21/06/2016
Além do ato na UFRJ, no dia 24 de junho vai ocorrer o Ato Nacional em apoio a etnia indígena Guarani Kaiowá. No Rio de Janeiro o mesmo será realizado na Aldeia Maracanã.
ATO NACIONAL EM SOLIDARIEDADE AO POVO GUARANI KAIOWÁ
Rio de Janeiro - Aldeia Marcanã (Tekoha Maraká'nà)
DIA 24 DE JUNHO, 16H00
Participe, Somos Todxs Kaiowá Guarani!
Fora Temer, Fora Cunha, Renan, etc
Fora Odebrecht!
ORGANIZE EM SUA CIDADE
MAIORES INFORMAÇÕES NO EVENTO https://www.facebook.com/events/136016836819901/
GENOCÍDIO KAIOWA: MASSACRE NO TEKOHA TORO PASO!
[14.03.2016 | Um indígena morto e vários feridos em ataque de pistoleiros. Lideranças anunciam reação]
O agente de saúde indígena Clodiode Rodrigues de Souza, de 23 anos, filho do líder Kaiowa e Guarani Leonardo de Souza, foi morto na última terça-feira, por volta de 9h manhã, com um tiro na cabeça, no município de Caarapó, Mato Grosso do Sul. O assassinato aconteceu durante um ataque de pistoleiros promovido pelos fazendeiros locais ao tekoha Toro Paso, retomada vizinha à reserva indígena Tey'i Kue. O tiroteio deixou ainda pelo menos mais cinco indígenas gravemente feridos, entre eles um menino de 12 anos, Josiel Benites, baleado no abdômen.
O número de feridos pode ter sido maior, pois vários Kaiowa se dispersaram pelas matas próximas, ao avistarem as caminhonetes dos jagunços. Uma liderança do tekoha, que pediu para ser identificada apenas como S.T., narra como foi esse momento: ''Fizeram um cerco na gente. Do outro lado, veio pá cavadeira [tipo de trator] e arrebentou a cerca, e começaram a entrar pelo campo. Vieram atirando, tiroteio feio mesmo, arma pesada".
Como de costume, a pistolagem contou com a cumplicidade do Estado. Desde segunda-feira, véspera do atentado, policiais federais e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), têm rondado o local, por vezes, acompanhados de fazendeiros. O DOF é um órgão da polícia sul-mato-grossense especialmente ativo na repressão ao movimento indígena.Na prática, atua como um verdadeiro serviço de segurança particular para os latifúndios custeado por dinheiro público (federal e estadual).
O massacre foi uma represália à recente reocupação de Toro Paso pelos Kaiowas de Tey'i Kue (onde o pai de Clodiode exerce o cargo de vice-capitão). Atende, principalmente aos interesses da fazenda Yvu, atualmente propriedade de Silvana Amado Buainain.
Os Guarani e Kaiowá permanecem no local. O Aty Guasu – conselho das lideranças da etnia – anunciou que 20 mil guerreiros devem entrar na luta pelas terras onde ocorrem disputa. Um bloqueio de estrada em solidariedade às vítimas de Caarapó foi marcado para hoje. às 8h, em uma rotatória da BR-156, na altura de Dourados..
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