25/07/2025
Opinião do CEO | Greenwashing no Mercado de Carbono
Greenwashing ainda é o principal risco do mercado de carbono voluntário. E não adianta fingir que não acontece por aqui.
Uma investigação recente da Reuters aponta que, dos 36 projetos de Carbono na Amazônia investigados, 24 envolvem projetos conduzidos por empresas com multas ambientais. Isso só reforça o que nós, do setor de transporte e logística, já percebemos faz tempo:
O mercado ainda tem mais perguntas do que respostas quando se trata de integridade ambiental.
O problema não é a existência de projetos ruins, mas sim a facilidade com que eles passam pelo crivo de certificadoras, consultorias e até mesmo de compradores pouco atentos. Muitos embarcadores e transportadoras, pressionados por BIDs ou compliance, acabam comprando créditos no escuro, confiando apenas em selos ou promessas “verdes”.
O resultado é o risco real de ver seu inventário ESG questionado — ou pior, seu nome envolvido em uma operação que, na prática, não gera benefício ambiental algum. Para mim, não existe ESG “de fachada” que resista à exigência de mercado e legislação. Não se trata de moda: é sobrevivência.
Nossa escolha é clara: precisamos de due diligence rigorosa, checagem independente e, principalmente, educação do mercado para reconhecer o que é legítimo. Não é o papel de um único player, mas de toda a cadeia.
Quem faz direito, prospera. Quem insiste em atalho, vai ficar pelo caminho.
No fim, credibilidade não se compra, se constrói. E o setor de transporte e logística brasileiro está maduro demais para cair em soluções fáceis.
Vamos debater? O que sua empresa tem feito para garantir integridade no inventário e nas compras de crédito de carbono?
Confira a matéria completa da Reuters em https://lnkd.in/dXFYPczR
— Murillo Ferreira, CEO da Celo4 Earth & Idealizador da Verden