07/11/2025
A formação “Samba, Ancestralidade e Educação” proporcionou aos professores um momento de aprendizado e reflexão sobre a importância das relações étnico-raciais na Educação Infantil, reforçando o papel fundamental da escola na construção de uma sociedade mais justa, plural e antirracista.
O encontro teve como cenário o Centro Cultural Fruta do Pé, um espaço de referência em cultura popular e samba em Campo Grande, que valoriza e preserva as expressões da ancestralidade africana e afro-brasileira. Vivenciar esse espaço foi uma oportunidade rica de reconhecer o samba não apenas como manifestação artística, mas como uma poderosa ferramenta de memória, resistência e identidade cultural.
Durante a formação, os educadores puderam refletir sobre como o samba, a oralidade, as tradições e as histórias dos povos africanos e afro-brasileiros podem estar presentes nas práticas pedagógicas cotidianas da Educação Infantil. Ao compreender a ancestralidade como fonte de saber e pertencimento, os professores ampliam suas perspectivas para trabalhar com as crianças valores de respeito, diversidade e valorização das raízes culturais brasileiras.
Formações como essa são essenciais para que a Lei 10.639/03, que estabelece o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, seja efetivada na prática escolar desde os primeiros anos da educação. Mais do que uma exigência legal, trata-se de um compromisso ético e educativo com a formação de cidadãos conscientes de sua história e do papel da diversidade na construção da nossa identidade nacional.
O momento no Centro Cultural Fruta do Pé reafirmou que educar é também celebrar a cultura, reconhecer as origens e transformar o olhar sobre o outro. A formação “Samba, Ancestralidade e Educação” mostrou que a escola é espaço de vida, ritmo e pertencimento — e que o conhecimento, quando dançado e cantado, ecoa de forma ainda mais profunda no coração e na prática de cada educador.
O Fruta do Pé representa família, estavam lá a avó Dona Marly, a matriarca da família. A mãe Carla a coordenadora, o pai Luciano e o Breno que é o fundador do Fruta do Pé.
Foi um momento riquíssimo de conhecimento e sabedoria, no final aquele bolo com café de vó da Dona Marly.