em ação o seu programa voltado para a população e a soberania brasileira, têm que ser eleitos deputados e senadores que o apoiem.

Carlos Fidélis, presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), lembrou que a criação do SUS era discutida bem antes da sua previsão na Constituição Federal de 1988. “A geração que participou deste movimento integrava a luta contra a ditadura militar e pelo direito à saúde. A estas pessoas eu rendo as minhas homenagens e agradecimento. O SUS não caiu do céu, foi conquistado com muita luta”, disse.

“Quero frisar que a saúde é uma responsabilidade pública, do Estado, prevista na Constituição. Não pode ser gerido pelo setor privado, pelo contrário, o que devemos lutar por um SUS público e com recursos”, acrescentou. Também defendeu a reeleição de Lula como forma de fortalecer o sistema único.

O professor da Universidade de São Paulo (USP), Fernando White, criticou a contratação de big techs pelo governo para a guarda dos dados do SUS e de seus usuários em nuvens de computação. “A guarda destes dados sigilosos deve ser feita por empresas públicas, até porque a lei dos Estados Unidos permite que autoridades daquele país tenham acesso a estas informações, numa afronta à soberania nacional, à privacidade e o sigilo dos cidadãos”, argumentou. Disse que a soberania nacional passa pela soberania digital de dados. “Uma não existe sem a outra”, afirmou

Veja as fotos, de Mayara Alves, da 2º Conferência Livre de Saúde.

𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐇𝐅𝐋 𝐫𝐞𝐚𝐟𝐢𝐫𝐦𝐚 𝐚𝐬 𝟑𝟎𝐡 𝐬𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐫𝐞𝐩𝐮𝐝𝐢𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐝𝐞 𝐣𝐨𝐫𝐧𝐚𝐝𝐚Trabalhadores(as) do Hospital Feder...
28/08/2026

𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐇𝐅𝐋 𝐫𝐞𝐚𝐟𝐢𝐫𝐦𝐚 𝐚𝐬 𝟑𝟎𝐡 𝐬𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐫𝐞𝐩𝐮𝐝𝐢𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐝𝐞 𝐣𝐨𝐫𝐧𝐚𝐝𝐚

Trabalhadores(as) do Hospital Federal da Lagoa (HFL) realizaram assembleia na manhã desta sexta-feira (28 de agosto). O objetivo foi organizar a mobilização contra as tentativas da atual gestão do HFL no sentido de obrigar os(as) servidores(as) a trabalharem 40h semanais, e não as 30h previstas na Portaria 260/2014, do Ministério da Saúde. Como parte dessas pressões, os(as) servidores(as) estão sendo obrigados a fazer um curso de capacitação visando complementar as 10h que faltam para integralizar uma jornada de 40h semanais.

A principal orientação apresentada pelo Sindsprev-RJ na assembleia foi que os servidores assinem as 30h semanais no ponto de papel administrado pelo Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fiocruz, atual gestor do Hospital da Lagoa. Nesse sentido, o tempo gasto pelos servidores no curso de capacitação oferecido pelo IFF deverá ser computado dentro da jornada de 30h semanais.
O Sindsprev-RJ afirmou ainda que, se necessário, fará plantão diário no HFL para apoiar os servidores na busca de solução para os problemas de ponto e de jornada semanal.

Nesta mesma sexta-feira (28), a dirigente do Sindsprev-RJ Cristiane Gerardo denunciou o ocorrido a Eliane Cruz, chefe de gabinete do ministro Alexandre Padilha (Saúde). A denúncia aconteceu durante a II Conferência Livre, Democrática e Popular da Saúde realizada na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Centro do Rio. Em resposta, Eliane Cruz afirmou que o Ministério da Saúde “não está a par do que vem sendo feito pela gestão do HFL”. Ela prometeu passar uma orientação à gestão do hospital no sentido de sanar os problemas denunciados pelos servidores e pelo sindicato.

Devido à negativa da gestão do Hospital da Lagoa em ceder o hall da unidade, a assembleia desta sexta (28) teve que ser realizada do lado de fora, em frente à entrada principal. A negativa mostrou o autoritarismo da gestão.

Foto: Mayara Alves.

'𝐀𝐠𝐨𝐬𝐭𝐨 𝐋𝐢𝐥𝐚́𝐬' 𝐧𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐬𝐩𝐫𝐞𝐯-𝐑𝐉 𝐩𝐫𝐨𝐦𝐨𝐯𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐜𝐢𝐞𝐧𝐭𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫Com expressiva participação de...
27/08/2026

'𝐀𝐠𝐨𝐬𝐭𝐨 𝐋𝐢𝐥𝐚́𝐬' 𝐧𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐬𝐩𝐫𝐞𝐯-𝐑𝐉 𝐩𝐫𝐨𝐦𝐨𝐯𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐜𝐢𝐞𝐧𝐭𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫

Com expressiva participação de servidores(as) da seguridade e do seguro social, a Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ promoveu, na tarde de quarta-feira (26/8), o evento ‘Agosto Lilás: informação, prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres’. A atividade foi realizada no auditório nobre do sindicato e teve, como palestrantes, as advogadas Jaqueline Santos e Andréa Kramer.

Na abertura do ‘Agosto Lilás’, os dirigentes da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ — Osvaldo Mendes, Ana Paula Soares e Sebastião José de Souza (Tão) — fizeram suas saudações ao público presente. “‘É com satisfação que damos continuidade a um debate de extrema importância, de enfrentamento à violência contra a mulher. Falar de violência contra a mulher é falar de direitos humanos, liberdade e democracia. Precisamos estar atentos às formas de violência contra as mulheres. São situações que repercutem na vida profissional, na saúde, segurança e na vida pessoal das mulheres. Queremos fortalecer a capacidade da nossa categoria de reconhecer, prevenir e enfrentar situações de violência”, disse Ana Paula.

Para Osvaldo Mendes, o ‘Agosto Lilás’ foi de grande importância pela temática e também para mostrar a atuação do Sindsprev-RJ neste campo. “Estamos iniciando mais um evento da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia em sua nova gestão. Esta secretaria já existe desde 2002 no nosso sindicato e por isso elaboramos uma cartilha para que vocês tomem conhecimento do que a secretaria faz”, explicou.

“Estou neste sindicato desde sua fundação e fico contemplado em participar de uma atividade como esta, para debater sobre medidas e leis necessárias no combate à violência e ao feminicídio praticados contra vocês, mulheres. O Sindsprev-RJ sempre foi plural. Meus parabéns, e que todos e todas possam participar deste debate fundamental para o dia a dia do nosso sindicato”, frisou Sebastião José de Souza.

É preciso denunciar a violência contra as mulheres

Especialista em Direito das Mulheres, Gênero e Diversidade, a advogada Jaqueline Santos foi a primeira palestrante a tomar a palavra. “Tivemos aumento de 1.300 por cento nos índices de violência contra as mulheres. Daí a importância de sabermos que não existe somente a violência física, mas a financeira. E tem ainda o corte racial porque 65% dos feminicídios são com mulheres pretas. Antes a mulher não tinha direito nem ao CPF, que era o do marido. Portanto, precisamos refletir sobre as situações nas quais as mulheres competem muito entre si, e isto pode prejudicar a nossa luta por maior representatividade. Temos que nos unir. No dia em que a mulher entender que ela deve ocupar e estar no espaço que ela quiser, ela não precisará mais mendigar direitos”, afirmou.

Com atuação na área criminal e de família, a também advogada Andréa Kramer destacou os avanços decorrentes da criação e aperfeiçoamento da Lei nº 11.340/2006, também conhecida como Lei Maria da Penha, que estabeleceu mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. “A Lei Maria da Penha tem chegado de forma distorcida a muitos de vocês. Os homens têm que estar presentes porque temos que educá-los para que não sejam agentes dos fatos relacionados à violência. Afinal, a Lei Maria da Penha foi feita para enfrentar o machismo de uma sociedade patriarcal. Houve necessidade de criar uma lei inclusiva para a mulher porque o código penal não falava de feminicídio. Hoje nós temos várias medidas na Lei Maria da Penha, e a melhor de todas foi sua extensão para fora do âmbito familiar, incluindo agora fatos ocorridos nos locais de trabalho. Para isto, a denúncia é fundamental para que a Lei seja de fato implementada”, frisou.

Após as falas iniciais das duas palestrantes, a palavra foi franqueada ao público presente, que fez perguntas sobre a Lei Maria da Penha e outras ferramentas legais de combate à violência contra a mulher. Questões como racismo e lentidão das instituições do Estado brasileiro no combate à discriminação de gênero também foram mencionadas.

Ao final do ‘Agosto Lilás’, a organização do evento homenageou as duas palestrantes com a entrega de certificados a cada uma delas. A homenagem foi simbolicamente estendida a todas as mulheres presentes, que receberam flores.

Durante todo o evento ‘Agosto Lilás’, o Sindsprev-RJ disponibilizou exemplares impressos da Lei Maria da Penha.

Foto: Magá.

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