18/09/2025
O campo nazista de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, foi projetado para a morte e a desumanização. Mas ali a música encontrou um espaço improvável. 🎻
Uma orquestra feminina foi formada em 1943 por prisioneiras mulheres, sob ordens da SS, para servir de instrumento de propaganda nazista e também para acompanhar a rotina do campo: marchas de prisioneiros para o trabalho forçado, apresentações diante de oficiais nazistas e até durante seleções para as câmaras de gás.
Entre as integrantes estavam jovens judias e não-judias, como a violoncelista Anita Lasker-Wallfisch e a pianista Fania Fénelon, que mais tarde testemunharam o que viveram. Sob a regência de Alma Rosé, sobrinha do compositor Gustav Mahler, o grupo ganhou disciplina e também ousou manter viva a memória de suas origens, ensaiando em segredo músicas proibidas.
Você consegue imaginar isto? A existência da Orquestra Feminina de Auschwitz mostra como o regime nazista era capaz de usar a arte como ferramenta de controle e humilhação. Por outro lado, perceba como essas mulheres transformaram a própria música em um refúgio, preservando dignidade diante do inominável.