28/06/2021
TIRE O SEU MACHISMO DO CAMINHO QUE NÓS VAMOS PASSAR COM "FORA BOLSONARO-MOURÃO"
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TIRE O SEU MACHISMO DO CAMINHO QUE NÓS VAMOS PASSAR COM "FORA BOLSONARO-MOURÃO"
No ato do 19J pelo FORA BOLSONARO-MOURÃO-GUEDES, marchamos pela principal avenida de Nova Friburgo com potentes falas e muitas palavras de ordem. Marcharam crianças, idosos, a juventude combativa, a comunidade LGBT e muitas mulheres. As últimas, em especial, foram covardemente atacadas. Enquanto passávamos em frente à loja “Casas Bahia”, um funcionário colocou para tocar o "Proibidão de Bolsonaro", que chama as feministas de esquerda de cadelas entre outras atrocidades. Sabemos que tal “música” foi produzida por aqueles que, como o genocida no poder, desprezam as mulheres e as encaram como seres inferiores, resultado de uma "fraquejada".
Esse momento se deu durante a fala da companheira Lílian Barbosa, mulher preta, mãe, trabalhadora, periférica, marxista, assistente social e militante valorosa. Companheira que está sempre lutando ombro a ombro com os trabalhadores pela emancipação da nossa classe. Mas o ataque não se restringe a nossa companheira, é um atentado contra todas as mulheres que ousam se levantar e lutar contra as opressões e a exploração do capital.
Infelizmente, muitos da nossa classe fazem coro com nossos algozes. Devemos lembrar que essas atitudes são consequência da própria forma de organização da produção e da reprodução de nossas vidas sob o capitalismo. Ora, como já nos diz Marx, “a classe que tem à sua disposição os meios da produção material dispõe também dos meios da produção espiritual, de modo que a ela estão submetidos aproximadamente ao mesmo tempo os pensamentos daqueles aos quais faltam os meios da produção espiritual. As ideias dominantes não são nada mais do que a expressão ideal das relações materiais dominantes, são as relações materiais dominantes apreendidas como ideias; portanto, são a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante, são as ideias de sua dominação.”
Só a organização coletiva e independente da classe trabalhadora rumo ao poder popular pode colocar em xeque esse modo de produção nefasto que nos empobrece material e espiritualmente. A UJC ousa ser a semente de uma nova sociabilidade! Junte-se às nossas fileiras para juntos construirmos um mundo novo, no sentido do socialismo.
Por fim, recomendamos a leitura da nota do Coletivo Negro Lélia Gonzalez sobre o ocorrido. Todo apoio e solidariedade a companheira Lílian e a todas as mulheres presentes no ato!
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