20/05/2026
✒️ EDITORIAL | A agenda de lutas das organizações Frente Brasil Popular (FBP), Frente Povo Sem Medo (FPSM) e Vida Além do Trabalho (VAT) pelo fim da escala 6×1 e por redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, constitui um passo decisivo para a defesa desses direitos fundamentais dos trabalhadores. Cumpre ampliá-la, com a participação efetiva de outros movimentos, como o sindical, e de personalidades e partidos democráticos – sobretudo os comunistas e a esquerda em geral, intrinsecamente ligados aos trabalhadores –, além do debate teórico para a produção de ideias que dão respaldo a essa justa e necessária reivindicação.
Essa mobilização tem potencial para ser caixa de ressonância dos anseios do povo e dos trabalhadores para pressionar o Congresso Nacional a aprovar a proposta. A redução da jornada, nos termos propostos, beneficia de maneira especial as mulheres, historicamente penalizadas por jornadas extras no âmbito doméstico e familiar. Outro aspecto importante é o tempo de deslocamento de todos os trabalhadores, que dependem de transporte público pessimamente servido, também não levado em conta nas argumentações patronais.
Uma declaração pública unificada das organizações deve apontar a importância da disputa no Congresso Nacional, onde forças da direita e da extrema direita, porta-vozes da pressão patronal, tentam protelar ou desfigurar o Projeto de Lei (PL) do governo. Uma manifestação nesse sentido é o movimento de deputados ligados ao pré-candidato Flávio Bolsonaro que assinaram textos de defesa de compensações ao patronato e medidas como a redução de 50% da contribuição ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
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