Literatura brasileira - autor Wagner Vinícius A Lemos

Literatura brasileira - autor Wagner Vinícius A Lemos Prefácio ou apresentação. Os contos mato-grossenses contam estórias, e acontecimentos que presenciei minha vida com uma andarilha, e memorias

06/09/2024
02/04/2024

Companheirada, do PT, essa tem sido minha prosa narrativa, tendo a modéstia de escritor, e também, alegrias e sorrisos a vaidade da virtude ao escrever a minha medíocre passagem pelo Congresso Nacional . Wagner Vinicius A Lemos,
essa noite de 21 de setembro, do ano 2023.
Acrescentei argumentos, discurso direto, verbos de elocução, perguntou, respondi, e períodos, narrativa do realismo literário que aprendi, lendo José de Alencar, escritor e ex senador da República do Brasil; e sem presunção leituras do escritor, Fiodor Dostoievisk, o Crime e Castigo, romance de leitura obrigatória para quem quiser tornar-se romancista.
O realismo literário, aprendi narrar o enredo descritivo, com detalhes na narrativa, ou verbalização de fatos e acontecimentos narrados. E também, deverão aprender os verbos e pronomes, advérbios, para poder se aventurar a escrever.
W3 Sul Brasília. Um a parte, vossa excelência!
José Genuíno, o deputado guerrilheiro,
conversa com Wagner no café da câmara dos deputados,
no Congresso Nacional.
Uma tarde, era mês de maio. Percorria, atravessava salões, comitês e congressos, sobre o tapete verde amplo da câmara dos deputados, quando avistei o parlamentar e as duas jornalistas. Era o deputado do PT, o José Genuíno. Estava no tapete verde, da câmara dos deputados, na companhia da jornalista do gabinete do senador Bezerra. Depois de avistar o deputado, me despedi de Patrícia e me dirigia a elas.
Aquela tarde conheci pessoalmente, o deputado federal guerrilheiro José Genoíno do PT. Era o ano de 1997, eu estava lá no Congresso Nacional para trabalhar fotografar. O parlamentar depois de falar brevemente, me cumprimentou, me convidava para o café no salão verde da câmara; El estava acompanhado à mesa de duas jornalistas que não tenho a lembrança de seu nome completo.
A jornalista mui distinta, simpática era Mirian Leitão. E a outra, somente se perguntar ao deputado Genuíno, depois desses vinte cinco anos, para saber seu nome. Era muito alegre e satisfeito, porque desempenhava minha virtude e habilidade ao fotografar, naquele espaço de debate político nacional, casa do povo brasileiro, da democracia e justiça social; mas também, por conhece-los e poder conversar poucos minutos em presença daquelas que eram pessoas queridas, louvadas nas páginas da estória do Brasil.
Depois de pesquisar tive o conhecimento que elas fizeram parte desde os tempos do regime militar, a ditadura ao combater o arbítrio, a prepotência como sendo sua defesa, a democracia, a luta pelo país democrático. Se tivesse o conhecimento da estória da jornalista Leitão, lhe perguntaria sobre sua ação no Rio de Janeiro, em combater o Estado arbitrário de exceção.
Desculpe-me leitores, meu enredo, a narrativa não tendo fundamento firme e seriedade.
O parlamentar estava acompanhado com duas jornalistas do comitê da imprensa da câmara dos deputados. José Genoíno era deputado federal pelo partido dos trabalhadores, o PT; do estado de São Paulo. O deputado José Genoíno, contou-me, sentado à mesa, enquanto eu tomava a xícara de café, que era militante comunista e também, participou ativamente no movimento revolucionário, a guerrilha do Araguaia.
Com efeito, o ilustre deputado, não entrara em detalhes, como era as ações de seus companheiros, no campo de luta armada, no cerrado. Estava surpreso e ao mesmo tempo admirado, por saber que contemplava o guerrilheiro que esteve enfrentando os soldados nom tempo ditadura militar. Era tempos difíceis aqueles, meu pai contava, porque havia sido preso político, em Cuiabá, no Mato Grosso.
- Companheiro, Wagner. Então o senhor, veio vindo de Mato Grosso, ?
Perguntou-me aquele homenzarrão, vestido com terno riscado, sapatos de cromo alemão, o relógio elegante.
- Deputado Genoíno, muito prazer, sou o Wagner fotografo, e venho de Mato Grosso, sim senhor!... trabalho há alguns meses, no gabinete do senador Carlos Bezerra, o Charles Lemos, é meu irmão e trabalha lá.
-Está trabalhando no gabinete, fotografando, Wagner?
-Estou morando na pensão na W3 Sul, e trabalho de fotógrafo no gabinete do senador Carlos Bezerra.
-Conhece as jornalistas, camarada? Ele ao dizer, me apresentava as duas jornalistas, que sentaram a mesa. Veio o garçom, trouxe os cafés, tomávamos enquanto, falava poucas palavras, que se resumiram as circunstancias que me levaram a aventurar na viagem para a capital do país.
-Não senhor, deputado, camarada comunista. É agradável prazer em conhecê-las. O deputado famoso, de muita modesta convidou-me, o sertanejo do cerrado de Mato Grosso, metido a ser fotógrafo do parlamento, a fazer parte na mesa, na companhia distinta das belas, no café. – depois de responder essas palavras, me mantive em silêncio, não dizendo besteiras para não tornar-se desagradável, inconveniente a ponto de pedirem para se retirar. Com efeito, confesso a leitores(as), estava mui tímido e embaraçado de frente as belas musas, e discreto ao extremo. E satisfeito, prestava atenção as palavras em poucos minutos que permanecemos na conversa amistosa e produtiva, com o guerrilheiro do Araguaia.
-O partido lá, os comunistas de João Amazonas, na Cuiabá, no Mato Grosso, tem arregimentado forças para causas populares? -perguntou o parlamentar do PT, enquanto, dava tragos ao cigarro preto.
As mulheres me olharam como se tivessem sob o encanto de meu modo de agir de sertanejo, de homem de Mato Grosso.
-O partido é combativo e popular. A campanha eleitoral, pode eleger na Cuiabá, o professor Gilney Viana, deputado federal, o senhor o conhece, faz parte de seu partido. Há muitos militantes importantes no quadro do partido, nobre deputado. Depois de terminar os goles a xícara de café, resolvo fazer a única pergunta, ao comunista, que esteve no campo guerrilheiro, na luta em movimento, enfrentando o Exército brasileiro, pelos cerrados de Goiás, na guerrilha do Araguaia.
Nesse momento resolvi perguntar sobre a guerrilha:
-O deputado federal Genoíno, me desculpe. O senhor enfrentou mesmo o exército, na guerrilha, aqui em Goiás?
– Não enfrentei o exército. Os camaradas fizeram um levante no Estado de Goiás, com a resolução para não deixar o país, na ditadura militar.

Minha casa, na vila Cidade de Deus, construí mais 70 m2 e estou solteirão, porque a VICENTINA VASCON DE LIMA, está na ca...
10/03/2024

Minha casa, na vila Cidade de Deus, construí mais 70 m2 e estou solteirão, porque a VICENTINA VASCON DE LIMA, está na capital Cuiabá, no Mato Grosso.. Pedirei orações aos irmãos e fieis a Deus, que viajarei para não perder a passagem AEREA DA LATAN, NO DIA VINTE DE MARÇO PARA NATAL, RN.. IREI ME HOSPEDAR NUM HOTL SIMPLES, MODESTO, lá em NOVA DESCOBERTA, E retornarei com uma semana.. Minha estadia na cidade do Natal, será somente para curtir o banho de mar, divulgar na praia minhas pinturas a óleo e acrílica e também, para levar a literatura CONTANDO A REVOLUÇÃO, A ANDARILHA E O POETA, E W3 SUL BRASILIA! UM APARTE, VOSSA EXCELÊNCIA, livreto romance que escrevi no ano dois mil e nove, no MATO GROSSO
prometo aos meus irmãos, não irei me embriagar, mas no retorno no avião, sim, tomarei as taças de vinho para ter coragem de entrar no BUSÃO DO AR, ASA DURA, AVIÃO! estou morrendo de medo, porque desse vez, irei pelo litoral brasileiro, o avião não irá por Brasilia para Natal, irá SÃO PAULO, RIO E NATAL ... EITA QUE MEDO DA GOTA EU TENHO QUE PERMANEÇO O TEMPO TODO CANTANDO HINOS DO CANTOR CRISTÃO! ESSA E A QUINTA VIAGEM, COM DESSESEIS AERONAVAS PASSAGEIRO, MAS 1 DEZESSETE E DEZOITO DUAS AERONAVES CUIABA NATAL... MEU NOME Wagner Vinicius Araujo

10/03/2024

COMPANHEIROS
Reviajando os caminhos dos ideais permanentes, voltarei pelos passos de meu filho JUCA LEMOS, para através da coragem e despreendimento de sua juventude, dar prosseguimento à luta dos que não temem sacrifícios e sempre se colocaram à frente e na defesa das causas populares. Voltar para dizer-lhes que a chama dos ideiais não apagou e que a esperança ira nascer de novo.
Nascerá do idealismo e da combatividade de um jovem que tem a vocação de servir, a coragem de ser livre para lutar e a certeza de que irá cumprir seus compromissos com o povo de Rondonópolis e de Mato Grosso. Por isto volto para falar com os amigos que sempre me dignificaram com a sua confiança e também, me honraram com seus votos. Para dizer-lhes que estou na luta na pessoa do meu filho JUCA LEMOS, candidato a Deputado Estadual. Por acreditar que o voto consciente de um povo livre não se compra com o dinheiro da corrupção nem com o ouro falso da demagogia; venho pedir aos que em mim confiaram, que no dia 03 de outubro votar em JUCA LEMOS, depositando no meu filho a mesma confiança que depositaram no pai.
Obrigado, companheiros
WILSON LEMOS
A esperança irá nascer de novo!
Juca Lemos na Luta do Povo.
Companheiros, sou igual ao rio que derruba as barreiras que o oprime” Vinte anos lutei contra o regime
Do arbítrio enfrentando o desafio:
sem temer dos fuzis o poderio
Ou a força dos golpes militares, Eu andei com o povo meus andares
Nessa luta que aos bravos não abate, Combatendo de frente o bom combate
Em defesa das causas populares.
Ví a fome invadindo muitos lares, De operários roubados por patrões
Patriotas levados às prisões
Pelas mãos de modernos calabares;
Ví posseiros expulsos aos milhares
E no campo explodirem muitas crises, Assassinos de todos os matizes
Praticando mil crimes sanguinários
Sob o olhar complacente de juízes.
###xx

10/03/2024

Mocidade e revolução - autor Wagner Vinicius Lemos
Meu pai era educado e sempre cordial comigo
Desta vez, fui ao partido para conversar com Maria Lucia.
Maria Lucia, eu imaginava perto dela, o que ela estava a pensar.
- porque vivi agora ele temeroso e também com receio de retaliação ou represália do adversário político? Eu nada de palavras dizia, a ela, dos meus temores.
Ao meio-dia, apos a refeição no restaurante, fui conversar com ela na sede do partido. Esperávamos o tempo passar para cada qual ir trabalhar. Eu estava indo para o Palácio Paiaguás trabalhar no telex. Estávamos no ano de 1989.
Maria Lucia iria para o curso técnico e posteriormente, aquele ano, o superior de Direito.
Ela olhava para mim como se estivesse a examinar calmamente a roupa que vestia, as palavras que dissera; sem preocupar-se com algum camarada que chegasse lá, aquele momento, e nos visse conversando.
Naquela noite, no quarto de apartamento, permaneci a pensar o que fazer: estudar na escola ou então, me dedicar mais intensamente ao estudo das teorias comunistas, as ações do partido. Soubera aquela tarde, da militância as ultimas noticias de São Paulo, e também, outras vindo do Congresso Nacional. Onde estavam os parlamentares votando pela aprovação do projeto das campanhas em debate.
O movimento secundarista como diziam alunos, estava indo as escolas para fazer as carteiras de estudantes. Fomos também, realizar o cadastramento.
O Cleber Lima era estudioso e trabalhador. Era o camarada Lima, o presidente da entidade: a associação mato-grossense dos estudantes. Na pensão, quando ia visitar, encontrar os camaradas de partido. Cleber sempre o vira a ler muitos livros e anotar algo no caderno de estudos.
O camarada Luiz, o da Penha. Ao contrario de nós era capaz de surrar o adversário político por qualquer motivo que pudesse aparentar de falso, ou então, traiçoeiro ao partido comunista. Mas, ele trabalhava de bancário.
Essa avaliação me lembro agora, enquanto estou narrando esses fatos, quando fui à Rua da Igreja São Benedito. Era o endereço da pensão dos camaradas estudantes, amigos do partido. Formosa Maria Lucia. Essa manhã, ela estava terna e afeiçoada por mim. Não namoramos, fomos apenas amigos e partidários das mesmas convicções, teorias e conceitos.
Na varanda dera-me conselhos úteis. Não obedecia às opiniões importantes para estudar, dedicar aos estudos etc.. Seu irmão, o João. Era magricelo ou magérrimo, e, também, estava a sorrir constantemente por qualquer palavra que argumentasse. Sua virtude era tocar violoncelo na banda da igreja dos crentes. Vivia diariamente lá, no partido.
Ele teve formação no partido. Fora convidado para ir a São Paulo, fazer o curso de formação. Era dos nossos, o melhor militante. Mesmo sendo crente da Assembléia de Deus; distinguira-se nas ações mais intrépidas das greves, a luta de classe.
Com efeito, não teve os arroubos ou assomos que me animava, e carregava comigo, para realizar, breve a revolução. O pensamento de nosso grupo tornava-se inviável, - queria tomar de assalto o parlamento brasileiro, e instaurar a ditadura do proletariado, como se fosse à solução para nossas desventuras e desilusões e decepção em relação à economia do tão desgovernado Brasil, aquela época.
Maria Lucia me encantava muito com a sua presença entre a gente no partido comunista. Falava suavemente, com pausas nas sugestões e argumentos bem fundamentados. Sua cabeleira enorme e cuidada dava-lhe o ar atraente e sempre amável.
Minha recordação, tem sido que na festa do partido, onde reunira-se artistas, literatos e profissionais liberais filiados ao partido, pedira-lhe em namoro.
Não aceitara, argumentando que era muito cedo, e também, precisava estudar. Dera-me como resposta, entre outras escusas. O cigarro, vício do tabagismo, minhas bebedeiras foram tenho certeza à razão da recusa.
Depois da conversa, e também, do expediente na repartição pública; estava de volta ao apartamento à tarde. Muito satisfeito, contente por falar à estudante que me dera atenção.
Desta vez, levara comigo notícias para o apartamento de meus pais. Tenho lembrança, que ao chegar, cumprimentava-os, com alegria e contente. Depois de tomar banho, me vestir fui jantar, só então, retornei a sala do apartamento para contar o que tivera acontecido no partido comunista.
Tinha ele sempre aquela educação aristocrata. Seu falar em tom amistoso, educadamente deva-me conselhos e admoestações, sem nunca recriminar minhas opiniões políticas e ideológica. No sofá diante dele principiei a falar:
-Boa noite, pai!.. O senhor esta bem? O trabalho de licitação é difícil, sou sabedor. Desculpe! por não ter ir lá, essa semana. Na secretaria extraordinária tenho que levar as bandeiras de Mato Grosso nas repartições, no comércio. E ainda, resolver o trabalho para o Mr. Jota Alves. Essa manhã estive no partido.
- Pois não, meu filho, diga?- dizia, assistindo a televisão.
- Não é nada pai. Precisava contar o que aconteceu de manhã no partido. Soubera que o deputado federal comunista de São Paulo virá a Cuiabá. Virá prestigiar o partido do Aluisio Arruda e do João Amazonas. A conferência partidária. Meu pai, eu irei participar.
- Muito bem, meu filho, participe. Mas, seja prudente. Nunca radical e intrometido.
O poeta fora criado por quatro irmãs, lá no nordeste. Educado ao extremo. Ele parecia uma moça. Sua ternura no expressar e olhar diferenciava-o das outras famílias; fora o pai amigo e leal. Falava comigo com amabilidade. Diferente de mim. Eu que era o filho grosseiro. Nesse tempo, eu fumava a carteira de ci****os por dia. Embriagava-me nos finais de semana para preencher desilusões da própria ignorância e insensatez.
No momento desregrado no alcoolismo tinha por razão, esquecer a falta de ocupação que precisava ter pelo estudo, - que aquele tempo, tinha abandonado de vez a escola - nunca se dedicara extremamente a formação cultural. Não queria obter diploma universitário; o pai sempre lhe dava recursos para estudar.
Meu pai, como ia contando, sempre terno e cordial. Eu quando começava a falar dos acontecimentos político partidário ele nada de palavras respondia. Mantinha-se em silencio como se quisesse dizer, - Wagner, vá estudar, acabe com essa aventura.
Tenho a lembrança de meu pai guardada comigo todos os dias, após seu falecimento. Nos momentos de adversidade, tenho orado; realizo minhas orações, pedindo sempre ao bondoso Deus, sabedoria e entendimento para vencer as lutas.

Endereço

Armindo Moura, Nº555
Recife, PE

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