31/03/2022
Historiadores da cidade contatados pelo Portal Nordeste 360 comentaram os 58 anos do Golpe e Regime Militar.
Marcos Mota, historiador e professor, lembra do envolvimento direto dos Estados Unidos no golpe de 64: “Um grande golpe no sistema político brasileiro no ano de 1964. Apoiado pelos E.U. A. A elite brasileira comanda a derrubada do governo de João Goulart e início de um período tenebroso na vida do brasileiro, com o advento da censura com perseguições, mortes e exílio de vários brasileiros que não concordava com o regime militar”.
Tales Augusto, historiador e professor relata: “Diferentemente de outras nações como Argentina, Chile e Uruguai que puniram os algozes das suas Ditaduras, no Brasil continuam impunes e acreditem, são tidos como heróis. É inadmissível tudo isso, acrescento que foi Golpe o corrido em 1964, não só Militar, mas com apoio de Civis. Precisamos continuar a combater atos que ovacionem a tortura, a morte e tudo que o Brasil teve entre 1964-1985.”
O diretor do SINTE/RN, professor e historiador Jean Carlos Silva, registra que “1964 teve como objetivo silenciar toda a luta dos movimentos sociais brasileiros que vivia uma efervescência no início dos anos 60, na luta pelas reformas de base (educacional, agrária e etc). Setores conservadores e elitistas da sociedade brasileira, apoiaram os militares em sua sanha golpista, se somando ao delirante discurso anticomunistas. O que se seguiu após o golpe de 31 de março de 64, foram 21 anos de uma ditadura violenta, que através das edições dos chamados Atos Institucionais (AIs) impôs ao país um regime corrupto e sanguinário. Promovendo a censura, perseguição, exílio e tortura aos que dela discordaram e que organizaram a resistência”.
O vereador mossoroense Pablo Aires (PSB), apresentou ontem (30), um importante Projeto de Lei que ocupa um vácuo no legislativo municipal da cidade que