13/12/2025
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A Prefeitura de Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), encontra-se no centro de uma intensa polêmica após a autorização da doação de um terreno público de mais de 10 mil metros quadrados. A cessão foi feita à empresa LDX Construções Mecânicas Ltda., cujo um dos sócios é um notório doador da campanha do atual prefeito Emiliano Braga (PP). A decisão, aprovada pela Câmara Municipal, tem gerado forte debate e levantado sérias questões sobre a legalidade e a ética do processo, especialmente pela ausência de um chamamento público.
A controversa operação foi formalizada por meio do Projeto de Lei (PL) 129/2025, que concede o direito real de uso do espaço à empresa. Críticos apontam que a falta de um processo de licitação ou chamamento público impediu que outras empresas interessadas pudessem disputar a área, localizada em uma região de alta valorização imobiliária do Vetor Norte da RMBH. Além disso, não houve uma estimativa oficial do valor do imóvel, o que adiciona uma camada de opacidade à transação. Luis Gustavo da Silva Rodrigues, um dos sócios da LDX, é listado como o terceiro maior financiador da campanha de Braga, com uma doação de R$ 100 mil, evidenciando uma ligação direta entre o beneficiário da doação e a administração municipal.
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Em resposta às crescentes críticas, a assessoria da Prefeitura de Pedro Leopoldo defende a legalidade da concessão, afirmando que a operação cumpre a legislação federal e municipal, permitindo a dispensa de licitação por “inviabilidade de competição”. Segundo o Executivo, a área cedida é contígua ao terreno onde a LDX já opera, o que justificaria a medida. No entanto, a explicação não tem sido suficiente para acalmar os ânimos, e a situação continua a ser um foco de indignação e questionamentos sobre a transparência da gestão pública na cidade.