02/05/2019
A história dos imigrantes que levavam o nome da região onde habitavam os Russos Alemães do Volga, assim denominados, por terem migrados de onde hoje é a Alemanha para a Rússia a convite da Czarina Catarina II, que ao longo de centenas de anos passaram por momentos difíceis mas foi com a morte da Czarina Catarina II, quando assumiu o trono seu filho perderam muitos direitos e a perseguição foi determinante para parte deste povo imigrarem para terras desconhecidas.
A convite de D. Pedro II para o cultivo do trigo com muita coragem desembarcaram em terras brasileiras na região dos Campos Gerais nas cidades de Ponta Grossa, Lapa e Palmeira.
Os imigrantes Russos Alemães que optaram pelo Brasil, estabeleceram-se em sua maioria, na região sul do Brasil, no estado do Paraná, na região dos Campos Gerais, nos anos 1878 e 1879, onde foram criados três núcleos de colônias.
Em Ponta Grossa, a colônia Octávio com 2.442 imigrantes, sendo 615 famílias; Núcleos Taquary, Tibagy, Guaraúna, Uvaranas, Floresta e Eurídice.
Na Lapa, as colônias de Marienthal, Johannesdorf e Virmond, com 291 imigrantes, sendo 68 famílias.
Em Palmeira, a colônia Sinimbú com 798 imigrantes, sendo 213 famílias; Núcleos Marcondes/Pugas, do Lago, Santa Quitéria, Papagaios Novos, Capão da Anta e Quero Quero, sendo três Católicas e três Luteranas.
As três Luteranas foram:
Colônia Quero-Quero - As Famílias: Albach, Bauer, Christhensohn, Eurich, Hartmann, Hopp, Hornus, Jurk, Knaup, Muller, Neuwirth, Rosenberg, Ruppel, Schweigert, Schwobel, Tammer e Wagner.
Colônia Papagaios Novos - As Famílias: Doning, Dups, Gorte, Holzheier, Justus, Margraf, Rein, Ruppel, Schaffer, Stahle e Zottel.
Colônia Capão d’Anta - As Famílias: Eurich, Hartmann, Hornus, Lederer e Wiegand. - Obs.: Estas famílias abandonaram estas terras por serem improdutivas muito ruim até para o cultivo de subsistência e se juntaram aos da Colônia Quero Quero..
A maioria das colônias não prosperou devido a diversos problemas. Destaca-se a pouca fertilidade do solo, fato que gerava como consequência o insucesso nas lavouras de trigo, fato que na década de 1890 muitos imigrantes foram para a Argentina, só em Ponta Grossa das 615 famílias ficaram 323 famílias. Infelizmente alguns dos que ficaram foram enganados, comprando terras estimulados pelo imperador D. Pedro II. Estas terras, contudo, foram tomadas dos mesmos durante a revolução com a salvaguarda dos republicanos. Os que permaneceram abandonaram a atividade agrícola e passaram a se dedicar ao serviço de transporte de mercadorias com carroções. Outros rumaram para as cidades em busca de novas oportunidades de trabalho, passaram a trabalhar em obras públicas e outras atividades urbanas, enfraquecendo, por conseguinte, os núcleos coloniais.
O uso da língua alemã no Brasil entrou em declínio na década de 1930, quando foi proibida pelo ex-presidente Getúlio Vargas, durante a ditadura do Estado Novo. O Brasil havia declarado guerra à Alemanha e os imigrantes alemães não podiam mais falar seu idioma natal. Alguns continuaram falando seus dialetos em casa e em lugares privados, mas a maioria acabou por adotar definitivamente o português como língua.