Pinto Bandeira é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Até 31 de dezembro de 2012 foi um distrito do município de Bento Gonçalves, ascendendo à categoria de município com a posse de seus representantes em 1º de janeiro de 2013. A criação do município Pinto Bandeira foi aprovada em plebiscito em 1996, sendo oficialmente instituída através da lei estadual do Rio Grande do Sul nº 10
.749 de 1996. Esta lei foi alterada posteriormente pela lei nº 11.375 de 1999, que mudou a data de implementação do município para 1º de janeiro de 2001. Pinto Bandeira foi elevado à categoria de município, gozando dessa situação entre os anos 2001 e 2003. No entanto, devido à Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2381-1/RS, requerida pelo então Partido Progressista Brasileiro em 2001, cuja solicitação foi deferida em 2003 pelo Supremo Tribunal Federal, o município foi extinto, restabelecendo-se sua antiga situação. Em uma nova decisão do Supremo Tribunal Federal, anunciada em 10 de julho de 2010, a ministra Cármen Lúcia considerou válida a Emenda Constitucional nº 57 de 2008, que valida a criação de municípios com lei publicadas até 31 de dezembro de 2006. Com esta decisão, Pinto Bandeira voltaria a ser um município do Rio Grande do Sul. Embora tenha sido aprovado pela decisão do STF, o distrito continuou sob a jurisdição de Bento Gonçalves até que as eleições fossem consumadas, em outubro de 2012, e a posse do novo prefeito e do legislativo em 1ª de janeiro de 2013. Reconhecido como a capital brasileira do pêssego, com a colheita de aproximadamente 20 milhões de quilos/ano, o mais novo município gaúcho também produz para consumo in natura grandes quantidades de ameixa, caqui, nectarina, maçã, laranja e bergamota encontradas por todo o caminho florido que leva até Pinto Bandeira. A cidade é também consagrada por suas uvas, vinhos e espumantes de alta qualidade possuindo, inclusive, Indicação de Procedência Geográfica, concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Outra marca da cidade é sua tradição religiosa: A partir de um quadro trazido da Itália em 1897, iniciou-se o culto a Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, que culminou na construção da primeira igreja em homenagem a essa devoção no Rio Grande do Sul em 1902. Em 1915 o belo templo em estilo romano clássico foi elevado à condição de santuário, transformando-se então no primeiro santuário mariano do estado. A religiosidade expressa-se também na grande concentração de capitéis, espalhado pelos caminhos do interior. A devoção ao “rosário” manifesta-se hoje também no Caminho das Rosas que margeiam as estradas que levam ao Santuário, em especial a VRS 855.