NOSSA HISTÓRIA
Com a convicção de que o Brasil não era mais o País do futuro e sim uma potência mundial em emergência que, em 24 de maio de 1989, um grupo de brasileiros, descontentes com os rumos da política brasileira e com a forma de condução dos partidos políticos brasileiros, decidiu fundar um novo partido de acordo com os preceitos do republicanismo moderno, às portas do século XXI, de mane
ira a resgatar os ideais dos primeiros ideólogos da República brasileira. Com propostas e conceitos modernos, em maio de 1989, na efeméride do centenário da Proclamação da República, este grupo de novos republicanos trouxe a lume o Partido Republicano Progressista (PRP), apresentando-se ao povo brasileiro, com o firme objetivo de contribuir para a construção de uma Pátria justa em suas relações internas, para que seja justa e independente no convívio com as outras nações. O PRP nasceu para que possamos cultivar uma Nação forte, pacífica e próspera, generosa e moderna, e preservar os valores que forjaram a nossa República nos meados do século XIX. Seus fundadores partiram dos pressupostos republicanos que foram legados pelos pioneiros que ousaram enfrentar as forças da Monarquia e levar para os embates do Congresso Imperial uma proposta revolucionária que simplesmente se contrapunha, direta e frontalmente, ao regime vigente. Nesta época, no limiar da segunda metade do século XIX, o Brasil contava com a predominância de dois partidos e ambos eram fortemente monarquistas: o Partido Liberal (Luzias) e o Partido Conservador, que se alternavam no poder desde 1853. Essas alternâncias em muito pouco diferenciava um partido do outro. Com um governo centralizado e enfeixado nas mãos do imperador D. Pedro II e da nobreza, o País vivia um regime parlamentarista aparente. Os efeitos econômicos e sociais, assim como seus custos elevadíssimos, da Guerra do Paraguai, enfraqueceram a Monarquia e contrapôs as forças militares, até então, centradas na Marinha. Por outro lado, crescia o movimento abolicionista, com grande parcela do povo brasileiro postando-se contrariamente à escravatura, então, a base da economia cafeeira brasileira. O mundo passara por intensas transformações políticas desde a eclosão da Revolução Francesa, assim como a Revolução Industrial ditava novas regras para as sociedades europeias. Mas foi a proclamação da 3ª República Francesa, instaurada em 4 de setembro de 1870, e as crises sucessivas em torno do governo imperial que levaram um pequeno grupo de políticos paulistas a lançar um documento que entrou para a história do Brasil, com o nome de Manifesto Republicano, sob a liderança dos maçons Quintino Bocaiúva e Saldanha Marinho, fundadores do Clube Republicano. O Manifesto Republicano foi publicado em 3 de dezembro de 1870, na primeira edição do jornal A República. Este grupo tinha como objetivo derrubar a Monarquia e implantar a República. Três anos mais tarde, em 1873 era realizada a Convenção de Itu, no interior de São Paulo, que deu origem à fundação do Partido Republicano Paulista (PRP), cujos ideais primevos foram fundamentais para o surgimento do moderno PRP. Foram estes homens destemidos que lutaram bravamente, usando como armas as palavras, para derrubar um regime que estava maduro para cair. Américo de Campos, Campos Sales, Prudente de Moraes, Francisco Glicério, Quintino Bocaiúva, Júlio de Castilho, Rodrigues Alves, Bernardino de Campos, marechal Floriano Peixoto, Benjamim Constant, João Tibiriçá, Américo Brasiliense e Rangel Pestana formaram a linha de frente que, em 15 de novembro de 1889, estavam ao lado do marechal Deodoro da Fonseca para por termo ao regime monárquico e implantar a República. Dessa forma, a história do moderno PRP funde-se à própria história do nosso País. Assim como o antigo Partido Republicano definia-se com a voz de um partido que se alçava para falar ao País, em 1873, também o moderno PRP eleva-se dentre os demais partidos brasileiros para defender o verdadeiro republicanismo, cultivando no século XXI os ideais e as ideias do Manifesto, impregnados em defesa das liberdades de consciência, de imprensa, de associação e de ensino, atacando, ainda nos dias atuais, a falta de igualdade social e de oportunidades, os privilégios e a escravidão - que persiste hoje, não mais na figura racial do negro, mas na questão socioeconômica, atingindo igualmente brancos e negros que aos milhões vagueiam de norte a sul do País em busca de melhores condições de vida ou, simplesmente mergulhados vergonhosamente na miséria ignóbil e criminosa. Os tempos mudaram e o Brasil também sofreu enormes alterações desde a Proclamação da República. Os ideais do Manifesto Republicano logo foram tragados no fervor dos momentos políticos. Entre o lançamento do Manifesto em 1873 e a Proclamação, em 1889, decorreram 16 anos. Foram anos conturbados para a Nação brasileira. Foram anos contestadores, carregados de protestos e revoltas, onde crescia a cada mês o descontentamento com a Monarquia, tanto na esfera civil como na militar, onde o Exército, após a Guerra do Paraguai, despontava para concorrer com a Marinha em termos de prioridade nacional, tanto na defesa externa quanto internamente. A jovem República enfrentou problemas graves desde suas primeiras horas. Se de um lado o País contava com a força dos positivistas (discípulos de Augusto Conte, sob a liderança de Benjamin Constant) que conquistaram o direito de inscrever na nova bandeira do Brasil a sua divisa “Ordem e Progresso”, do outro lado contava com a força da Maçonaria anticlerical e antipositivista representada, entre outras figuras, por Saldanha Marinho, um dos redatores da primeira Constituição Republicana do Brasil, em 1891. Neste embate ideológico, a recém-nascida República do Brasil debateu-se entre interesses regionais e individuais, implantando o que se convencionou chamar-se a “era do coronelismo”. Os republicanos optaram pela federalização do País, implantaram o presidencialismo – para fugir do parlamentarismo de fachada que eles tanto lutaram para derrubar -, promoveram a independência dos poderes, determinaram a separação do Estado e da Igreja e extinguiram a hierarquia baseada no nascimento e na tradição de família, substituindo-a pela forma republicana e democrática baseada no talento pessoal e no mérito. Não obstante as mudanças provocadas pela Revolução de 1930, pelo Estado Novo de Getúlio Vargas, pela Redemocratização de 1946, pelo Movimento Militar de 1964 e pela Nova República, o Brasil continuou sob a opressão da desigualdade social e econômica. Os partidos foram suprimidos pelos militares, reduzindo o estado democrático a uma forma de governo híbrida mantida sob a mira dos canhões e dos fuzis. Estabeleceu-se o bipartidarismo com a criação da Aliança Renovadora Nacional (Arena), defensora dos atos dos militares, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que tinha a missão de agregar os adversários do poder militar, desde que sua ação fosse circunscrita aos salões congressuais. Com isso, criou-se no País um sistema de democracia onde se elegia o Poder Legislativo em todas as suas esferas e prefeitos de cidades, desde que não fossem das capitais de Estado. O presidente da República, os governadores e os prefeitos de capitais passaram a ser nomeados. Essa democracia de mentira - amparada na força das armas, na delação constante contra as chamadas “forças subversivas” e na prisão, exílio, morte e desaparecimento de pessoas - persistiu quase 20 anos, minando a formação de novas lideranças políticas no País. As principais lideranças políticas - com o mínimo verniz de progressista que tivessem - tais como o ex-governador gaúcho Leonel Brizola e homens importantes na história recente, como Juscelino Kubitscheck de Oliveira, Carlos Lacerda, Miguel Arraes e Almino Afonso foram exilados; outros se autoexilaram, deixando o País, como Fernando Henrique Cardoso. Em 1979, o presidente João Figueiredo assinou a “Lei da Anistia” (Lei 6.683, de 28 de agosto de 1979). Ainda neste ano, o governo militar devolvia ao povo brasileiro o direito ao pluripartidarismo, permitindo a formação de novos partidos. No ano seguinte, era fundado no Brasil, após um encontro de lideranças socialistas em Lisboa, o Partido Democrático Trabalhista (PDT), por Leonel Brizola, sigla partidária de onde migraram os fundadores do Partido Republicano Progressista (PRP). O Novo Republicanismo (Neorrepublicanos do PRP)
O novo republicanismo brasileiro, simbolizado na fundação do Partido Republicano Progressista (PRP), em 24 de maio de 1989, tem como premissa retomar os sonhos dos primeiros republicanos brasileiros que, em 1870, sonhavam implantar uma Nação soberana, de cidadãos livres, baseada no liberalismo econômico e moderna, capaz de gerar riquezas para elevar a condição de vida de todos os brasileiros. Vencidos 100 anos da Proclamação da República, o que os fundadores do PRP viam no Brasil de 1989, guardados os avanços tecnológicos e as transformações próprias de um século de modernismo, continuava idêntico ao que os republicanos de 1889 viram e deveriam ter combatido com a ferocidade que a Nação requeria: crescente desigualdade social, miserabilidade endêmica, educação e saúde públicas combalidas, descaso com os negócios públicos (ou seja, menosprezo à res publica), inflação galopante estrangulando a economia nacional, o voto de cabresto (coronelismo) substituído pelo abuso impune do poder econômico, perdas constantes das divisas nacionais para o capitalismo internacional e o domínio do poder político por grupelhos compostos de membros da elite oligarca que há cinco séculos sugaram, e ainda sugam, com voracidade as riquezas nacionais. Os fundadores do Partido Republicano Progressista (PRP), em 1989, anteviram a guinada que o mundo político estava sofrendo naquele ano. Anteciparam-se à morte do socialismo, à queda do muro de Berlim, e ao fim da dicotomia Ocidente/Oriente.