02/06/2022
𝗦𝗮𝘂́𝗱𝗲 𝗘𝘀𝘁𝗮𝗱𝘂𝗮𝗹: 𝗲𝗺 𝗺𝗮𝗻𝗶𝗳𝗲𝘀𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼, 𝘀𝗲𝗿𝘃𝗶𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗰𝗿𝗶𝘁𝗶𝗰𝗮𝗺 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗶𝘀𝗼𝗻𝗼𝗺𝗶𝗮 𝗻𝗼 𝗣𝗖𝗥
Servidores da saúde estadual do Rio fizeram, na última quarta-feira (1/6), um ato público para denunciar as inconsistências da versão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR) aprovada pela Casa Civil do governo estadual. Versão que, na prática, só contempla os cargos de nível superior e nível técnico, excluindo os servidores dos níveis elementar e fundamental. Realizada em frente ao prédio da Secretaria de Estado de Saúde, na rua México 128 – Centro, a manifestação contou com o apoio do Sindsprev/RJ e reuniu cerca de 200 pessoas. Em seguida, os servidores realizaram assembleia, na qual aprovaram estado de mobilização até a próxima terça-feira (7/6), quando a comissão do PCR se reunirá com a Casa Civil do governo do Estado para buscar uma solução que contemple os trabalhadores dos níveis elementar e fundamental.
Dirigente do Sindsprev/RJ, Clara Fonseca criticou duramente a versão final do PCR aprovada pelo governo. “Lutamos durante 20 anos para conquistar um plano que, na prática, não vai fazer justiça à maioria dos servidores da saúde estadual, que estão situados nos níveis fundamental e elementar. Na prática, esses valorosos trabalhadores foram totalmente desconsiderados na elaboração do plano, que não trata todos os servidores com isonomia. Os servidores dos níveis fundamental e elementar não terão direito à progressão na carreira e f**arão com seus vencimentos básicos reduzidos quase ao salário mínimo. É absurdo”, disse ela.
O PCR (antigo PCCS) é fundamental para assegurar dignidade salarial e funcional aos servidores da saúde no estado. Sancionado pelo governador Cláudio Castro em 9 de junho do ano passado e aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Leis 9299 e 9350/2021), o PCR é uma nova versão do plano de mesmo nome aprovado em abril de 2018 e nunca implementado. O problema é, no PCR, os valores de cada faixa foram rebaixados em relação ao plano anterior, o que trouxe prejuízos aos servidores. Como mais um complicador, os novos valores serão parcelados em 48 meses, ou seja, só serão integralizados daqui a quatro anos.