30/03/2026
O acolhimento de crianças e adolescentes é uma medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente. Ele acontece quando uma criança precisa ser afastada de sua família de origem por situações de negligência, violência ou violação de direitos. Nesse momento, o que está em jogo não é apenas proteção física é, principalmente, proteção emocional.
No Brasil, cerca de 30 mil crianças e adolescentes vivem em acolhimento, e a grande maioria ainda está em instituições (abrigos), enquanto apenas cerca de 5% estão em famílias acolhedoras . Isso revela uma realidade importante: embora a convivência familiar seja prioridade garantida por lei, ela ainda é exceção na prática.
Em Niterói, o serviço de Família Acolhedora existe, mas ainda opera com capacidade limitada. Dados recentes indicam uma média de aproximadamente 2 crianças acolhidas por mês, com previsão de atendimento maior do que o número efetivamente alcançado. Isso mostra que há mais crianças precisando de acolhimento do que famílias disponíveis. E o que isso nos mostra?
Que existem crianças esperando. Mas, principalmente… que faltam famílias dispostas a acolher. Porque o acolhimento não é só uma política pública, é um encontro humano.
É alguém dizendo, com atitudes: “você não está sozinho no mundo.” Cada criança que encontra uma família acolhedora tem a chance de reconstruir a confiança, de ressignificar a dor, de experimentar o cuidado de forma real e contínua. E isso pode mudar tudo.
Não apenas o presente mas toda a forma como ela vai crescer, amar e se relacionar no futuro.
💙 Procura-se Família Acolhedora.
Seja parte dessa transformação.