As fronteiras políticas estão dadas como relações subjetivas e legislativas presentes não só nos limites das cidades como nas relações intrínsecas aos seus habitantes. O interesse em discutir estas fronteiras não é para eliminá-las, senão dissolver e compreender em que movimentos ela une. O evento pretende trazer a fronteira para o platô do contato, das implicações limítrofes, das subversões polít
icas, redescobrindo essa esfera que se constitui no entorno da linha imaginária. A forma como os espaços estão permeados por uma lógica do controle está muito atrelado às fronteiras geopolíticas, por uma sociedade que se preocupa em controlar as relações. Por isso a fronteira não é somente mapa-espacial, mas abarca também relações, criações, pensamentos, configurando-se como e na arte, como e na ciência, como e no espaço de possibilidades de todas as áreas, tempos e espaços. Essa fronteira, portanto, não existe na linha geográfica que delimita os países, as regiões ou as cidades e assim por diante; ela se constrói e é criada-recriada nas ações, na estética que se aterra no território em desterritorialização, ou seja, na potência, na Zona de Experiência. As proposições das mesas acerca da morfologia do cotidiano na fronteira é, portanto, lançá-lo no nomadismo, ou seja, na ação ativa de possibilidades. Não arquiteturas do abandono (corpos) dóceis, mas arquiteturas (corpos) potentes. Composto por acadêmicos do urbanismo, da geografia e da filosofia, o encontro é um recriação dos espaços de fronteira política para uma zona fronteiriça dos pensamentos, à experiência do plasma que emerge da união da diferença para além das características que separam cada área do conhecimento. O evento está promovendo a sua 5ª edição, reiterando os atravessamentos das diferentes abordagens acerca do urbanismo. Mais informações sobre os eventos anteriores no site: .