ESCOLA REUNIDAS DE REGENTE FEIJÓ- em 1929
A Escola Reunidas de Regente Feijó foi criada em 1 de maio de 1929 e instalada no dia seguinte. Era construída sobre esteio de madeira (pedaço de tora) com um metro e meio de altura do chão, e era bem assoalhada. Possuía quatro salas, onde funcionavam a primeira, segunda e terceiras séries, em apenas um período, das 11h às 16h, e atendia alunos dos sexos
masculino e feminino em salas separadas. A diretora da época era a professora Maria Clara da Silva, e o corpo docente formado por Laura Peterlini, Cacilda Matos de Oliveira e Angelina Zuardi. O quadro de funcionários contava, ainda, com o servente Francisco Gomes. Aos alunos era proporcionado o ensinamento básico, ou seja, ler, escrever e resolver as quatro operações. Também aprendiam sobre "História do Brasi". Ao chegar na terceira série, o aluno era diplomado. Para prosseguir com os estudos, tinha de partir para outras localidades como Botucatu, São Paulo, Avaré ou Santos. Segundo estudiosos da época, apesar de ser pública, a escola era voltada para a elite, pois os livros eram muito caros e o período deixava os alunos carentes alijados da escola. Merenda escolar também não existia. Os alunos levavam seu próprio lanche. Na hora do intervalo, os meninos costumavam brincar com uma bola de meia. GRUPO ESCOLAR - em 1932
A Escola Reunidas de Regente Feijó passou, em 25 de fevereiro de 1932, a se denominar Grupo Escolar de Regente Feijó. A escola continuou na rua José Bonifácio, mas aí passou a funcionar em dois períodos, pela manhã e à tarde, das 8h às 12h e das 12h30 às 16h30. A escola atendia alunos da primeira à quarta séries do primeiro grau. A educação era bastante rígida e se exigia o respeito ao professor, que era tratado como autoridade. Aos alunos indisciplinados era reservada a palmatória, que consistia num tipo de concha com três ou quatro furos que, ao ser batida na palma da mão da criança, provocava um movimento de sucção e de intensa dor. O corpo docente era então constituído pelos professores Joaquim da Cruz Paião, Alice Pieruccini, Irene Antunes de Oliveira, Juracy Mallei, Maria de Lourdes Macedo, Francisco Talles Júnior e outros. Entre os diretores estavam Herson de Faria Dória, Joaquim Cruz Paião, Gerson de Moura Mizel, Carlos Sant'anna de Oliveira e José Domiciano Nogueira. Em 1950 a escola deixou de funcionar em prédio particular, onde pagava aluguel de 200 réis e transferiu-se para sede própria, à Praça 9 de Julho, s/n. GRUPO ESCOLAR PROFESSOR JOSÉ DOMICIANO NOGUEIRA - em 1956
A denominação do Grupo Escolar José Domiciano Nogueira deu-se através do Decreto 25.918, em homenagem ao professor e ex-diretor da escola, devido aos seus serviços prestados em prol da educação. Em 1956 a escola funcionava com oito classes em três períodos - das 8h às 11h, das 11h15 às 14h45 e das 14h30 às 17h30. Atendia alunos da primeira à quarta séries do primeiro grau. O prédio era de alvenaria. Naquele tempo, a Escola Mista de Emergência do Bairro São Sebastião era vinculada ao Grupo Escolar Domiciano. O método de aprendizagem era sintético (das sílabas para as palavras) e a disciplina rígida ainda perdurava, exigindo que os alunos entrassem nas salas perfilados e que cantassem o Hino Nacional. O uniforme era exigido, sendo que os meninos tinham de usar calça curta de cor azul-marinho, tipo bermuda, meia e camisa de manga curta branca, e as meninas usavam saias de pregas azul-marinho e camisa branca. Sem uniforme, não se podia entrar, devido à fiscalização do inspetor de alunos. EEPG PROF. JOSÉ DOMICIANO NOGUEIRA - em 1976
Em 1976 a escola foi reformulada em sua estrutura administrativa. Passou a atender também adolescentes no primeiro grau completo. Participava de eventos como jogos abertos e organizava centro cívico. O ciclo básico foi implantado e a escola passou a avaliar a aprendizagem. Até 1995, a escola atendeu ao Supletivo de primeira a quarta séries. ESCOLA JOSÉ DOMICIANO NOGUEIRA -1997/1998
Embora a escola tenha se transformado, em termos didáticos, sua estrutura física deixava a desejar. A direção da escola procurava fazer o possível, decorando-a, principalmente em datas festivas como na Copa do Mundo. Nas paredes, fixavam cartazes com frases educativas, confeccionados pelos professores e alunos. A escola possuía uma sala de direção, sala de vídeo, uma biblioteca pequena, com títulos e livros infantis abrangentes. Contava, ainda, com almoxarifado, cantina, sala de professores, oficina pedagógica, seis banheiros, 12 salas de aulas, cozinha, refeitório, pátio e uma quadra poliesportiva. Apesar de localizar-se no cento da cidade, a escola atendia a alunos procedentes de todos os bairros adjacentes. A partir de 1999, com a municipalização, a escola passou a se denominar Escola Municipal de Educação Fundamental Professor José Domiciano Nogueira. A escola conta hoje com cerca de 400 alunos do ensino fundamental do 1º ao 5º anos. Hoje a estrutura é moderna, possui quadra poliesportiva coberta, sala de informática, projeção multimídia, entre outros recursos tecnológicos. Apesar do tempo e das ampliações, o prédio se mantém com seu layout original da década de 50.