13/05/2020
Há 132 anos, Isabel, princesa do Império, assinava a Lei nº3.353, que abolia o regime escravocrata no Brasil. A história oficial tenta contar que a assinatura da lei foi uma concessão da princesa, e apaga todo um processo de luta e resistência, com várias formas de organização coletiva dos ex-escravos, como os quilombos e diversos momentos de subversão ao regime escravista.
O que destruiu as amarras do povo negro e garantiu a liberdade de mais de 700 mil homens e mulheres escravizados foi a resistência desse próprio povo. Porém, isso não foi garantia de reparação e inserção na sociedade, uma vez que essas pessoas foram postas na rua, substituídas por outros grupos étnicos para realizarem o novo trabalho assalariado, impedidas de possuírem terras ou de colocar seus filhos na escola.
Com a República, a escravidão foi substituída pelo racismo institucional, estabelecendo a desigualdade racial como o norte de construção da burguesia. Por isso, neste dia, o movimento negro ecoa suas vozes, exigindo reparação histórica e denunciando a farsa da abolição.
13 de maio não é dia de celebração, mas sim de luta e revolta! Viva o povo negro!