07/07/2026
Feminicidio não é coisa da atualidade...
Depois de mais de 30 anos de casamento, ela pediu o divórcio. Dias depois, foi assassinada pelo próprio marido, que tentou destruir o corpo na churrasqueira da casa onde os dois viveram por décadas.
Esse é o caso de Claudete Sampietri, que chocou Curitiba em 2017.
Claudete e Mauro Sampietri se conheceram ainda adolescentes, quando tinham apenas 16 anos. Construíram uma vida juntos, tiveram três filhos e permaneceram casados por mais de três décadas.
Segundo familiares, Claudete vivia um relacionamento abusivo e tinha tanto medo do marido, Mauro Sampietri, que desconfiava que ele pudesse colocar veneno em sua comida.
Quando os filhos cresceram, Claudete finalmente tomou coragem para colocar um fim no casamento.
Em janeiro de 2017, ela pediu o divórcio.
Segundo a investigação, Mauro não aceitava dividir o patrimônio que construíram juntos, nem pagar a pensão determinada à esposa.
Poucos dias depois, no dia 20 de janeiro de 2017, Claudete foi morta dentro da própria casa.
Segundo a investigação, Mauro atingiu a esposa na cabeça, desm*mbrou o corpo e colocou o tronco dentro de uma mala, que foi abandonada em uma área de mata.
Já a cabeça, os braços e as pernas foram queimados na churrasqueira da residência, numa tentativa de eliminar as provas do crime.
No dia seguinte, ele chegou a contratar uma diarista para limpar a casa.
A mulher estranhou o forte cheiro vindo da churrasqueira, mas Mauro disse que estava queimando restos de ossos de um churrasco e pediu que ela não limpasse aquele local.
Enquanto tentava apagar os vestígios, também registrou o desaparecimento da esposa e disse aos próprios filhos que ela havia ido embora com outro homem.
Mas os filhos perceberam manchas avermelhadas dentro da casa e acionaram a polícia.
A perícia encontrou grande quantidade de sangue no imóvel, e o tronco de Claudete foi localizado pouco tempo depois.
Em 2018, Mauro foi condenado a 21 anos de prisão.
Mesmo assim, conseguiu fugir, porque mesmo após esse crime, cumpria prisão domiciliar.
Ele foi capturado apenas em 2022, vivendo em Mato Grosso do Sul com nome falso e com uma mulher que era como conhecida de Claudete.
Após a recaptura, confessou ter assassinado Claudete.