Movimento Zoada

Movimento Zoada Movimento Estudantil de esquerda plural da Faculdade de Direito do Recife - UFPE. Juventude que ousa

AOS ECOS QUE VIRÃO: Nota de Encantamento do Movimento ZoadaSe é orgânico, nasce e morre. E, por mais que seja doído ou p...
28/11/2017

AOS ECOS QUE VIRÃO: Nota de Encantamento do Movimento Zoada

Se é orgânico, nasce e morre. E, por mais que seja doído ou penoso, em algum momento volta-se à terra. Esse ciclo infinito de flor, passarinho, e de todas as coisas vivas é certo: não há tempestade que dure para sempre do mesmo jeito. Foi nessa certeza que Gil cantou que tem que morrer pra germinar e Guimarães Rosa, por sua vez, traduziu a mística do fim, negou a morte - bradava o encantamento. E se o Zoada ressoou, não sendo possível negar a primavera que cresceu nos ares, estamos convictas/os de que a esperança de uma nova primavera forma ecos. Pois a Zoada ecoa mesmo depois do fim. Voltando-se ao chão, nascerá da terra e caminhará em frente. O ecoar é mais estrondoso que a Zoada em si, pois o nosso eco não marcha só.

O nascedouro do Movimento Zoada foi uma imensa vontade de gritar com os pulmões cheios de vozes bravias contra a apatia que dominava o cenário da Faculdade de Direito do Recife e que mantinha vivo em suas paredes o pior dos medos: o medo de existir. Em 2011, o ainda muitas vezes hostil palácio onde f**a o curso de direito da UFPE conseguia ser ainda mais pálido. Foi quando surgimos: era necessária voz aos/as que sempre a hegemonia tentou silenciar naquele espaço; era necessário não aceitar o papel a nós imposto e construído como natural; não aceitar a pobreza como natural; não aceitar as opressões como naturais; nem mesmo – e sobretudo - as nossas ideias como naturais. Foi assim que um convite à ousadia foi feito à Faculdade, tendo firmado, em seus termos mais básicos, o compromisso de abrir caminho para as/os que virão e de tornar possível a permanência daqueles/as que lá estão.

Tudo isso foi necessário ao perceber que na “democracia” representativa o único poder que emana do povo é o de permanecer subordinado às circunstâncias que o sufocam. Para respirar, para desestabilizar a ordem que nos desorganiza e o sistema que nos desumaniza, é fundamental nos posicionamos contra todas as estruturas hierárquicas capazes de nos paralisar. Estabelecendo a luta política a partir da construção de práticas participativas baseadas na horizontalidade, no diálogo e no respeito ao diferente. E nesta experiência de sonhar e, ao mesmo tempo, por em prática nossos devaneios mais lúcidos foi que nos tornamos todas/s (de uma vez por todas) inconformadas/os.

Foram seis (6) anos de existência e infindáveis conquistas que, na medida de suas limitações, fissuravam pedaços de uma estrutura muito maior. Com as três vitórias que a horizontalidade teve na eleição do DADSF (2012, 2015 e 2016), diversos avanços saltaram aos olhos e transformaram o cenário de apatia da classe estudantil em um fértil ambiente com várias reuniões e debates abertos, participativos e verdadeiramente democráticos – em que todos/as tinham igual poder de decisão. Mais do que isso, vimos que a participação tornou-se tema necessário nas eleições do nosso Diretório, mesmo que muitas vezes ainda apareça como mera tentativa de legitimar a hierarquia, infelizmente, persistente.

Para nós, lutar por uma Universidade Popular sempre foi uma missão que passou pelo empenho diário em tornar a FDR um espaço, ao menos, um pouco mais democrático. Entre muitos outros avanços, conquistamos o Labin aberto à tarde; mais de 3 mil livros novos para nossa biblioteca adquiridos inteiramente com a autonomia que o financiamento através de recursos públicos permite; a efetivação das cotas para negras/os nos concursos de estágio do MPPE; participação ativa no longo processo de mudança da grade curricular do curso; a realização da I Semana da Mulher Latino-caribenha e da I Semana de Consciência Negra; armários para os estudantes que andam de ônibus; a manutenção do auxílio alimentação para bolsistas; o I Curso de Direito Agrário, a articulação contra as desapropriações da Copa do Mundo, a reforma nos banheiros com a instalação de chuveiro no banheiro feminino, a reforma no espaço de convivência com ar-condicionado, micro-ondas e talheres; o incentivo a ocupação dos espaços público com a Retomada das atividades na praça, a criação de um curso de libras na FDR também o posicionamento contra o golpe do ano de 2016 tirado em reunião do DADSF com mais de cem estudantes presentes.

Ademais, sempre nos propomos a ir além dos muros da Universidade, de modo que nunca nos limitamos às nossas atividades à Faculdade, sendo isso posto em prática de diversas formas com a constante atuação junto aos movimentos sociais. Foi assim que construímos a resistência junto com a comunidade de Passarinho contra os desmandos do Judiciário, ajudamos a construir as primeiras Marchas das Vadias, o bloco de esquerda anticapitalista na Parada LGBT de Pernambuco, a ocupação do Cais José Estelita, a resistência contra o golpe de 2016, as intervenções em praças públicas contra a redução da maioridade penal, a participação no Encontro de Coletivos Universitários Negros e no Encontro de Diversidade Sexual e Gênero, a constante atuação contra o aumento das passagens de ônibus, ocupação da Câmara dos Vereadores em solidariedade a comunidade da Vila Bom Jesus, participação na cúpula dos povos na última Rio+20, composição da Coordenação Nacional da Federação Nacional de Estudantes de Direito, Construção do ENED Paraíba em 2012, participamos da construção coletiva de diversas Paradas no Dia Internacional da Mulher em Recife, dentre inúmeras ações. Esse processo nos ajudou a trazer o Diretório Acadêmico Demócrito de Sousa Filho de volta ao cenário das lutas da esquerda na cidade.

E não só: temos a certeza que nosso principal legado é as mentes e corações tocados que logo estarão (ou já estão) ocupando o Poder Judiciário, hoje, mais atentos/as a um produzir jurídico conectado com a realidade das ruas e ciente do papel histórico do direito como mantenedor das desigualdades. Tais mentes e corações é a Zoada que ecoa. E por compreender extremamente a importância deste legado que continuaremos nos encontrando nas trincheiras da luta, agora não mais sob o nome ‘Zoada’, mas levando dentro de nós tudo o barulho produzido nesse espaço, bem como os laços de companheirismo tecidos quase sempre há muitos braços.
Tambor de todos os ritmos, em algumas religiões o Tempo é considerado divindade, cujos propósitos e lições sugestionam grandes ensinamentos. Mais do que compartimentos entre passado, presente e futuro, o fluxo do tempo vai aos poucos - tempo-rio -, tecendo desafios e percursos e serem encarados. A decisão aqui tomada se torna, assim, não uma tarefa da vida, mas uma decisão do tempo presente, tida e tomada a partir das conjunturas que vivemos hoje: marcada por golpes e pelo desmantelo total da farsa democrática.

A apatia que impregna a sociedade em um contexto de aprofundamento do neoliberalismo, se desdobra no crescimento da construção de identidades individualistas e menos coletivistas, fenômeno que impacta na organização dos movimentos sociais, assim como a precarização das condições de vida das/os sujeitas/os exploradas/os. Ambas são táticas do próprio sistema capitalista neoliberal para a tentativa de dificultar a organização da luta, realidade vivenciada, atualmente, por diversos movimentos sociais situados no espectro da esquerda. Diante disso, é necessário refletir sobre novas possibilidades organizativas e táticas de rupturas e de resistência.

Foi preciso ousadia para compreender que a ligação a 'um nome' ou o apego a um instrumento não poderia corroborar para dificultar o surgimento de novas ideias e projetos. Encerrar (ou encantar-se, como gostamos) só é decisão possível para quem não teme o germinar do novo, do feio e do estranho e compreende a dinâmica da vida-morte-vida. Onde pulsa vida sempre há algo que nos obriga a caminhar, principalmente em tempos difíceis.

Como dito, essa caminhada nunca se fez só: Há braços que se estenderam e se acolheram. Por isso, a nossa gratidão se expande por cada braço, para cada uma/um que colocou as mãos nessa andada. Somos gratas/os a todas/os que, conosco, se incomodaram, espernearam, gritaram e revolucionaram a existência desse castelo. A todas para quem lutar sempre foi reflexo visceral de sobrevivência. Agradecemos também a todos os coletivos, movimentos sociais e estudantis que criamos laços durante a militância. Agradecemos também às professoras/es e às/aos técnicos/as da UFPE. Por todas as construções coletivas onde aprendemos, crescemos e formamos uma teia de resistência.

A luta que há no Movimento Zoada continua ecoando dentro de nós, assim como em cada mente e coração que foi tocado e transformado pelo projeto de ousadia, sonho e luta por uma Universidade Popular. Desejamos que a Faculdade de Direito seja cada vez mais a casa de várias outras Robeyoncés, de várias pretas, de várias bichas afeminadas, de mulheres cis e trans empoderadas e diveras, de estudantes periféricas/os, indígenas, gordas/os, e que todas essas potências se encontrem e se organizem, que não façam zoada sozinhas, mas que caminhem juntas, derrubando portas, construindo mundos novos, conquistando outras mentes e corações, que o sistema seja subvertido! Desejamos também que mais formas de hierarquias continuem a ruir e que nunca a FDR volte ao marasmo político que aqui existia antes da primavera de várias coletivas que por aqui floresceram, que sempre a sensibilidade a respeito de um mundo que precisa mudar continue sendo cativada. Desejamos que sempre haja nesses jardins e salas de aula a radicalização dos discursos e das práticas de esquerda, pois apenas indo até a raiz dos problemas, poderemos de fato, encará-los face a face e enfrentá-los. Esperamos por fim, que todas/os nada temam, pois AQUI SE RESPIRA LUTA!

Sabemos, por fim, que dos nossos sonhos e das nossas lutas um mundo novo surgirá, e que mais importante que vê-lo, é ter a certeza que ele irá despontar, do longo e doloroso nascimento da História, de tudo o que colocamos nesse processo: vida, corpo e alma! Por tudo isso, carregamos a certeza que NADA SERÁ COMO ANTES!

TIRE SEU BAIRRO DO ARMÁRIO: EDIÇÃO AURORA!Depois da Parada LGBT, onde vários coletivos de esquerda de Pernambuco se orga...
01/10/2017

TIRE SEU BAIRRO DO ARMÁRIO: EDIÇÃO AURORA!

Depois da Parada LGBT, onde vários coletivos de esquerda de Pernambuco se organizaram para criar um trio que busque resgatar a luta de combate à opressão de uma forma anticapitalista, esses mesmos coletivos se uniram para que a ocupação dos espaços públicos por LGBTs não seja unicamente feita no dia da Parada.

É nesse sentido que foi realizado hoje a primeira edição do "Tire seu Bairro do Armário", dessa vez sendo feito na Aurora. Assim, as LGBTs foram convocadas para ocupar a Aurora e mostrarem que o espaço público deve ser para todas.

Ser LGBT em um ambiente urbano muitas vezes signif**a apenas poder demonstrar sua sexualidade e identidade de gênero em ambientes privados, tornando um privilégio para uma classe abastada os espaços de segurança na cidade, sendo, mais uma vez, renegada as periféricas.

Por isso, no início do evento, foi feita uma mística mostrando o mapa dos lugares mais e menos opressores para LGBTs em Recife, f**ando latente que as Universidades acabam sendo os espaços mais seguros, local esse que é massivamente ocupado pela classe média.

Assim, o "Tire seu bairro do armário" nasce para quebrar com a hegemonia de que apenas espaços privados e de classe média são espaços para LGBTs. Temos agora como objetivo a organização de novas edições que adentrem as periferias e pouco a pouco conquiste espaços para que de fato todas não sejamos oprimidas

Por fim, agradecemos a todas que participaram dessa primeira edição, convidando, desde já, as LGBTs a curtirem a página do "Tire seu bairro do Armário" para saberem de futuras edições e participarem juntas com a gente desse momento político de resistência.

ATO PELA LEGALIZAÇÃO DO AB**TO28 de setembro é o dia de Luta pela Descriminalização do Ab**to na América Latina e no Car...
28/09/2017

ATO PELA LEGALIZAÇÃO DO AB**TO

28 de setembro é o dia de Luta pela Descriminalização do Ab**to na América Latina e no Caribe e o presente que o legislativo brasileiro quer dar às mulheres neste mês é a proibição do ab**to até mesmo nos casos já permitidos em lei.

Em Recife , iremos às ruas na tarde do dia 28 de setembro dizer que não aceitamos retrocessos e que temos o direito de decidir sobre os nossos corpos!

Nenhuma mulher deve ser presa, f**ar doente ou morrer por abortar!

26/09/2017

A Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas (RENFA) está organizando o I Encontro Nacional de Feministas Antiproibicionistas - ENFA que será realizado entre os dias 30/09 e 01/10 de 2017, na cidade de Recife-Pernambuco. Sendo assim, convidamos todas as mulheres e coletivas feministas interessadas em participar, apoiar, aprender e construir essa Rede.

O evento tem por objetivo reunir mulheres que lutam pela reforma da política de dr**as articuladas aos Movimentos Feministas, de Movimento de Mulheres Negras, Movimento LBTI, Movimentos Rurais e Urbanos, População de rua, Mulheres Indígenas, Jovens, Usuárias de Dr**as, para trocar experiências e construir um planejamento de atuação da RENFA no Brasil.

Inscreva-se aqui: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScRbFZ2WvD9CRLFtbxnfrVsLIKlmd6PXA_7UHGY7c8LdybVqA/viewform?fbzx=-6222295937397122000

Desejamos provocar a mobilização e envolvimento político de outras mulheres as práticas antiproibicionistas, contribuindo com as propostas políticas e pedagógica do modelo de política de dr**as que desejamos. Fortalecendo nossos laços e saberes coletivos. Vamos mobilizar as mulheres diretamente afetadas pela proibição, de todos os estados do Brasil, estendendo as redes de mobilização por uma nova política de dr**as e fortalecendo o protagonismo das mulheres nesses territórios.

Queremos compartilhar as experiências feministas antiproibicionistas para além da Marcha da Maconha, como o dia 27 de novembro (dia pela legalização da maconha medicinal), Festivais de Cultura, Práticas de território da Redução de Danos, atividades de Empoderamento das usuárias de dr**as, produção de materiais pedagógicos, artigos e pesquisas sobre gênero e dr**as, entre outros. Vamos construir um documento que defina a estratégia e as ações da Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas no país, reivindicando nossa participação através de propostas e ocupação das mulheres nos diversos espaços que produzem sobre o tema.

AJUDE O ENCONTRO A ACONTECER: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/apoio-ao-encontro-de-feministas-antiproibicionistas

https://www.facebook.com/antiproibicionista/

A Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas é uma organização política feminista, antirracista, abolicionista penal, supra partidária e anticapitalista.

CONVOCATÓRIA PARADA LGBT - BLOCO DE ESQUERDA: TIRE SEU BAIRRO DO ARMÁRIO!Há muitos anos a parada LGBT ocorre em Recife, ...
15/09/2017

CONVOCATÓRIA PARADA LGBT - BLOCO DE ESQUERDA: TIRE SEU BAIRRO DO ARMÁRIO!

Há muitos anos a parada LGBT ocorre em Recife, fazendo desse dia um dos poucos em que vemos LGBTs ocupando espaços públicos abertamente. Mais do que uma simples festa, a parada é um ato político, em que através da ocupação desses espaços públicos buscamos visibilidade e resistência.

Apesar disso, não podemos deixar de criticar o caminho em que o evento tem tomado nos últimos anos, passando a ser um grande palanque para divulgação de marcas e empresas, como acontece, esse ano, através de um trio financiado pela Uber. Assim, a pauta LGBT vem sendo deixada em segundo plano para que grandes marcas apareçam em busca de um potencial mercado, tornando a Parada um disseminador da emancipação através do consumo que, pelo modo que se estrutura o capitalismo, é por si só excludente.

Pensando nisso, o Movimento Zoada e diversos outros coletivos de Pernambuco se uniram para criar um bloco de esquerda na Parada LGBT, tendo escolhido como tema para esse bloco: " Tire seu Bairro do Armário - por espaços públicos livres de opressão", para que assim entendamos que o dia da Parada não pode ser único no ano, tendo todas as LGBTs direito de ocuparem o espaço público quando quiserem.

Assim, programamos uma série de atividades para esse dia, como oficina de cartazes, panfletagem, adesivaço... tudo isso cominando, no final, com a saída do nosso trio elétrico que se alternará com falas de lutas e muita música, afinal dar pinta também é um ato político.

Nesse sentido, convocamos todas LGBTs a estarem no Parque Dona Lindu, nesse sábado, a partir das 9h da manhã. É fundamental a participação de todas e quem quiser se somar nas atividades e organização será mais que bem vinda!

Há luta!

LUTAR NÃO É CRIME!Vivemos um momento de constante criminalização dos movimentos sociais e estudantis, tanto num contexto...
28/08/2017

LUTAR NÃO É CRIME!

Vivemos um momento de constante criminalização dos movimentos sociais e estudantis, tanto num contexto macro com Michel Temer, quanto no micro, dentro da Universidade Federal de Pernambuco.

No final do ano passado vimos várias escolas e Universidades sendo ocupadas pelos/pelas seus/suas estudantes, que lutavam contra a PEC 241 e contra o golpe de Temer. A UFPE também acompanhou essas organizações, teve vários dos seus centros ocupados e logo após o fim do movimento, foi instaurada uma comissão de inquérito para analisar os fatos ocorridos durante esse período.

Há alguns dias saiu o resultado de uma dessas comissões, a que julgava aqueles/aquelas que participaram da ocupação do CAC, decidindo pela expulsão de 6 estudantes, faltando agora apenas o aval do reitor Anísio Brasileiro para consolidá-la. É facilmente perceptível a escolha a dedo que foi feita dos/as estudantes que seriam expulsos/as, dentre tantos outros/as que também construíram o processo de forma horizontal e participava. Todos/as esses/essas eram participantes de diretórios acadêmicos e de movimentos estudantis, bem como não possuíam nenhuma prova que os/as ligassem às acusações que foram feitas, o que comprova o objetivo da UFPE de criminalizar, punir e intimidar a luta estudantil.

Como movimento da Faculdade de Direito do Recife, não podemos deixar de nos posicionar contra a falta de uma devida individualização das condutas para que assim pudesse haver uma medida tão drástica como uma expulsão. Simplesmente foram escolhidos/as estudantes aleatoriamente e imputados/as a eles/elas tais alegações sem nenhuma prova. Mais do que isso, devemos nos posicionar sobre a real intenção da forma de atuar da reitoria que, por meio desse processo administrativo, visa coibir a organização estudantil na UFPE, a qual desde muito tempo vem batendo de frente com o Reitor contra a política de cortes de assistência estudantil que acontece desde 2015.

Nesse sentido, o Movimento Zoada vem publicamente demonstrar seu completo repúdio às ações tomadas pela reitoria da UFPE que, mesmo tendo assinado acordo se comprometendo a não perseguir possíveis estudantes que tenham das ocupações participado, segue mais uma vez pautando um projeto conservador e antidemocrático de perseguição à mobilização e à atuação estudantil!

No mais, convocamos todas e todos a participarem das ações que serão realizadas em toda a Universidade contra a expulsão desses/dessas alunos/alunas. Se a organização dos estudantes sempre foi importante, agora, mais do que nunca, em um contexto de aprofundamento dos retrocessos políticos, precarização da Universidade pública e perseguição política, é necessário que a nossa força seja provada!

Aqui está presente o movimento estudantil!
Há braços! Há luta!

SEMANA DE INTEGRAÇÃO: CALOURAS (OS), UNIVERSIDADE E SOCIEDADE.  O Movimento Zoada convida todos (as) a participarem da s...
11/08/2017

SEMANA DE INTEGRAÇÃO: CALOURAS (OS), UNIVERSIDADE E SOCIEDADE.

O Movimento Zoada convida todos (as) a participarem da semana de integração 2017.2. A semana funciona como forma de aproximar de maneira crítica as estudantes que acabaram de chegar na Faculdade da dinâmica da universidade e da sociedade. Convidamos vocês a pensarem criticamente, quebrarem conceitos, reconstruírem projetos e AGIREM. Convidamos, enfim, a sair da zona de conforto.

Nesse semestre, a semana será composta por três momentos de diálogos em que poderemos trocar experiências e abrir um debate contemporâneo sobre temas como representatividade, universidade pública, democracia, poder estatal, movimento estudantil e política. VAMO NESSA!

Dia 14/08 (segunda-feira) às 14h na Faculdade de Direito do Recife
– Estruturas que oprimem: o mito da representatividade!

Nesse painel, discutiremos uma crise que é pouco discutida no direito e na política estudantil: a crise de representatividade. Hoje, somos representados por um Congresso composto por homens brancos, cisgêneros, heterossexuais e de classe média/alta. No âmbito estudantil, somos representados por uma UNE que age contra os interesses dos próprios estudantes. A crise de representatividade está em vários lugares.
Propomos aqui uma discussão sobre as estruturas de uma representatividade falida. Uma estrutura que, por vezes, tira nossa voz em nome de uma representação. Como se dá essa opressão? Como essa cessão de poder é operada e por que ela ainda acontece? A representatividade é democrática?
Para facilitar o debate, foram convidadas:
- Fernanda Dantas, militante do Ocupe Estelita
- Juliana Serreti, mestra em Direito pela UFPB e militante anarquista.

Dia 17/08 (quinta-feira) às 14h no campus da Cidade Universitária (local a confirmar) – Crise planejada: o desmonte da universidade publica.

Aqui pretendemos abordar o projeto político de precarização das universidades públicas, que se cobre pelo véu do discurso da “crise”. Percebe-se que, no contexto de casos absurdos como o da UERJ, em que por falta de verbas o semestre letivo de 2017.1, que começaria agora em Agosto, foi suspenso, ou ao corte em 50% das bolsas para pesquisa universitária, ou até mesmo aos cortes na assistência estudantil que já vem sendo realizados há alguns anos, grupos específicos vem se fortalecendo com o crescimento desenfreado da “indústria da educação” e da mercantilização do ensino – a exemplo dos donos de universidades privadas que possuem 75% dos alunos de ensino superior brasileiro. Nesse sentido, precisamos discutir o que realmente signif**a o “desmonte da universidade pública”. Quais interesses estão por trás de tal processo? Onde o ITB (Instituto Tobias Barreto – que está sendo criado dentro da FDR) se enquadra nesse contexto? E, por fim, vamos debater sobre como a classe estudantil e seus movimentos podem e devem se posicionar nesse processo. Para isso, contaremos com a ajuda de:

Letícia Melo – Estudante de Direito pela UFPE, bolsista e residente da casa mista de moradia estudantil.

Daniel Rodrigues – Professor e ex-diretor do Centro de Educação da UFPE

Dia 19/08 (sábado) às 14h na Faculdade de Direito do Recife – Apresentação do Movimento Zoada e discussão sobre conjuntura nacional e movimento estudantil.

Por fim, convidamos todas e todos para a apresentação do Movimento Zoada. Nesse espaço, para além de tirarmos possíveis dúvidas sobre nossos princípios, nossa organização, nossos sonhos e atuação; pretendemos promover um debate sobre a importância da mobilização e organização estudantil e, em especial, a importância do movimento estudantil para a universidade e sociedade como um todo.

Assim, desejamos a todas e todos uma ótima chegada à casa de Robeyoncé! E que vocês nunca esqueçam: todo coração é uma célula revolucionária!

Há braços! Há luta!

09/08/2017

Vamos ocupar as ruas, fazer zoada, levar nossas pautas e mostrar o poder das juventudes.

A gente se encontra sexta feira, vamo nessa!

Juventude que ousa lutar, constrói o poder popular!!!

PELO FIM DO SUCATEAMENTO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS - UERJ TEM O SEMESTRE LETIVO CANCELADO POR FALTA DE VERBA Antes de o...
02/08/2017

PELO FIM DO SUCATEAMENTO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS - UERJ TEM O SEMESTRE LETIVO CANCELADO POR FALTA DE VERBA

Antes de ontem, a Reitoria da Universidade Estadual do Rio de Janeiro emitiu uma nota anunciando a impossibilidade de iniciar o semestre letivo devido ao sucateamento da Universidade arquitetado pelo Governo do Estado do Rio. Em meio a salários atrasados, corte nas bolsas de assistência estudantil e precarização das estruturas, o semestre de 2016.2 foi concluído, mas não há previsão para o retorno das aulas.

A UERJ é uma das maiores universidades do Brasil e o cenário em que ela vive atualmente reflete um política de Estado que despreza algumas ferramentas públicas, notadamente saúde e educação, em detrimento de outras tantas, como a segurança pública armada e pensada na lógica militar. No Rio de Janeiro, atualmente, a guerra armada contra pretos e pobres para a segurança de uma Zona Sul branca e burguesa é mais importante que qualif**ar as/os estudantes e investir em educação.

Quando falamos em universidade pública, estamos falando também de uma educação emancipadora, de espaços de criação de conhecimento e resistência. Quando lutamos por uma universidade popular, estamos querendo aproximar do povo esses espaços de poder, que sempre lhes foram negados.

A UERJ foi uma das Universidades pioneiras no sistema de cotas e a crise por qual ela passa hoje pode ser chamada também de PROJETO DE GOVERNO. Pezão, governador do Rio, está deliberadamente sucateando o ensino público e gratuito. É preciso entendermos o sucateamento das Universidades como um projeto político e termos em mente a questão "quem se beneficia com a precarização da educação pública?" para podermos pensar em alternativas a este ataque a direitos. A UERJ resiste! Através da articulação entre docentes, discentes e técnicos/as, a Universidade ainda vive!

Na semana passada, no campus da UERJ aconteceu o Encontro Nacional de Estudantes de Direito e a situação das universidades de todo o Brasil são análogas as da Estadual do Rio de Janeiro: a começar pelos cortes de bolsas de assistência estudantil, que escancaram o caráter elitista do golpe que estamos sofrendo, até o atraso ou falta de ajuste nos salários, o desmonte é evidente.

Mais uma vez, chega o momento de nos mobilizarmos nas ruas, nacionalmente, contra esta crise planejada. A juventude organizada ocupou em 2016 as escolas e universidades do país conta a PEC do Teto de Gastos e mostrou a potência do movimento estudantil: está na hora de irmos as ruas e tomar de volta o que é nosso.

Há luta!

No mês de julho, o Movimento Zoada e diversos outros coletivos de juventude de Pernambuco têm se organizado para a const...
01/08/2017

No mês de julho, o Movimento Zoada e diversos outros coletivos de juventude de Pernambuco têm se organizado para a construção do Agosto das Juventudes.

Mais do que um evento isolado, o Agosto das Juventudes tem como objetivo criar um calendário permanente de luta pelo direito das/os jovens na cidade e no campo. É nesse sentido que o mote desse ano vai ser: Juventude pelo direito de viver!

Assim, convocamos todos para a última reunião de organização desse evento que acontecera dia 03 de agosto (quarta-feira), na Rua Santa Cruz, nº 190, Boa Vista, às 18h.

Há luta!

CONVOCATÓRIA PARA ATO UNIFICADO DA GREVE GERAL EM PERNAMBUCO!Quando a articulação do golpe institucional começou a se ma...
30/06/2017

CONVOCATÓRIA PARA ATO UNIFICADO DA GREVE GERAL EM PERNAMBUCO!

Quando a articulação do golpe institucional começou a se materializar, a esquerda percebeu que mais do que nunca era a hora de se reorganizar, repensar estratégias de atuação e retomar práticas políticas que a um certo tempo haviam sido deixadas de lado.

A partir disso, e diante de toda essa onda de retirada de direitos já prometida por Michel Temer, a Greve volta a ser uma das formas de mobilização a ganhar destaque, visto que, se o povo para, o país para! E esta é a hora de nós pararmos e dizermos que não iremos mais tolerar retrocessos.

Nesse sentido, contra a reforma trabalhista e contra todos os retrocessos que estão sendo impostos sobre os direitos da classe trabalhadora, convocamos todas e todos a somarem suas forças no Ato Unif**ado Da Greve Geral Em Pernambuco, que vai ocorrer nessa sexta-feira, 30, com concentração marcada para às 15h na Praça do Derby.

Apenas a luta organizada é capaz de barrar essas medidas e garantir nossos direitos!

Se há braços, há luta!

Créditos da imagem: Flávio Guimarães ¥ Ilustrador

PRÉ-ENED RIO DE JANEIRO 2017O Encontro Nacional de Estudantes de Direito (ENED) acontece anualmente e a edição deste ano...
26/06/2017

PRÉ-ENED RIO DE JANEIRO 2017

O Encontro Nacional de Estudantes de Direito (ENED) acontece anualmente e a edição deste ano, que será no Rio de Janeiro, está chegando, acontecendo entre os dias 23 e 30 de julho!

Como já divulgado, conseguimos um ônibus para levar as alunas da UFPE para o encontro. E entendendo que espaços de discussão crítica entre estudantes e de organização estudantil devem ser valorizados, o Movimento Zoada está organizando um Pré-Ened.

Considerando que o tema desta edição do Ened será "Nenhum Direito a Menos. Fora Temer", faremos dois painéis para fomentar uma discussão que vai ser tratada do próprio ENED. É importante salientar que a participação nos painéis garante vaga no ônibus para o Rio de Janeiro, sendo, portanto, imprescindível a participação nos painéis daqueles que desejam viajar pelo ônibus da UFPE.

Painel 1: Estrutura da Federação Nacional de Estudantes de Direito e a Precarização da Universidade Pública.
Dia 03 - 17h - Faculdade de Direito do Recife
Local: Espaço Memória

Buscamos nesse painel explicar um pouco sobre a estruturação do encontro e como a federação de estudantes de direito se organiza, para que assim todas possamos participar dos espaços com prévio conhecimento. Além disso, é fundamental debater a precarização da Universidade Pública, uma vez que o evento será na UERJ, sendo uma Universidade que está sendo sucateada, atrasando pagamento de técnicos/as e professores/as, estando perto de fechar suas portas.

Painel 2: Diretas Já?
Dia 12 - 17h - Faculdade de Direito do Recife.
Local: Espaço Memória

Desde que o golpe se concretizou em 2016 os movimentos sociais estão fazendo pressão por eleições diretas para o executivo. Porém é necessário buscar saídas para além do voto institucional, sendo ele importante, mas não o único caminho para alcançarmos uma revolução e a real mudança na estrutura societária que queremos. A partir disso, discutiremos como a esquerda pode se organizar para além dos espaços institucionais de voto.

Aguardamos todas nesse ciclo de debates!

Há braços!
Movimento Zoada

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Recife, PE

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