09/05/2026
Representantes indígenas defendem a criação de áreas livres de extrativismo em seus territórios para garantir que eles não se tornem “zonas de sacrifício” para os combustíveis fósseis ou os minerais críticos.
Na primeira conferência global sobre a transição para longe dos combustíveis fósseis, em Santa Marta, na Colômbia, mais de 100 líderes indígenas das Américas, da África, da Ásia e da Oceania realizaram uma reunião autônoma que embasou esta e outras propostas levadas a uma Cúpula dos Povos e a uma reunião de alto nível com ministros de governo.
Em um momento de altos preços dos combustíveis, guerra no Irã e agravamento do colapso climático, a conferência ganhou mais relevância desde que foi anunciada na cúpula da COP30, em Belém, em novembro de 2025.
Os participantes dizem que ela oferece a esperança de um caminho alternativo para a humanidade – menos dependente do petróleo e do gás do Oriente Médio e mais ancorado na energia eólica, solar e em outras formas de energia renovável que sejam mais baratas, mais limpas, mais confiáveis e menos afetadas pelos caprichos dos petroditadores nos Estados Unidos, na Rússia ou nas nações do Golfo.
Em Santa Marta, na Cúpula dos Povos, que reuniu a sociedade civil antes de uma reunião oficial entre ministros dos países participantes, foi divulgada uma declaração de reivindicações enfatizando que “a transição deve defender os direitos individuais e coletivos dos povos indígenas”. O documento afirma também que eles “devem ser envolvidos e priorizados nos direitos de propriedade, planejamento e implementação de energia renovável”.
Leia a reportagem completa de Jonathan Watts, no site da Sumaúma: https://bit.ly/4tVJByg