O nome foi dado em homenagem à cidade paulista homônima onde residia as famílias dos idealizadores da cidade de Mirassol D'Oeste, o Sr. Antonio Lopes Molon e Benedito Cesário da Cruz, que vieram para a região por volta de 1958, adquirindo algumas terras devolutas, onde hoje está o município. No passado a área era ocupada por índios Bororós, também chamados pelos desbravadores paulistas de índios C
abaçais. Hoje os poucos descendentes dessa gente estão em reservas indígenas no município de Barra do Bugres. A arrancada do povoamento da região de Mirassol d'Oeste começou realmente com a construção da Ponte sobre o rio Paraguai, no município de Cáceres, no ano de 1960, no governo estadual de João Ponce de Arruda. A colonização dessa área foi grandemente impulsionada pelos projetos do Governo Federal e Estadual que, entre outras vantagens, concediam incentivos fiscais à colonização do centro-oeste, como uma forma de incentivo para a ocupação da Amazônia, que era realmente o foco do Governo nessa época. Com isso muitos paulistas das cidades de Fernandópolis, Jales, Mirassol, Santa Fé do Sul, São José do Rio Preto, Votuporanga, vieram para cá, trazendo consigo muitos sonhos a serem realizados na região. Até dezembro de 1976 Mirassol D'Oeste ficou sob a jurisdição do município de Cáceres, acontecendo a instalação oficial do município em 1.º de fevereiro de 1977, com sessão na Câmara Municipal, sendo nomeado interinamente na direção do município de Mirassol D'Oeste o Sr. Ataíde Pereira Leite, com apenas 25 anos de idade, sendo substituído pelo Sr. Samuel Greve, nomeado pelo Governador de Mato Grosso Frederico Campos. Geografia
Localiza-se a uma latitude 15º40'30" sul e a uma longitude 58º05'45" oeste, estando a uma altitude de 260 metros. Possui uma área de 1134,31 km². É o município de maior densidade demográfica, mais populoso e o que possui o segundo melhor IDH da microrregião do Jauru. Se o município continuar no mesmo ritmo de crescimento que apresentou de 1991 até 2000, então terá um IDH acima de 0.800 em 2010. Clima
Mirassol d'Oeste possui um clima tropical subúmido, ou seja, um período seco e outro úmido bem definidos. O período das chuvas, ou úmido, inicia-se na primavera indo até o final do verão; e o período seco inicia-se no outono indo até o final do inverno. O primeiro período está associado a alta umidade relativa do ar e ao calor, quando a tempeartura pode chegar aos 40°C. O segundo período caracteriza-se pelas neblinas de outono, eventuais dias frios, noites e madrugadas amenas ou frias, e pela fumaça devido às queimadas. As geadas são raras. Economia
A economia expressiva do município baseia-se no gado de corte e leiteiro e na produção de álcool. Possui um frigorífico, uma triparia de grande porte, um laticínio, uma granja (indústria) e uma usina-de-cana. As demais áreas da economia giram em torno do próprio comércio local, atendendo às necessidades de toda a Microrregião de Jauru. Mirassol d'Oeste funciona como um minipólo à Microrregião de Jauru, sendo o pólo a cidade de Cáceres. Infraestrutura
Mirassol d'Oeste possui uma estrutura urbana de uma cidade pequena de interior. No setor de lazer conta com clubes; recinto; pista de motocross. No setor de transportes conta com duas rodoviárias; aeroporto de pequeno porte; três linhas de ônibus circulares, sendo uma municipal e duas intermunicipais, conectando a cidade a São José dos Quatro Marcos e a Curvelândia; e ainda viagens diárias às cidades da região e à capital Cuiabá. Linhas interestaduais ligam o município aos estados de Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, incluindo a capital deste estado. No setor de comunicação conta com uma afiliada à Rede Record, a TV Regional, além de emissoras de rádio e empresas de telefonia celular. Ciência
A primeira vez que um trabalho científico realizado no país confirmou solidamente a ocorrência de uma glaciação global na América do Sul, foi feito no município de Mirassol d'Oeste, em 2001. A pesquisa que faz parte da tese de doutorado pela USP, de Afonso César Rodrigues Nogueira, da Ufam, revelou que no período Neoproteozóico, compreendido entre 600 e 570 milhões de anos atrás, a região foi submetida a uma tempearatura de 50°C negativos, aniquilando quase totalmente a vegetação, sobrevivendo apenas poucos organismos, como as cianobactérias, que resistiam à água gelada. No final desse período, a região foi submetida à temperatura de 50°C positivos. Foi justamente essa mudança brusca que deixou marcas no relevo de Mirassol d'Oeste. O estudo, realizado pela USP, em colaboração com a UFPE e as Universidades Federais do Amazonas (Ufam) e do Pará (UFPA), se baseou na análise de amostras de rochas coletadas.