27/08/2013
-Às urnas, com consciência. Às ruas, com voz.
Por: Jessica Lima
Movimentar-se em prol de melhorias pra si e para o próximo é algo recorrente historicamente, é lindo acreditar que a união pode mudar os rumos de um país. Foi assim com as Diretas já e o movimento dos caras pintadas, por exemplo. Mas é preciso entender que nem toda pressão trás os resultados esperados, para efetivar uma solução realmente eficaz é necessário fazer mais que ir às ruas e soltar palavras.
Em primeiro lugar, precisa-se constatar que a comunidade cresce pensando que política não tem a ver com a participação do povo, o único ato cabível de cidadania é o voto. Sendo assim, anula-se a procura por aprofundamento no assunto, pois ele é tratado como irrelevante e até mesmo desnecessário. Assim, quando os políticos são eleitos, não há depois uma cobrança da população em relação às propostas e promessas, abrindo margem as escolhas que os políticos desejarem. O que geralmente acarreta as corrupções tão bem faladas pela mídia.
A mídia também não funciona como informadora sobre o que é política e sua importância, não incentiva a participação popular, nem influencia as pessoas a conhecerem suas obrigações e direitos. Não respeita os rebeldes, não sendo imparcial como deveria ser. Os movimentos feministas, por exemplo, sabem bem como é isso.
Ademais, essa voz, essa coesão social do ir às ruas, fazer cartazes e entre outros atos, deve andar lado a lado com o bom-senso, como quando os manifestantes criticavam o vandalismo. Perde-se a razão quando se submete a esse tipo de atitude. A união do povo é crucial para as mudanças. Ainda que os protestos acabem, a pressão ceda, quando se usa a consciência, principalmente nas urnas, a evolução acontece.
Logo, mesmo com a história desfavorecendo alguns atos, como os já citados movimentos das Diretas e caras pintadas, o primeiro sem conquistar seu ideal, o segundo o conquistando, mas não mudando o cenário de criminalidade política, é bom saber que há uma solidariedade com os problemas e uma força popular, capaz de clamar por melhoras. Os protestos são positivos, é um primeiro passo. Criar consciência, procurar informar-se, cobrar, são alguns dos verbos e as atitudes que trarão as mudanças e os novos rumos políticos e sociais.