21/02/2026
A cientista brasileira Tatiana Sampaio, da UFRJ, já está ganhando destaque em reportagens de grandes veículos da imprensa internacional por ter descoberto a polilaminina, versão recriada em laboratório da laminina, proteína produzida naturalmente pelo corpo e que ajuda os neurônios a se conectarem.
A pesquisa de Tatiana pode se tornar um dos feitos mais revolucionários da medicina moderna, pois reacendeu a esperança de vítimas de lesões na medula, até então sem opções terapêuticas capazes de reverter o dano. A polilaminina já foi aplicada em oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos e ajudou a recuperar movimentos em seis deles. Um dos participantes, que estava paralisado do ombro para baixo, voltou a andar sozinho.
Apaixonada por ciência desde criança, Tatiana Sampaio decidiu cursar Ciências Biológicas na UFRJ. Desde então, não saiu mais do mundo acadêmico. Fez mestrado e doutorado na área, além de estágios de pós-doutorado na Universidade de Illinois (EUA) e na Universidade de Erlangen-Nuremberg (Alemanha). Aos 27 anos, assumiu uma vaga como professora na UFRJ. Hoje, aos 59 anos, além de liderar a pesquisa com a polilaminina, também conduz um estudo com cães para avaliar efeitos em lesões crônicas.