A CSP Conlutas – Central Sindical e Popular – foi fundada no Congresso Nacional da Classe Trabalhadora – CONCLAT – ocorrido na cidade de Santos, São Paulo, nos dias 5 e 6 de junho de 2010. A Central nascida no CONCLAT uniu as experiências de organizações sindicais e populares agrupadas em movimentos bem distintos. Da Coordenação Nacional de Lutas – CONLUTAS, que se organizava desde 2004, veio a ma
ior parte da base sindical da nova entidade. A Conlutas surgiu a partir da unidade de vários setores do movimento sindical na luta contra as reformas neoliberais aplicadas pelo governo Lula, e iniciou uma primeira experiência de incorporação dos movimentos populares numa mesma entidade. A Central nasceu ainda agregando as organizações da juventude e de luta contra a opressão que se dispuseram a se unificar sob a bandeira de um programa comum, de defesa dos interesses da classe trabalhadora, contra a exploração e a opressão capitalistas. Da nova entidade fazem parte a Anel (Assembleia Nacional de Estudantes Livre), o Movimento Mulheres em Luta, o Movimento Quilombo Raça e Classe, dentre outros. Essa é uma experiência inovadora na organização de nossa classe no Brasil. Unir, numa mesma entidade nacional, os movimentos sindicais, populares, da juventude e de luta contra a opressão das mulheres, negros, homossexuais e outros segmentos. A CSP-Conlutas pauta a sua atuação pela defesa das reivindicações imediatas e interesses históricos da classe trabalhadora, tendo como meta o fim de toda forma de exploração e opressão. Nossa luta tem a perspectiva de alcançar as condições e construir uma sociedade socialista, governada pelos próprios trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, nossa entidade defende a autonomia e independência frente ao Estado, governos e partidos políticos, a construção da unidade como valor estratégico na luta dos trabalhadores e trabalhadoras, a ação direta, a mobilização coletiva de nossa classe como forma privilegiada de luta. O internacionalismo ativo, a solidariedade internacional entre os trabalhadores e trabalhadoras é parte constitutiva de nosso programa, um objetivo permanente a ser buscado pela Central. A libertação da classe trabalhadora de toda forma de opressão e exploração é uma tarefa que não se inscreve apenas nos marcos de um país e deve ser tomada no plano internacional. Em nosso funcionamento buscamos construir processos que assegurem a democracia operária, um rico e saudável debate interno, respeitando a diversidade política existente em nosso interior. Os processos de decisões das políticas da entidade procuram basear-se na ampla participação das entidades e organizações a ela filiadas, que gozam de autonomia política, organizativa e financeira em relação à Central. Nesse sentido, também numa experiência inovadora frente às outras centrais, a CSP Conlutas possui uma estrutura de direção horizontalizada, com a participação de todas as entidades filiadas em sua Coordenação Nacional, que se reúne a cada dois meses. Dessa forma, buscamos fugir dos modelos cupulistas de direção de outras centrais, fonte de acomodação e burocratização dos dirigentes.