21/08/2015
Poço de ilusão
Enquanto dormia;
Escutei passos vindos em minha direção,
Estava sonhando!
Então me deparei
Com uma figura estranha
Que em meus pensamentos me prendeu.
Mal podia me mexer!
Acordei assustado,
Sem ter como explicar,
Por que essa sombra viera me atormentar?...
Com medo voltei a dormir,
Para uma resposta poder encontrar,
Qual figura era aquela
Que me deixou tão fissurado!
Enfim comecei a sonhar,
Em pequenos passos,
Comecei a correr!
Talvez encontrasse,
Aquela assombração,
Até que em minha mente
Veio uma questão!
Que não soube responder:
Quando encontrar aquele monstro;
O que iria fazer?
Poderia gritar!
Para esconder o medo.
Mesmo querendo saber o porquê,
Dessa figura em meus sonhos aparecer.
Comecei a sentir sua presença,
Então comecei a correr
Com medo não olhei para traz
Ao saber que poderia o encontrar.
Estou errado em fugir,
Sem saber o porquê!
Talvez ele também esteja assustado,
Pois para ele sou diferente,
Será que posso me aproximar?
O julguei sem ter razão,
Nós enganamos
Por mera aparência,
Pois julgamos sem conhecer...
Posso estar errado
Em não querer sem diferente,
Ate que comecei a refletir,
Se fossemos todos iguais,
Não haveria nada para conhecer,
Seria como um pesadelo repetitivo
Que vagamente teríamos que acostumar com a rotina.
Ser diferente é uma dadiva,
Que nus do prazer em viver,
Pois se fossemos todos iguais,
Nada precisaríamos aprender.