03/02/2026
O CARNAVAL CHEGOU NO MUSEU!!!
Senhoras, senhores e foliões do tempo!
Abram alas porque o Carnaval entrou no museu — e entrou com tudo!
Estamos no Museu Professor Flávio da Silva Oliveira, essa joia arquitetônica, essa antiga estação da FEPASA que não é só prédio: é passagem, é travessia, é história em movimento. Suas paredes já ouviram apitos de trem, despedidas, reencontros… e hoje escutam o rufar do tambor, o eco da fantasia, o grito eterno da avenida.
Logo nas janelas de entrada, dois bois vigiam o tempo. Não estão parados — estão prontos! Rasgam o tecido da memória, atravessam décadas e invadem a Avenida Nicolau de Vergueiro Forjaz como se dissessem: o Carnaval não pede licença, ele acontece!
Dentro do salão principal, o brilho é de reverência. Uma grande homenagem ao carnavalesco Reginaldo Galo, artista da avenida, mestre do luxo, da ousadia e da imaginação. Suas fantasias não estão expostas: elas desfilam! Cada pena, cada pedraria, cada fotografia conta uma trajetória de entrega, suor, arte e amor pelo Carnaval de Porto Ferreira.
E como falar de Carnaval sem falar de bloco, de rua, de povo? As camisetas estão aqui — uma mais exuberante que a outra — testemunhas de verões intensos, madrugadas felizes e histórias que ninguém esquece… ou quase ninguém.
Pela primeira vez na história deste museu, o visitante deixa de ser apenas espectador e vira protagonista. Esta é uma exposição interativa, viva, atrevida, provocadora! Aqui você olha a foto, reconhece o folião e escreve o nome. Porque memória também é brincadeira, é riso, é cumplicidade.
E o nome já avisa, sem vergonha nenhuma:
“SABEMOS O QUE VOCÊ FEZ NOS CARNAVAIS PASSADOS”.
E se o Carnaval é som, é corpo, é batida… a abertura só poderia acontecer assim: ao som da bateria dos blocos Inimigo Meu e Bloco do Touro, que se unem numa junção carnavalesca arrebatadora, fazendo o museu pulsar como coração de avenida.
Hoje, este espaço histórico vira passarela.
O museu vira rua.
A memória vira festa.
Porque Carnaval é isso: quando o passado dança com o presente e promete nunca ficar em silêncio.