09/05/2021
Reposted from 🦅Aves migratórias são um grupo de aves que se deslocam de uma região a outra. De acordo com o ornitólogo e professor Dr. Edson em seu livro Aves do Acre, antes de iniciar o inverno rigoroso em regiões próximas aos polos norte e sul da Terra, algumas aves que se reproduzem nestas áreas iniciam uma jornada de milhares de quilômetros em busca das regiões mais quentes do planeta. Dentre as espécies que migram pelas Américas, muitas passam pela Amazônia. Ao longo de todo o ano, estão passando pelo Estado aves vindas de diversos locais das Américas. Ao aportarem aqui, estão em busca de alimento e descanso, por um breve período, para, em seguida, seguirem viagem, seja com destino ao local onde passarão o verão, ou voltando aos locais onde nasceram, para, enfim, gerar novos filhotes e dar continuidade ao ciclo de vida da espécie.
O Acre está na rota destas espécies. Cerca de 78 espécies migratórias já foram registradas no Estado, das quais, 31 (39,7%) são migrantes neárticas, vindas do Hemisfério Norte (norte do México, Estados Unidos da América, Canadá), 14 (17,9%) são migrantes intratropicais (que fazem deslocamentos regionais dentro da região Neotropical) e 30 (38,4%) são migrantes austrais, vindas do sul do continente sul americano (Argentina, Chile, Uruguai e centro sul do Brasil).
1-tiê-preto-e-branco
Black-and-white Tanager
Conothraupis speculigera
Migrante regional intratropical que se reproduz, no final da estação chuvosa, na região transandina, no noroeste do Peru e oeste do Equador, e migra para as terras baixas da Amazônia (registrado no Brasil até o momento somente no Estado do Acre) no início da estação seca.
Raro em território brasileiro, com pouquíssimos registros, acompanha a fenologia das tabocas (bambus do sudoeste amazônico) nas terras baixas amazônicas.
2-cabeça-seca
Wood Stork
Mycteria americana
Migrante intratropical que faz migrações regionais.
3-águia-pescadora
Osprey
Pandion haliaetus carolinensis
Rio Purus, Acre-Brasil.
Migrante neártica vinda da América do Norte.
Colaboração: biólogo Ricardo Plácido.
Texto: Dr Edson Guilherme.