SÍNTESE HISTÓRICA
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) ao longo do tempo busca criar uma doutrina única para a aplicação das matérias relativas ao armamento e ao tiro policial, bem como a formação de instrutores dessas disciplinas. A primeira tentativa se deu na década de setenta, mais precisamente em 1971, quando foi realizado o primeiro Curso Intensivo de Tiro de Combate - (CIT
C). O curso contou com duas turmas, sendo a primeira composta por oficiais superiores e intermediários (inclusive dois coronéis) e a segunda incluindo oficiais intermediários e subalternos. A pista de aplicação de tiro de combate (atualmente chamada pista de aplicação de tiro policial) é até hoje um dos treinamentos mais exigentes da PMERJ e certamente, um dos mais tradicionais também. Um dos principais objetivos era uniformizar as instruções de tiro ministradas principalmente no CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS, pelos Oficiais Comandantes de Pelotões, que dispunham apenas dos conhecimentos adquiridos no Curso de Formação de Oficiais (CFO), na academia. Deve-se principalmente ao fato de que a corporação passou a adquirir, a partir de junho de 1999, as pistolas de fabricação Taurus no calibre.40 S&W, modelo PT 100, e posteriormente, em outubro do ano de 2000, adquiriu as carabinas de fabricação Colt no calibre 5,56 mm, modelo M4, surgindo assim a necessidade premente de se instruir a tropa sobre o novo armamento. Assim formou-se, por determinação do Cel PM Wilton Soares Ribeiro, então comandante-geral da corporação, um grupo de instrutores e monitores para suprir tal necessidade. Após diversas atividades realizadas com a tropa e com o término da instrução denominada Estágio Prático de Manutenção e Tiro com Fuzil Colt M4. calibre 5,56 mm e Pistola PT 100 calibre. 40, com o primeiro grupo de policiais militares, e a boa recepção pela tropa, foi sugerido em relatório próprio, a criação de um centro de instrução especializada em armamento e tiro. Voltado para instrução a criação do Centro de Instrução Especializada em Armamento e Tiro, no dia 23 de outubro de 2001, pelo Boletim da PM nº 200, por decisão do Sr º comandante-geral, e posteriormente ratificado por resolução do Sr º secretário de estado de segurança pública, em 02 de dezembro de 2005. Logo o CIEAT recebeu, entre outras missões, a incumbência de criar e unificar métodos e manuais a serem utilizados nas instruções teóricas e práticas de armamento e tiro em toda a Corporação, atuando ainda nas instruções práticas de tiro, inclusive fora de sua sede. No seu Brasão encontramos como símbolos a pena e o livro, símbolo comum às unidades de ensino; um alvo de IPSC (International Pratic Shooting Confederetion) representando a instrução prática de tiro, sobreposto a uma engrenagem, que representa o conhecimento técnico que destaca oentendimento sobre o funcionamento e a manutenção das armas; e um fuzil de assalto em primeiro plano, representando a modernização do equipamento utilizado na corporação. SEM NENHUM ACIDENTE DE TIRO, o CIEAT, desde sua criação, já treinou cerca de 25.000 (vinte e cinco mil) homens, entre policiais militares das diversas unidades da corporação e que estão lotados em outros órgãos bem como instituições estaduais e federais que atuam neste mister, como SEAP, TRF, FAB, MAB, EMRJ, etc. Alinhado com o comando da corporação, as atividades do CIEAT foram a cada dia sendo intensificadas, dando maior ênfase ao cuidado com a integridade física do profissional de segurança pública, sendo criado o Plano de Segurança do Policial Militar, incorporando a necessidade de consciência do tiro de defesa com a precípua da preservação de vidas. Cinco cursos realizados no CIEAT estão em processo de institucionalização, dentre eles, além dos tradicionais (CITP) e (CIETP), também estão o recente Curso de Formação de Instrutores em Armamento e Tiro de Defesa (CFIATD), e os novos cursos, Curso Especializado no Uso da Força (CEUDF) e o Curso de Instrutor e Operador da Sala Virtual de Tomada de Decisão. Além disso, importantes etapas do processo de ensino, como as ementas dos cursos do CFAP e CFO e o material didático dos alunos, por exemplo, estão sendo revisadas a fim de alinhar as demandas do ensino à doutrina da unidade. Todas as iniciativas visam estabelecer um ambiente propício à aprendizagem, de forma a garantir ações legítimas, e em consonância com o uso legal da força.