A diversidade de opções faz do Balneário um dos mais procurados tanto por quem busca descanso e tranquilidade quanto por quem procura praias ideais para a prática de esportes. Suas praias oferecem ótimas ondas para os amantes do esporte ou para aqueles que preferem praias calmas, mais ao sul. Uma orla emoldurada por castanheiras compõe o largo abraço de Balneário Piçarras ao Oceano Atlântico, de o
nde se destacam, no horizonte, as Ilhas Italcomi, ícones da cidade, e a misteriosa Ilha Feia, dona de costões rochosos que são pontos de pesca e fonte de lendas. A cidade f**a a 110 quilômetros da capital Florianópolis. Num raio de 60 quilômetros, a cidade está situada entre os principais polos econômicos do Estado, como Itajaí, Blumenau e Joinville, o que confere à cidade uma posição estratégica, oferecendo ao seu visitante a possibilidade de deslocamento rápido até esses centros econômicos e também turísticos. O balneário está integrado nos roteiros da Região Turística Costa Verde & Mar, que compreende 10 cidades da região da foz do Rio Itajaí. Num esforço de ampliar as opções de lazer e atividade, o consórcio das cidades oferece aos turistas três tipos de roteiros: ecoturismo, cicloturismo e, o mais recente, o cultural. Segundo o historiador José Ferreira da Silva, em "História do Município de Penha" (1958), na segunda metade do século 18 pescadores portugueses vindos de São Francisco do Sul desceram a costa em busca de baleias, na época matéria-prima da principal atividade econômica da região. Alguns desses desbravadores se fixaram no pedaço de terra do litoral catarinense que mais avança pelo mar, o qual chamaram de "Ponta do Itapocorói", região habitada pelos índios Carijós. A fartura de baleias e as condições marítimas e geográf**as ideais foram decisivas para que fundassem ali um povoado. Em 1777 nasce "Armação do Itapocorói", núcleo inicial dos municípios de Penha e Piçarras. Vale esclarecer que armação era o nome que os portugueses davam para o local onde erguiam estruturas próprias para o manuseio da baleia. A partir daí, os poucos moradores que já se espalhavam ao longo da costa passaram a ser visitados com mais freqüência por comerciantes que vinham do porto do Rio de Janeiro e retornavam com seus navios carregados de azeite, barbatanas e outros derivados da baleia, negociados em Armação. Essa efervescência econômica atraiu muitas famílias, e em fins do século 18 e início do século 19, os Vieira, San'tAnna, Macedo, Silva Lima, Quadros, Pinto e Figueiredo já configuravam o povoado de Piçarras. Em 1820, passa pelo município o historiador francês August de Saint Hilaire, que registra suas impressões do lugar no livro "Viagem pela Província de Santa Catarina": Percorrendo a praias, descreve, avistam-se casas, de distância em distância, simples choças, e toda a zona fronteira ao mar é muito povoada, enquanto que para o interior há unicamente floresta. O território antes habitado por indígenas cede espaço ao colonizador açoriano. Com a extinção progressiva da baleia, Armação perde espaço econômico e político para Penha. A região hoje compreendida pelo município de Balneário Piçarras passa, em 1839, a integrar a freguesia da Penha, subordinada a São Francisco do Sul. Mais tarde, em 1860, Itajaí assume o distrito de Penha e, portanto, Piçarras. A emancipação política de Penha vem em 1958 e, na mesma época, Piçarras inicia um movimento para emancipar-se também, o que consegue cinco anos depois. A instalação da sede do novo município acontece em 14 de dezembro de 1963. Francisco Fleith assume a Prefeitura.