23/08/2018
O Diretório Central Estudantil- Gestão Todas As Vozes vem por meio desta nota manifestar nosso repúdio e tornar público o assédio sexual sofrido pela estudante de enfermagem no dia 23 de agosto de 2018, na súbida do intercampi.
É necessário lembrar que assédio sexual é crime, listado no Código Penal (art. 216-A, caput). É um crime silencioso, que possui índices alarmantes de violência contra a mulher. Contudo, ainda permanece sem dados objetivos que consigam comprovar o tamanho de sua ocorrência. A pouca quantidade de denúncias se explica por uma prática social de culpabilização, humilhação, barreiras burocráticas e também pelo despreparo da instituição em lidar com situações de violência de gênero. Em outros casos, é difícil até compreender que trata-se de violência, pela tamanha naturalização.
A violência contra a mulher é uma das principais expressões do machismo e da dominação masculina. Ela reforça o pensamento de que as mulheres são objetos pertencentes aos homens, e que é natural sofrer violência e assédios em algum momento da vida.
O descaso da instituição frente às denúncias e a ausência de apoio às vítimas de violência têm significado não apenas a perpetuação das violações de direitos humanos, mas também o maior agravamento da situação das vítimas. Por essas razões, é urgente que sejam tomadas medidas que deem visibilidade a esses casos, promovam a responsabilização dos agressores, ofereçam apoio às vítimas e pensem em estratégias de prevenção de novos casos para que esse fato não continue sendo recorrente em nossa universidade.
A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, NÃO É O MUNDO QUE A GENTE QUER!
O Diretório Central Estudantil- Gestão Todas As Vozes vem por meio desta nota manifestar nosso repúdio e tornar público o assédio sexual sofrido pela estudante de enfermagem no dia 23 de agosto de 2018, na súbida do intercampi.
É necessário lembrar que assédio sexual é crime, listado no Código Penal (art. 216-A, caput). É um crime silencioso, que possui índices alarmantes de violência contra a mulher. Contudo, ainda permanece sem dados objetivos que consigam comprovar o tamanho de sua ocorrência. A pouca quantidade de denúncias se explica por uma prática social de culpabilização, humilhação, barreiras burocráticas e também pelo despreparo da instituição em lidar com situações de violência de gênero. Em outros casos, é difícil até compreender que trata-se de violência, pela tamanha naturalização.
A violência contra a mulher é uma das principais expressões do machismo e da dominação masculina. Ela reforça o pensamento de que as mulheres são objetos pertencentes aos homens, e que é natural sofrer violência e assédios em algum momento da vida.
O descaso da instituição frente às denúncias e a ausência de apoio às vítimas de violência têm significado não apenas a perpetuação das violações de direitos humanos, mas também o maior agravamento da situação das vítimas. Por essas razões, é urgente que sejam tomadas medidas que deem visibilidade a esses casos, promovam a responsabilização dos agressores, ofereçam apoio às vítimas e pensem em estratégias de prevenção de novos casos para que esse fato não continue sendo recorrente em nossa universidade.
A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, NÃO É O MUNDO QUE A GENTE QUER!