31/01/2024
Diante do aumento no número de casos relacionados à Dengue e Chikungunya no Estado de Minas Gerais, torna-se necessária a adoção de medidas de prevenção e controle para mitigação da propagação dessas doenças. Conforme anunciado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), existe a previsão de haver novamente um ano epidêmico em 2024, tal como ocorreu em 2023. Tal cenário levou o Governo de Minas Gerais a publicar o Decreto NE Nº 64, de 26 de Janeiro de 2024, em que f**a declarada Situação de Emergência em Saúde Pública no Estado, em razão do cenário epidemiológico de doenças infecciosas virais (Arboviroses).
A projeção do aumento de casos da doença se deve a fatores como a combinação entre calor excessivo e chuvas intensas - possíveis efeitos do El Niño - conforme aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS). E, ainda, ao ressurgimento recente dos sorotipos 3 e 4 do vírus da Dengue no Brasil. Segundo o decreto estadual, até o momento, foram registrados 11.490 casos confirmados de dengue e 3.067 casos confirmados de Chikungunya em Minas Gerais só nas 3 primeiras semanas de 2024. Os dados dos relatórios internos de saúde do CBMMG, produzidos pela Assessoria de Assistência Saúde - AAS, mostram que em janeiro do presente ano ocorreu um aumento de 64% no número de casos das arboviroses em relação a 2023, especialmente nas cidades de Contagem, Belo Horizonte, Ipatinga, Sete Lagoas e São João Del Rei.
De acordo com o Ministério da Saúde, os resultados do 3º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e do Levantamento de Índice Amostral (LIA) de 2023 foram apresentados recentemente. Os números indicaram que 74,8% dos criadouros do mosquito da dengue estão nos domicílios, como em vasos e pratos de plantas, garrafas retornáveis, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais e materiais em depósitos de construção (sanitários estocados, canos, etc.). O levantamento apontou que depósitos de armazenamento de água elevados (caixas d’água, tambores, depósitos de alvenaria, etc.) e no nível do solo (tonel, tambor, barril, cisternas, poço/cacimba, etc.) aparecem como segundo maior foco de procriação dos vetores.