Ato normativo: Decreto nº 4.255, de 30/06/1927. Modalidades de Ensino: Educação Profissional Técnica de Nível Médio. (item II artigo 5º do Regimento Comum). Capacitação, especialização, aperfeiçoamento e atualização de trabalhadores. (item I, II e III artigo 6º do Regimento comum). Nome do responsável pela instituição: Silvânia Soares da Silva Santos. Cargo: Diretor da ETEC José Martimiano da Silv
a. Integração ao CENTRO PAULA SOUZA:
Ato Normativo: Decreto nº 37.735, de 27/10/93
Nome do responsável pela instituição: Laura Laganá
Cargo: Superintendente
HISTÓRICO DA ESCOLA
A origem da escola tem seu registro no Livro nº 2 de Apontamentos, preservado no Arquivo Permanente da Escola. O Decreto nº 4.255 assinado em 27 de junho de 1927 e publicado dia 30 de junho do mesmo ano, cria a escola profissional. A história do lançamento da Pedra Fundamental, em 07 de setembro de 1922 por ocasião do I Centenário da Independência do Brasil, no local chamado Chácara Olympia consta como registro em forma de ata. A comemoração do Centenário ocorreu juntamente com o lançamento da pedra fundamental do Edifício destinado à “Escola Profissional de Artes e Ofícios”. Na década de 30 o ensino profissional era a sequência do primário de 4 anos, dessa maneira, os alunos chegavam à escola jovens, por volta dos doze anos, podiam ter o curso profissional de quatro anos e o complementar de mais dois anos. O estabelecimento oferecia, em seu início, cursos básicos de Mecânica, Marcenaria, Flores e Chapéus, Bordados e Corte e Costura. As meninas estudavam separadas dos meninos, tinham por perspectiva tornarem-se prendadas, aptas aos afazeres domésticos para uso próprio ou para empregarem-se em casa de outras famílias. Atividades esportivas permeavam o currículo, ainda bem jovens exercitavam-se na ginástica e depois na dança, até quadrilha francesa dançava-se segundo relato de ex-aluna. A prática do exercício físico era valorizada. Já os meninos aprendiam marcenaria, eletricidade, tornearia. As oficinas práticas faziam parte dos ensinamentos e eram ministradas pelos mestres, era uma garantia, para a maioria dos alunos, de futuro sustento. A primeira formatura aconteceu em 27 de novembro de 1930 sendo o Dr. João Rodrigues Guião o paraninfo da turma. A entrega solene dos diplomas aos primeiros técnicos da escola foi feita pelo Diretor Prof. Oscar Lindholn de Oliveira. Em 1929 começaram a funcionar os cursos noturnos, de aprendizagem e aperfeiçoamento: Costura, Flores e Chapéus e Datilografia A Etec José Martimiano da Silva participou da Revolução Constitucionalista de 1932, ou Guerra Paulista, foi o movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo, Brasil, entre os meses de julho e outubro de 1932, que tinha por objetivo a derrubada do governo provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil. Em julho de 1932 foi realizada uma reunião dos funcionários para o trabalho voluntário em prol da revolução. Em 1935 foram instalados os cursos vocacionais, de um ano, o aluno cursava o vocacional e em seguida era matriculado no profissional ordinário, na especialidade desejada completando o curso de 4 anos. O Diploma era equivalente ao básico-artífice, Lei 1821 de 13/03/1953 e decreto 34.330 de 21/10/1953. Nos anos 1936 a 1938 os cursos vocacionais na Escola Profissional Secundaria Mista de Ribeirão Preto eram: Costura, Rendas e Bordados, Flores e Chapéus, Ferraria, Fundição Tornearia e Entalhe. No ano 1939 a escola passou também a oferecer os cursos de Marcenaria e Ajustagem e em 1940 foi aberto o Curso Básico Industrial de 4 anos com as especialidades de Mecânica, Corte e Costura e Eletrotécnica, no período noturno funcionavam os cursos extraordinários de iniciação continuada e complementar de Desenho Mecânico, Desenho de Plantas para Construção, Costura e Datilografia. De 1950 a 1960 são criados os cursos de mestria para Mecânica, Marcenaria e Corte e Costura. Em 1961 o Curso Básico Industrial, sofre algumas modificações: as 1ª e 2ª séries são consideradas de estágio vocacional e nas 3ª e 4ª séries o aluno opta por uma especialidade de acordo com a Lei 6.052/61 e decreto 38.643/61. Também em 61 são instalados os cursos pré-industriais: Admissão. A Etec José Martimiano da Silva comemorou o Jubileu em 1961 das Escolas profissionais, com uma grande festa, participaram do evento autoridades municipais e do clero, alunos fizeram um desfile nas ruas ao entorno da escola. Conforme o Decreto 44.533 de 18/02/1965 a Escola Industrial torna-se o Ginásio Industrial Estadual “José Martimiano da Silva”. A reforma introduzida no ensino industrial em 1965, teve por finalidade integrá-lo num sistema médio flexível, que assegurasse a diferenciação dos caminhos necessários a atender às vocações individuais, o ingresso dos jovens no ensino superior e a preparação para novas atividades no país. Assim, a Escola era um misto de escola profissional e ginásio. O aluno recebia dois diplomas; um correspondente a conclusão do curso colegial (Ensino Médio) e outro de aprendizagem profissional. Em 1977, iniciou-se o curso Técnico em Nutrição e Dietética em nossa Etec, nesse mesmo ano os cursos Técnicos eram: Economia Doméstica que passou a denominar-se Nutrição e Dietética, Desenhista de Arquitetura, Eletrotécnica e Mecânica. Na década de 80 a “Etec José Martimiano da Silva” passou a lecionar os cursos Técnicos de Eletromecânica e Secretariado. Em 1994 → Escola Técnica Estadual José Martimiano da Silva passa a pertencer ao Centro de Educação Tecnológica Paula Souza.