Raizes da Luta

Raizes da Luta Coletivo Feminista Natal/RN
Abolicionista
Anti-prostituição*Anti-p***ografia
Anti-pedofilia*Anti-racista*Anti-fascista

28 de setembro é o Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta pela Descriminalização do Ab**to. Essa data foi instituída n...
28/09/2022

28 de setembro é o Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta pela Descriminalização do Ab**to.

Essa data foi instituída no 5° Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho, realizado na Argentina, na década de 1990, e marca a luta das mulheres pelo direito aos seus corpos, pela saúde sexual e reprodutiva e de escolha sobre a interrupção da gravidez.

“No Brasil, o procedimento de ab**to legal pode ser realizado em três situações: em caso de uma vítima de estupro, se a gravidez for de risco para quem gesta e de fetos diagnosticados com anencefalia. Fora essas exceções, o procedimento de interrupção da gravidez se configura como um crime no país, e pode gerar até três anos de prisão.
Aos 40 anos, ao menos 1 mulher em cada 5 já realizou ab**to uma vez na vida. São dados da Pesquisa Nacional de Ab**to, de 2016, realizada por pesquisadores da Anis Instituto de Bioética e pela Universidade de Brasília (UnB). A estimativa é de que mais de 4,7 milhões de mulheres já tenham feito ab**to ao menos uma vez na vida, segundo a Anis.

A pesquisa concluiu que “há tanto ab**to no Brasil que é possível dizer que em praticamente todas as famílias do país alguém já fez um ab**to – uma avó, tia, prima, mãe, irmã ou filha, ainda que em segredo. Todos conhecemos uma mulher que já fez ab**to”.
A defesa da legalização, segundo ativistas, é também para proteger mulheres mais vulneráveis.
Legalizar pode reduzir número de ab**tos

“Tirar o tema do campo da punição e do estigma, tratar como questão de saúde, inclusive para tratar de todas as complexidades relacionadas, poder acolher as mulheres que precisam e entender o que falhou no processo de prevenção, para evitar que ela tenha um segundo ab**to e que outras mulheres não necessitem do ab**to”. É o que defende Gabriela Rondon, advogada e pesquisadora da Anis Instituto de Bioética.

Fonte:
https://www.em.com.br/app/noticia/diversidade/2022/07/16/noticiadiversidade,1380407/ab**to-no-brasil-acesso-precario-estigma-e-morte.shtml

Precisamos da "descriminalização" - nenhuma mulher deve ser presa porque precisou fazer um ab**to. A legalização com políticas públicas de saúde devem ser implementadas pensadas na prevenção e na garantia de direito de escolha de cada mulher principalmente pensado em atender e oferecer apoio as mulheres em situação de maior vulnerabilidade e Desigualdade social. Não deve ser crime ter direito a informação e escolha.

Respot do .rjNós mulheres precisamos de representatividade mais do que nunca.Obrigada pelo apoio:                    .ma...
13/09/2022

Respot do .rj

Nós mulheres precisamos de representatividade mais do que nunca.

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12/04/2022

A aplicação da lei Maria da Penha para pessoas que se identificam como mulheres trans

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu hoje (05/04/2021) que a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), que protege vítimas de violência doméstica, é aplicável a mulheres transexuais no país. A decisão da 6ª Turma da Corte é inédita e foi realizada em unanimidade.

Os Ministros entenderam que a legislação, que trata de situações de violência doméstica e familiar contra a mulher, é baseada em gênero, e que o critério que estabelece a pessoa à quem a lei se aplica não possui base em aspectos biológicos.

A ministra Laurita Vaz ressaltou que os dois conceitos - s**o biológico e gênero - não se confundem, e que a mulher trans seria agredida principalmente por ser mulher. Nesse caso, entenda o “mulher” da fala da Ministra como o conjunto de signos sociais e papéis atrelados ao feminino, a feminilidade em si – feminilidade essa que é um conceito que se modifica de sociedade para sociedade, de época para época, sendo inclusive historicamente utilizado para penalizar mulheres – essas biologicamente falando – que fugiam do padrão.

Logo, há um grande equívoco e apagamento, por parte do judiciário, de que existe um preconceito e discriminação contra mulheres ligados à sua condição biológica, e um reforço de que ser mulher estaria atrelado a um conjunto de estereótipos sociais (o gênero). Essa posição dos tribunais superiores reforça uma jurisprudência que deixa de reconhecer a realidade biológica da mulher como juridicamente relevante e digna de especial proteção como bem jurídico.

"A própria realidade brutal vivenciada pelas mulheres trans nos permite identificar traços comuns com a violência praticada contra as mulheres cis gênero. Porque revela que os atos violentos possuem a mesma origem: a discriminação de gênero", disse a Ministra Vaz.

Discordamos. Primeiramente, a expressão ‘’mulher cisgênero’’ significa a pessoa que, nascida com o s**o biológico feminino, identifica-se com o conjunto de atributos tradicionalmente considerados femininos. O que seriam esses atributos tradicionalmente femininos? O modo de falar, de se vestir, o papel social atribuído pela sociedade – a pessoa que veste rosa, é delicada, fala manso, é maternal e cuidadora? Atribuir a si o termo mulher cisgênero significa aceitar que uma carga de papéis sociais impostos – que não representam todas as mulheres - tenham o poder de definir o que somos e quem devemos ser.

Além disso, a violência vivenciada por mulheres trans se dá por serem do s**o biológico masculino e não corresponderem aos papéis de gênero impostos à esse s**o (fato que pode ocorrer com qualquer um do s**o masculino que não corresponda a esse conjunto de normas, e que não tem similaridade com as razões pelas quais uma pessoa do s**o feminino comumente sofre violências).

Estamos diante de um "assalto" aos direitos adquiridos exclusivamente para o s**o feminino – as mulheres. Agora é lei que pessoas auto identificadas como mulheres trans, mesmo sem identificação social, estejam incluídas na lei Maria da Penha. Esse não é o primeiro ataque que sofremos: o s**o masculino também pode utilizar nossas cotas de participação na política, sendo ignorada a deficiência de participação do s**o feminino, sua importância e o motivo pelo qual elas foram primeiramente instauradas.

E o que nós mulheres lutamos por tantos anos está bem longe de ser adquirido. Observem bem quanto demoramos para conseguir uma lei que nos protegesse: foram anos de luta, momentos de debates intensos com dados, pesquisas e estudos reais de mulheres que morreram nas mãos de seus próprios maridos, namorados ou parentes e algumas que sobreviveram com diversas sequelas emocionais e físicas - assim como a própria Maria da Penha que lutou muito pela proteção de todas as mulheres brasileiras.

E agora, em pouco tempo: Sem dados reais, sem pesquisas concretas trazidas pela Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (ANTRA) que demonstrem que a violência sofrida por essa população é idêntica, no contexto de violência doméstica, àquela sofrida pelas mulheres do s**o biológico feminino, eles conseguiram ser incluídos em mais um espaço exclusivo das mulheres.
2

Qual o interesse desse grupo para que sejam incluídos em uma lei já existente só para mulheres? Porque não lutaram por legislação adequada a tutelar a situação especifica dos tr****tis e transexuais, se houvesse preocupação real com cada pessoa trans que sofre violência? E o que dizer quando uma das pessoas dentro da própria organização foi denunciada pelo Ministério Público por ligação direta com tráfico de seres humanos e exploração sexual da própria população que diziam proteger?3

Existem interesses além da proteção. Se o interesse real fosse a proteção dos transexuais a luta estaria sendo pautada de forma bem diferente.

Além de tudo isso, agora, temos reconhecimento de estereótipos de gênero como algo que determina o que é ser mulher. Perdem-se os dados exatos da violência cometida contra mulheres, na medida que o próprio agressor poderá se auto identificar como mulher, para fugir de uma prisão masculina ; ou mesmo um homicídio cometido por transfobia poderá ser tipificado como feminicídio. Não será mais possível por parte dos pesquisadores informar de fato as estatísticas de violência que acontecem influenciadas por s**o biológico.

Corre-se o risco de se perder uma ferramenta essencial para proteger os direitos das meninas e mulheres para proteger uma população que poderia estar incluída e protegida por seus próprios espaços e legislações específicas – afinal, é inegável que somos diferentes e possuímos demandas e necessidades diferentes. Pena que o nosso judiciário não está mais refletindo isso.

Coletiva Feminista Raízes da Luta, Natal/RN – Brasil, 06/04/2022.

https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/03/01/tse-decide-quecandidatos-trans-devem-contar-para-cotas-nas-eleicoes. TSE decide que candidatos “trans” devem contar para cotas nas eleições.

2 https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/03/01/tse-decide-que-candidatostrans-devem-contar-para-cotas-nas-eleicoes.htm TSE decide que candidatos "trans" devem contar para cotas femininas nas eleições.

https://acapa.disponivel.com/1a-tr****ti-eleita-vereadora-na-cidade-pamela-volp-dedica-vitoria-aoslgbts/ 1ª tr****ti eleita vereadora na cidade, Pamela Volp dedica vitória aos LGBTs.

3 https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2021/11/18/operacao-libertas-mpmg-denunciaex-vereadora-pamela-volp-e-filha-por-tentativa-de-latrocinio-contra-tr****ti-em-uberlandia-outroscrimes-sao-acompanhados.ghtml Operação 'Libertas': MPMG denuncia ex-vereadora Pâmela Volp e filha por tentativa de latrocínio contra tr****ti em Uberlândia; outros crimes são acompanhados.

2 https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/03/01/tse-decide-quecandidatos-trans-devem-contar-para-cotas-nas-eleicoes.htm TSE decide que candidatos "trans" devem contar para cotas femininas nas eleições. https://acapa.disponivel.com/1a-tr****ti-eleita-vereadora-na-cidade-pamela-volp-dedicavitoria-aos-lgbts/ 1ª tr****ti eleita vereadora na cidade, Pamela Volp dedica vitória aos LGBTs. 3https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2021/11/18/operacao-libertas-mpmgdenuncia-
ex-vereadora-pamela-volp-e-filha-por-tentativa-de-latrocinio-contra-tr****ti-em-uberlandiaoutros-crimes-sao-acompanhados.ghtml

Operação 'Libertas': MPMG denuncia ex-vereadora Pâmela Volp e filha por tentativa de latrocínio contra tr****ti em Uberlândia; outros crimes são acompanhados. https://acapa.disponivel.com/1a-tr****ti-eleita-vereadora-na-cidade-pamela-volp-dedica-

Quando entregar tudo é se submeterEstamos vivendo em tempos de uma sociedade pornificada, na qual meninas cada vez mais ...
14/02/2022

Quando entregar tudo é se submeter

Estamos vivendo em tempos de uma sociedade pornificada, na qual meninas cada vez mais jovens são expostas e encorajadas a exibir imagens hipersexualizadas de si, além de se vestir e agir de tal maneira. Nesse contexto, o videoclipe e show das cantoras Luiza Sonza e Ludmila estão em todas as redes, distribuídos pela mídia como símbolos de empoderamento e liberdade feminina, por escolherem exibir seus corpos de acordo com a expectativa social e o olhar masculino, reforçando, portanto, as imagens da indústria p***ográfica. Os conceitos de empoderamento e liberdade têm sido vendidos de maneira falaciosa, em especial na cultura pop, pois mulheres são constantemente bombardeadas com o discurso de que aceitar e seguir o que lhe foi imposto durante toda a vida é uma forma de resistência feminista, quando, na verdade, se trata de uma escolha individual que nada tem a ver com revolução.
Não se trata de culpar ou criticar as cantoras por suas atitudes, até mesmo porque, elas, como todas as mulheres, também fomos socializadas para promover essa cultura pop erotizada, mas, sobretudo, é importante reconhecer o papel de influência exercido por elas, artistas com visibilidade e influência. Nesse sentido, em um país com alto índice de abuso e exploração sexual infantil, falta de informação e de educação sexual, antes mesmo de ouvirem falar sobre qualquer tipo de prevenção, as crianças já estão em contato com diversas fontes de p***ografia por toda a mídia, e essa exposição deixa marcas para toda vida.
Então, sabendo que vivemos em um mundo onde mulheres ainda são traficadas e estupradas dentro de casa é de suma importância assumirmos uma responsabilidade em problematizar, elucidar e combater tudo isso. Quando cantoras decidem entregar tudo de si e se submeter, entregando tudo que já lhe é esperado enquanto mulher, quando levam aos palcos um tipo "p***o leve" na tentativa de naturalizar nossa exibição e exposição para satisfação alheia, quando chamam isso de liberdade, estão enfraquecendo diversas e importantes lutas, a exemplo do combate à pedofilia e à p***ografia.
“Não serei livre enquanto alguma mulher for prisionera mesmo que as correntes delas sejam diferentes das minhas” Audre Lord

A violência sexual ou estupro é uma triste realidade enfrentada pelas mulheres brasileiras. Por vergonha ou medo, muitas...
16/01/2022

A violência sexual ou estupro é uma triste realidade enfrentada pelas mulheres brasileiras. Por vergonha ou medo, muitas escolhem por esconder o ocorrido e enfrentam sozinhas as consequências terríveis desse crime, inclusive deixando de buscar ajuda médica ou da polícia.
No entanto, nem todas estão cientes de que diferentes serviços de saúde disponibilizam medicações importantes para evitar que a mulher seja contagiada por doenças ou que tenha uma gravidez decorrente da violência. Assim como existem leis criadas para proteger uma mulher vítima de estupro.
Por isso, seguem algumas informações valiosas a respeito dos direitos de mulheres sobreviventes de violência sexual.

"Gloria Jean Watkins, publicou seu primeiro livro de poemas "And There We Wept" sob seu pseudônimo em 1978.O nome artíst...
16/12/2021

"Gloria Jean Watkins, publicou seu primeiro livro de poemas "And There We Wept" sob seu pseudônimo em 1978.

O nome artístico, escrito inteiramente com letras minúsculas, era uma homenagem à bisavó."

Desde sempre honrando as mulheres, só temos muito a agradecer. Vai em paz Bell 💜🖤

O desmonte nas políticas sociais nos leva ao Brasil da fome. Fome essa que nunca fora sanada totalmente, fome essa que e...
11/11/2021

O desmonte nas políticas sociais nos leva ao Brasil da fome. Fome essa que nunca fora sanada totalmente, fome essa que existe desde a formação desse país, fome essa que na pandemia fez com que os super-ricos brasileiros crescesse em 34 bilhões em patrimônio, segundo dados da Oxfam.

1% da sociedade concentra metade da riqueza no Brasil, isso numa crise capitalista.

A crise capitalista não são para todos, são para essas pessoas que estão retratadas nas notícias; pessoas que estão garimpando ossos, pessoas que estão sendo presas porque querem não morrer de fome, pessoas que estão hospitalizadas por não terem gás para cozinhar seus poucos alimentos, tudo isso nos leva à uma extrema vulnerabilidade. Enquanto feministas sabemos onde essas meninas e mulheres irão parar, por exemplo. A evasão escolar já está acontecendo, a reforma trabalhista criou uma classe de pobres que mesmo trabalhando não conseguem mais administrar moradia, alimentação e saúde.

A pobreza no Brasil é criada e é cíclica.

Por isso é importante qualquer forma de mobilização que mostre para o governo que estamos atentas ao que está acontecendo, principalmente, quando as mudanças nas políticas sociais afetarem diretamente quem sempre foi mais vulnerável.

Vamos nos organizar politicamente!

Nós, mulheres e organizações, incluindo filiadas a partidos de esquerda, apresentamos através deste Manifesto o nosso re...
12/07/2021

Nós, mulheres e organizações, incluindo filiadas a partidos de esquerda, apresentamos através deste Manifesto o nosso repúdio às recorrentes práticas de silenciamento de mulheres e aos ataques ao nosso direito constitucional à liberdade de expressão e à luta pelos nossos direitos.

No Brasil, assim como no mundo, estamos sofrendo, recorrentemente, ameaças e acusações de "transfobia" por apenas falarmos de nossa condição material ou por defender nossos direitos com base no s**o biológico. Como disse Magdalen Berns: "Não é ódio defender o seu direito, e não é ódio falar a verdade".

Convidamos você à leitura desse manifesto e contamos com seu apoio assinando esse documento.

MANIFESTO DE REPÚDIO AO SILENCIAMENTO SISTÊMICO DE MULHERES PELOS PARTIDOS DE ESQUERDA DO BRASIL Assine o manifesto aqui: https://forms.gle/fDXSmUjHgX2ujTKr9 Nós, mulheres e organizações, incluindo filiadas a partidos de esquerda, apresentamos através deste Manifesto a nossa indignação quant...

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