11/03/2026
O tiro que matou a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, percorreu a cabeça da policial em um trajeto inclinado de baixo para cima, segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML) obtido pela reportagem.
A análise pericial indica que o disparo entrou pelo lado direito da cabeça, próximo à têmpora, e atravessou o crânio até provocar uma extensa lesão na parte superior esquerda.
A descrição técnica consta do laudo necroscópico elaborado pelo IML após a morte da policial, ocorrida em 18 de fevereiro deste ano, no apartamento onde ela vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, na região do Brás, centro de São Paulo. Inicialmente, o caso foi registrado como su1cídio, mas passou a ser tratado como m0rte suspeita, o que levou à ampliação das investigações.
De acordo com os peritos, o projétil entrou na lateral direita da cabeça e seguiu um caminho ascendente dentro do crânio, até produzir uma lesão de saída no lado esquerdo, na região frontal superior, com fratura extensa do osso e grande destruição do tecido cerebral. O exame concluiu que a causa da m0rte foi traumatismo cranioencefálico grave provocado por disparo de 4rma de fogo.
Os especialistas também apontaram que o disparo foi feito com a 4rma encostada na cabeça da vítima, característica indicada pela presença de fuligem e pelos efeitos dos gases da explosão da pólvora sobre os tecidos.
Além do t1ro, os peritos identificaram lesões no rosto e no pescoço da policial compatíveis com pressão exercida por dedos e unha, conhecidas na medicina legal como “estigmas digitais”.
Segundo o laudo, havia quatro marcas arredondadas compatíveis com pressão de dedos na região da mandíbula e do pescoço, além de uma lesão superficial com formato de meia-lua, típica de unha.
Em exame complementar, também obtido pelo Metrópoles, os peritos reforçaram que as lesões na face e no pescoço são contundentes e compatíveis com pressão digital, ou seja, com compressão manual.
Poá em ação