ALTERNATIVA OPOSIÇÃO SINTEPE. Somos um grupo de educadores da Rede Pública Estadual de Pernambuco e atuamos como Oposição no SINTEPE (Sindicato dos trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco). Lutamos em defesa de uma escola pública de qualidade e defendemos que ela só será possível, se houver melhorias nas condições materiais em que se encontram os trabalhadores em educação e, também, em s
eus respectivos locais de trabalho, com investimento garantido de 10% do PIB para a Educação Nacional, um Plano de Cargos e Carreiras e um Piso Salarial Profissional que atenda às reais necessidades de nossa classe. No Estado de Pernambuco sempre denunciamos as ações dos sucessivos governos que têm levado adiante um projeto de desmonte da rede pública estadual, fechado turmas e escolas e jogado o Ensino Fundamental para as prefeituras, ao mesmo tempo em que ataca a nossa categoria com a desestruturação do seu Plano de Cargos e Carreiras, a extinção da Gratificação do Magistério (Pó de giz), fim dos qüinqüênios, etc. Outras medidas que fazem parte do Projeto Político do Governo Atual como: manutenção de um número excessivo de professores contratados temporariamente, a não convocação dos aprovados no último concurso, a não realização de concursos públicos, têm como conseqüência, redução do quadro da educação. Fomos os primeiros a denunciar o Programa de Escolas “Integrais”, por estarmos convencidos de que, no formato que elas são concebidas hoje, não representam melhorias no nível da educação. Para a implantação dessas escolas, o governo fecha turmas e transfere professores e outros funcionários, além de manter a gratificação destes docentes, superior aos seus salários, não incorporá-la em sua aposentadoria, o que representa a desqualificação deste setor. Entendemos que a Educação não pode avançar sem investir na base que é o Ensino Fundamental. O nível cultural do nosso povo não poderá apresentar melhorias se não houver acesso ao Ensino Médio e Superior. Por isso defendemos que o Estado deve garantir ao aluno o acesso à Universidade. Para a melhoria da educação, também é preciso que os professores sejam ouvidos e atendidos em suas reivindicações e que haja democracia no processo de escolha das direções de escolas. Entendemos que todos os trabalhadores têm o direito à participação política. Assim, não rechaçamos os integrantes de partidos políticos, no entanto, lutar pela valorização da Educação se torna incompatível quando eles compactuam com os governos atuais que, não são comprometidos com a educação e ainda retiram direitos dos trabalhadores. Dessa forma, os partidos governistas, são incoerentes com a defesa de nossos direitos. Se a Lei do Piso (11.738/20º8) fosse respeitada, o salário dos professores seria de R$ 2.800,00. A CNTE está certa em denunciar as manobras do governo para rebaixar o Piso, mas, erra quando aceita o Piso Pirata do MEC e também por compactuar que o critério do reajuste seja modificado, deixando de ser pela variação “custo-aluno” como manda a Lei, e passando a defender o INPC mais 50% da variação do FUNDEB o que reduziria o reajuste do Piso. Como Oposição, defendemos e somos parte da CSP-CONLUTAS (Central Sindical Popular Coordenação Nacional de Lutas) uma vez que esta central aglutina vários setores sociais no combate aos projetos do governo, afirmando o compromisso de lutar pela emancipação da classe trabalhadora de forma independente, ao contrário das outras centrais (CUT/CTB/FORÇA SINDICAL) que são atreladas aos governos e deixam de defender os direitos dos trabalhadores.