12/10/2024
A PREFERÊNCIA DO PAULINENSE PASSA LONGE DO NOME ELEITO PARA GOVERNAR A CIDADE.
Edson Moura, o inelegível, os ausentes, os que votaram brancos e nulos, deram de lavada no vencedor das eleições municipais em Paulínia. Danilo Barros recebeu 32.346 votos.
Ausentes, nulos, brancos e votos anulados somam 41 597 cidadãos. Bem acima dos votos de Danilo Barros. Se somarmos os demais candidatos, esse número sobe para 54 128 paulinenses que não queriam a continuidade dessa gestão.
Uma grande maioria de Paulínia que quer outra coisa para a cidade, embora não tenha identificado como isso se traduz em termos de projeto político diferente. Uma Paulínia quer continuar em construção,
Danilo Barros vai ter que pensar muito bem sobre como administrar a cidade, que deve ser para a maioria, incluídos aqueles e aquelas que não o queriam como Prefeito.
PREOCUPAÇÃO PARA VEREADORES.
Este cálculo pode tirar o sono dos vereadores da ampla base da gestão e que chegaram à Câmara. Terão que lidar com a falta de liderança desse novo Prefeito que não empolga a maioria dos eleitores.
E pode ser uma complicação no quadro dentro da Câmara, sempre disposta a dar “amem” a tudo que o prefeito em exercício quiser. Se mantiverem a postura de “Sim, Senhor Prefeito” , podem estar desagradando uma boa parcela do eleitorado.
Uma parcela significativa que a direita convenceu a não gostar de política, a abominar políticos e pode enxergar nos vereadores e no novo prefeito exatamente o perfil que eles aprenderam a abominar.
A grande soma de ausentes, de brancos e de nulos – maior a cada eleição – pode ser o tiro no pé da direita, sempre disposta a favorecer políticas para a elite, deixando de lado o voto consciente quando garantem, ano a ano, o voto de cabresto.
A consequência pode ser dramática, quer para os eleitos, quer para a democracia.
ABSURDO
Ressaltando-se que permitir, pela segunda vez, que o sr Edson Moura concorra a cargos eletivos enganando a população ao alegar que estava elegível, é outro aspecto perigoso e desrespeitoso com a população paulinense.
Até quando?
Edna Della Nina
Jornalista, feminista, ambientalista