Coletivo LGBT Comunista - Pernambuco

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SOBRE PROSTITUIÇÃO, CLASSE E REVOLUÇÃODe tempos em tempos, as discussões políticas sobre prostituição se destacam do seu...
10/06/2018

SOBRE PROSTITUIÇÃO, CLASSE E REVOLUÇÃO

De tempos em tempos, as discussões políticas sobre prostituição se destacam do seu local mais usual de isolamento político e caminham rumo a um público mais amplo. Nesses breves momentos, um conjunto confuso e contraditório de questões e argumentos eclode, mobilizando corações e mentes em torno do problema. As discussões acaloradas, no entanto, consomem-se rapidamente.

Para além do véu dos modismos ativistas, é fundamental destacar a pertinência e a relevância das discussões políticas sobre prostituição, que se articula diretamente com as especificidades da exploração de base machista, ra***ta e LGBTfóbica. Trazem ainda ao debate, junto com elas, além das questões relativas à própria sobrevivência e meios de vida de trabalhadoras e trabalhadores se***is, os problemas da pedofilia, da exploração sexual infantil, do tráfico humano, das possibilidades e limitações das políticas públicas, do desemprego, da violência doméstica etc. Assim o fazem porque são parte integrante da própria organização do trabalho, incluindo a divisão sexual e generificada do trabalho e o sistema s**o-gênero de organização da reprodução da força de trabalho.

É assim, portanto, compromisso inescapável para nós, comunistas, não nos esquivarmos da questão. Com efeito, o Partido Comunista Brasileiro e seus coletivos partidários vêm ainda maturando internamente seus posicionamentos sobre o tema, com a preocupação de não permitir que alguma pressa de posicionamentos, cobrança típica do nosso tempo, se sobreponha à seriedade e comprometimento político que essa discussão demanda.

Há inicialmente dois pontos, no entanto, que nos parecem de relevante e urgente abordagem: é preciso limpar o terreno dessa discussão dos vícios tanto liberais quanto morais que usualmente se inscrevem, para que a discussão possa ocorrer com os necessários compromisso e sentido revolucionários; é urgente reafirmar a centralidade da classe e contrapor-nos à invisibilização dos sujeitos centrais a essa mobilização política.

LIMPANDO O TERRENO: PRECISÃO NOS CONCEITOS

A realidade concreta, como afirmou Marx, “paira frente ao conceito”. A utilização precisa dos conceitos e categorias para descrever e compreender uma realidade não vão mudar a realidade. A importância dela é a de permitir uma compreensão precisa, detalhada e profunda da realidade, para, a partir disso, decidirmos com mais propriedade como pretendemos agir.

É nesse sentido que cabe destacar, por exemplo, que a categoria trabalho não é sinônimo de “profissão” ou de “carreira”. Dizer que determinada atividade humana é ou não trabalho ou labor significa discutir os tipos de relações que a envolvem e como elas participam da organização econômica. Não se trata de negar a importância de discutir e pensar moral, mas de mantê-la em seu lugar de pertinência. Discutir moral, família, corpo e s**o é fundamental – mas não é condicionante para a utilização de categorias como trabalho e exploração.

Outro risco, este próprio da perspectiva liberal, é deixar-se perder no falso problema da “livre escolha”. Não existe “livre escolha” no que diz respeito a trabalho e atividade laboral, pelo menos para a maioria esmagadora da nossa classe. Não é como se alguém escolhesse entre ser médica ou metalúrgica, ou entre ser engenheira ou pr******ta. Se há algum nível de escolha, ela é, para a imensa maioria, restrita ao curto espaço de flexibilidade social que nos é coercitivamente colocado como “opção”, dado nosso lugar na organização do trabalho – lugar condicionado também por marcadores como gênero e raça.

No capitalismo, o trabalho aparece hegemonicamente na forma explorada e mercantil. Trabalho e exploração, nesse sistema, não são opostos – não se trata de “exploração OU trabalho”, se trata de compreender a organização capitalista do trabalho como necessariamente exploratória. Em qualquer ramo de trabalho.

E como comunistas, nosso compromisso é com a superação de toda forma de exploração – sem prejuízo das mediações necessárias e específicas a cada categoria e grupo.

O que nos leva ao segundo ponto.

A CLASSE, O SUJEITO INVISIBILIZADO E A REVOLUÇÃO

Ainda que não tenha nascido no capitalismo, a prostituição encontrou nele as condições perfeitas para sua expansão e desenvolvimento. A mercantilização generalizada de todos os aspectos da vida, fato inescapável do desenvolvimento capitalista, é o cenário perfeito para uma atividade cujo pressuposto é o próprio s**o na forma mercantil. A instituição da família capitalista, o caráter estruturante do gênero e a exploração de classe conformam o terreno fértil sobre o qual a prostituição se assenta. Discutí-la, portanto, pressupõe compreendê-la nem como exceção, nem como escolha, mas como intrinsecamente ligada à organização do trabalho e da reprodução social.

É portanto parte indissociável da construção da revolução socialista. Nesse sentido, o lema “nada sobre nós, sem nós” não pode ser frase vazia: a construção do poder popular, da participação política real e da organização política classista ladeiam a organização e ação políticas dos grupos explorados, tanto em suas categorias e especificidades, quanto no conjunto da classe.

As discussões entre aquelas e aqueles que reconhecem a importância da questão não devem ignorar o fortalecimento, a legitimação e a construção conjunta com as organizações políticas e entidades representativas de pr******tas/trabalhadoras se***is, sob o risco de fazer com que os sujeitos das demandas e questões específicas terminem invisibilizadas e apartadas do processo mais amplo de organização de classe – e portanto, da própria construção revolucionária.

Precisamos discutir e nos apropriar mais profunda e sistematicamente das especificidades da temática da prostituição. É premente que toda a classe trabalhadora se una em defesa de seus direitos, organizando-se, no combate a toda forma de exploração, no sentido da emancipação humana.

Só assim, em uma sociedade livre dos grilhões da mercadoria, será possível conhecer uma vida plena. Onde maçãs poderão ser apenas maçãs, como disse o poeta – e s**o, apenas s**o.

Visite o post para mais.

Fiquem ligadas que amanhã, a partir das 14h, vai rolar a primeira formação aberta do nosso coletivo!Tema:Família e afeto...
03/11/2017

Fiquem ligadas que amanhã, a partir das 14h, vai rolar a primeira formação aberta do nosso coletivo!

Tema:
Família e afetos hegemônicos - e nós no meio disso?

Às interessadas, serão debatidos dois textos:
O capítulo 3, tópicos 1 e 2 de Abaixo a família monogâmica (2012), de Sérgio Lessa, e
O parentesco é sempre tido como heterossexual? (2002), de Judith Butler.

Pra quem quiser, os textos estão disponíveis aqui:
https://www.dropbox.com/sh/xn5lttgst984kz7/AAA_r_q42IElxX8ay8oQIWoza?dl=0

Nos encontramos no caranguejo da Rua da Aurora!

MANIFESTO DO COLETIVO LGBT COMUNISTA~ QUEM SOMOS NÓS ~O COLETIVO LGBT COMUNISTA é um coletivo de luta da classe trabalha...
07/10/2017

MANIFESTO DO COLETIVO LGBT COMUNISTA
~ QUEM SOMOS NÓS ~

O COLETIVO LGBT COMUNISTA é um coletivo de luta da classe trabalhadora, de caráter revolucionário, focado na organização e na articulação política das especificidades da população trabalhadora que tem a exploração também caracterizada pelas opressões decorrentes de orientação sexual e identidade de gênero – que não se limitam à moral, à cultura e à ideologia opressoras, mas que guardam relações com a própria organização do trabalho, que se apoia também na forma capitalista de reprodução da força de trabalho e gestão da
hereditariedade da propriedade: a família burguesa.

Somos um coletivo composto por militantes integradas à luta da classe trabalhadora, com viés anticapitalista e anti-imperialista, organicamente ligado ao PCB – Partido Comunista Brasileiro e que tem como objetivo se tornar um instrumento de luta da população LGBT trabalhadora rumo à construção do socialismo.

Composto por militantes do PCB e por militantes independentes, nós nos propomos a:

- Construir um campo socialista revolucionário no movimento LGBT;
- Atuar concretamente e de forma ativa no movimento social LGBT, na luta pela construção do socialismo e na articulação de nossas demandas políticas, nos fazendo presentes nos diversos espaços de organização e representação política da comunidade LGBT, como associações, fóruns, conselhos, coletivos e demais que forem pertinentes;
- Contribuir na organização revolucionária e na formação política das pessoas LGBT da classe trabalhadora;
- Articular a luta específica da população LGBT e a luta mais ampla da classe trabalhadora, de forma a superar a distância entre as lutas LGBT e comunistas, que ainda permanece como resíduo histórico de equívocos de ambos os movimentos;
- Desenvolver, a partir do materialismo histórico dialético, uma abordagem teórico-política que nos permita compreender a nossa realidade como LGBT da classe trabalhadora no contexto capitalista, de forma a servir de ferramenta para a organização da nossa classe e para a efetivação de nossa estratégia revolucionária.

Para que a emancipação humana seja possível, é fundamental que toda a classe trabalhadora, na sua heterogeneidade, esteja em luta! Através da união real e combativa, que ao invés de apagar as diferenças, constrói a partir do que nos diferencia e nos iguala a força do enfrentamento ao capitalismo e às suas formas de opressão e exploração.

Nossa atuação é orientada para:

- Defesa e construção de um movimento LGBT centrado nos interesses das pessoas LGBT da classe trabalhadora;
- Luta concreta pelas demandas da população LGBT trabalhadora, parte específicas, parte compartilhadas com as demais lutas da nossa classe, como moradia, saúde, segurança, condições de trabalho e o direito à própria vida;
- Resgate e incentivo da combatividade, com caráter de classe, na estratégia e nas formas de luta.

Mais do que uma luta no campo jurídico, moral e cultural, defendemos a transformação radical do atual modo de produção e reprodução social da vida.

Neste domingo (02/10) na Rua Aurora em Recife aconteceu o Encontrão LGBT: Tire a Aurora do Armário reunindo várias LGBT'...
02/10/2017

Neste domingo (02/10) na Rua Aurora em Recife aconteceu o Encontrão LGBT: Tire a Aurora do Armário reunindo várias LGBT's de toda a Região Metropolitana do Recife.

Dando continuidade às atividades do bloco Tire seu Bairro do Armário o Encontrão teve como objetivo pensar e discutir as nossas pautas em torno do Direito à Cidade na busca por locais de sociabilidade e lazer LGBT's para além da lógica urbana violenta e excludente que nos é imposta.

Promover a ocupação desses espaços por LGBT's em toda a cidade se faz cada vez mais necessária para podermos nos articular enquanto classe frente aos retrocessos que nos atinge diariamente.

Vai ter LGBT na luta e ocupando a cidade toda! Cola com a gente nos próximos porque o fervo tá só começando!

29/09/2017
Na próxima sexta e sábado, o Coletivo LGBT Comunista - Pernambuco marcou três reuniões abertas de apresentação do coleti...
28/09/2017

Na próxima sexta e sábado, o Coletivo LGBT Comunista - Pernambuco marcou três reuniões abertas de apresentação do coletivo, amanhã e sábado.

Quer conhecer mais sobre a gente? Tem vontade de militar com a gente? Tem dúvidas sobre militar com a gente? Cola lá, vamos trocar ideia, tomar um café e se conhecer.

Sexta (29) estaremos lá às 10h e às 19h, e sábado (30) às 14h, no Ed. São Cristóvão, no nono andar.

21/09/2017

CURA GAY: SEGUEM OS RETROCESSOS

“Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.” JACK KEROUAC

De pecado a crime e de crime a doença, assim foram considerados, e por esta ordem em função dos poderes dominantes, os comportamentos emocionais e afetivos entre pessoas do mesmo s**o, ao longo da história.

Homosse***is foram perseguidos por existirem. Manter relações homosse***is era considerado um crime na Inglaterra e no País de Gales até 1967, na Escócia até 1980.

No Brasil, durante a ditadura empresarial-militar, também existia um aparato de controle moral contra os comportamentos se***is tidos como “desviantes”. Assim, homosse***is e bisse***is, travestis, pr******tas e outras pessoas consideradas “perversas” ou “anormais”, foram alvo de perseguições, detenções arbitrárias, expurgos de cargos públicos, censura e diversas formas de violência.

Nossa historia de luta por existir e ser reconhecido enquanto humano tem sangue de muitas pessoas que se colocaram na linha de frente. Através de muita mobilização popular, sendo a revolta de StoneWall um dos principais marcos dessa resistência, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a opção sexual da lista de transtornos mentais em 1973, a associação de psicólogos seguiu o mesmo caminho em 1975.

A Organização Mundial de Saúde, na revisão da lista de doenças, em 1990, retirou a "opção sexual" como doença. O Brasil, por meio do Conselho Federal de Psicologia, deixou de considerar a "opção sexual" como doença ainda em 1985.

A tática da patologização, no entanto, nunca foi integralmente abandonada. Ainda hoje pessoas trans e travestis constam no Código Internacional de Doenças e a bissexualidade é considerada sintoma de adoecimento mental por manuais de psiquiatria. A ciência burguesa nunca deixou de cumprir um dos seus papéis na manutenção da ordem burguesa: preservar a "normalidade" das estruturas da família e do gênero - heterosse***is e cisgêneras.

Enfrentamos hoje um novo ataque. A liminar deferida pelo juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, na sexta-feira (15/9), no Distrito Federal, permite aos psicólogos oferecerem tratamento de "reversão" da homossexualidade: um grande marco de retrocesso e do conservadorismo cada vez mais proto-fascista dos nossos tempos. A homossexualidade, assim, volta a figurar, na prática, no rol das "doenças" passíveis de cura - junto com pessoas trans e travestis, cuja luta pela despatologização é histórica e ainda não concluída, e bisse***is, que ainda é considerada sintoma de adoecimento mental.

Como a historia nos ensinou, foi nossa organização enquanto movimento social que criou condições para os avanços que hoje vivemos. Apenas confiar no judiciário para revogar tal liminar e deixar o destino das LGBT da nossa classe em uma instituição que encarcerou Rafael Braga sem provas seria mais um erro que em pouco avançaria no combate aos retrocessos.

Rumo a organização de uma luta revolucionária das LGBT trabalhadoras!

Ficamos sem uma imagem bacana dessa vez (problemas técnicos), mas a atividade está de pé!Amanhã, na sala 908 do Edifício...
01/09/2017

Ficamos sem uma imagem bacana dessa vez (problemas técnicos), mas a atividade está de pé!

Amanhã, na sala 908 do Edifício São Cristóvão, discussão sobre prostituição e trabalho no capitalismo com Amanda Palha e Leonardo Tenório.

HOJE | SAÚDE MENTAL + LGBT's: desafios e alternativas.A sociedade capitalista cada vez mais nos adoece e nos insustentáv...
31/08/2017

HOJE | SAÚDE MENTAL + LGBT's: desafios e alternativas.

A sociedade capitalista cada vez mais nos adoece e nos insustentável nossas vidas. A contradição de viver num sistema anti-humano afeta toda classe trabalhadora, porém ainda mais alguns determinados grupos. Para as LGBT's, as situações de adoecimento mental são constantes e ligadas as violências LGBTfóbicas relacionadas ao rechaço familiar e a ausência da qualidade minima de vida provocada pelo mundo do trabalho. Hoje (31/08), as 19:00, nós vamos debater sobre como podemos construir alternativas revolucionárias para cuidarmos de nossa saúde mental e superarmos o sistema capitalista. Esperamos todos!

SEMANA LGBT COMUNISTAA LUTA SOCIALISTA + A LUTA LGBT: PARA ALÉM DA POLÊMICAAbrindo a Semana LGBT Comunista, o Coletivo L...
28/08/2017

SEMANA LGBT COMUNISTA

A LUTA SOCIALISTA + A LUTA LGBT: PARA ALÉM DA POLÊMICA

Abrindo a Semana LGBT Comunista, o Coletivo LGBT Comunista convida todos para a mesa A luta socialista + a luta LGBT: para além da polêmica. Em tempos do avanço dos setores reacionários e pós-modernos, principalmente a partir da luta contra as opressões, é necessário ir além das polêmicas e difamações contra os frontes da luta revolucionária, rumo ao socialismo, para com a luta LGBT, inclusive para construir uma auto-crítica prática e cotidiana. A revolução socialista será também LGBT ou não será!

Contamos com a presença de todos!

SEMANA LGBT COMUNISTA Aos camaradas, amigas e colegas, O  Coletivo LGBT Comunista – Pernambuco vem publicamente convidar...
17/08/2017

SEMANA LGBT COMUNISTA

Aos camaradas, amigas e colegas,

O Coletivo LGBT Comunista – Pernambuco vem publicamente convidar todas/os para nossa Semana LGBT Comunista que será realizada nos dias 29/08, 31/08 e 02/09, que terá como principal discussão as demandas atuais das LGBT’s para com a luta revolucionária.

A semana faz parte de uma série de mobilizações nacionais rumo ao 1° Ativo de Formação Nacional do Coletivo LGBT Comunista, que será realizado em São Paulo nos dias 7 a 10 de setembro.

Além das mesas de discussões, nós teremos a cultural COMUNA DEUSA – ESQUENTA. Com o objetivo de encerrar a Semana LGBT Comunista, a COMUNA DEUSA também servirá como atividade de finanças para podermos ir a São Paulo. Segue, na imagem, a programação e logo traremos mais atualizações. Contamos com a presença de todas!

Saudações LGBT’s comunistas!

CONFIRME SUA PRESENÇA EM NOSSO EVENTO:
https://goo.gl/xsmJD7

O trecho na imagem foi retirado do escrito ‘As mulheres na Alemanha e as Mulheres na Gra-Bretranha’, de 1915. Clara Zetk...
25/07/2017

O trecho na imagem foi retirado do escrito ‘As mulheres na Alemanha e as Mulheres na Gra-Bretranha’, de 1915. Clara Zetkin, uma mulher que dedicou sua vida inteira a luta contra o capitalismo e contra opressão das mulheres, é também um exemplo para todas as LGBT’s. Seus esforços rumo à construção do socialismo até hoje é munição para o legado revolucionário que carregamos. No trechinho destacado, nós temos uma ideia direta sobre como a luta das mulheres socialistas é uma luta anti-imperialista por necessidade, afinal a guerra é também um instrumento de dominação e exploração daqueles que já não possuem nem o pão. Hoje, em dias que a LGBTfobia cresce em conjunto as crises do capitalismo, que instaura guerras cada vez maiores para garantir sua manutenção, mais que nunca a luta anti-imperialista também deve guiar as LGBT’s trabalhadoras que sonham com um novo mundo.

Clara Zetkin presente!
Somos LGBT’s e anti-imperialistas!

Endereço

Recife, PE

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