18/07/2024
Carlos Eduardo Lima Jorge, vice-presidente de Infraestrutura da CBIC, destaca que o avanço na infraestrutura brasileira é essencial para a geração de empregos, redução das desigualdades e aumento da competitividade. Atualmente, o estoque de capital de infraestrutura do Brasil representa cerca de 36% do PIB, enquanto o ideal seria acima de 60%. A infraestrutura obsoleta do país, com 40-50 anos de uso e baixa manutenção, resulta em ineficiência e altos custos operacionais. 📰 🗞️
Apesar dos desafios, o Brasil tem mostrado sinais positivos. A aprovação de Marcos Regulatórios, como o Novo Marco Legal do Saneamento e a Nova Lei de Licitações e Contratos, junto com a retomada de investimentos em programas como o Minha Casa Minha Vida e o Novo PAC, são avanços significativos. A recente Lei 14.801/24, que cria as debêntures de infraestrutura, também terá um papel crucial no financiamento do setor.
Para garantir um ciclo virtuoso de desenvolvimento na infraestrutura, é necessário enfrentar desafios como a garantia de bons projetos, segurança jurídica, responsabilidade fiscal, boa governança e competitividade nos projetos. Carlos Eduardo Lima Jorge ressalta que a Administração Pública deve licitar com projetos completos e bem especificados, e que a correta aplicação da legislação pode proporcionar a segurança jurídica necessária.
Além disso, a responsabilidade fiscal deve estar alinhada com a eficiência e o retorno dos investimentos. Projetos devem ser tecnicamente e economicamente viáveis, mas acessíveis a empresas de diversos tamanhos para garantir competitividade. A preferência por contratações pelo melhor preço em vez do menor preço evitará obras paralisadas e atrairá empresas qualificadas e experientes. 💼 📁
O Brasil tem um longo caminho pela frente para modernizar sua infraestrutura. Superar esses desafios com estratégias sólidas e investimentos eficientes é crucial para o desenvolvimento sustentável do país. 📊 📈
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