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13/07/2016

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Cortiço, O: Análise do livro de Aluísio de Azevedo

Um caminho para penetrar na riqueza visual proporcionada pelo maranhense Aluísio Azevedo (1857-1913), no romance "O Cortiço" (1890), é lembrar que os interesses iniciais do escritor eram o desenho e a pintura. Trabalhou como caricaturista e, em 1876, viajou ao Rio de Janeiro para estudar Belas Artes, obtendo seus primeiros ganhos com desenhos para jornais. Só com a morte do pai voltou ao seu Estado natal e se dedicou à literatura, escrevendo "O Mulato" (1881), considerado o primeiro livro da escola naturalista nacional.

Esse amor à imagem gera, em "O Cortiço", uma narrativa em que as estrelas não são João Romão, português que, com o objetivo de enriquecer, constrói e aluga casas até ser proprietário de um imenso cortiço; o rico compatriota Miranda, burguês que não vê com bons olhos a ascensão do vizinho; e um grande bloco de personagens formado por brancos, pretos, mulatos, lavadeiras, malandros, assassinos, vadios e benzedeiras, tratados como animais movidos pela comida e pelo s**o.

O grande astro é o próprio cortiço. Ele tem vida autônoma, bem a gosto da estética naturalista, que atribui vida própria aos agrupamentos humanos, segundo princípios científicos em que o meio é determinante, senhor soberano dos destinos humanos.

Crítica social

Assim, num universo marcado pelos mais diversos tipos de "vícios", como a lascívia e a homossexualidade - considerados, pelo autor, à época, como problemas -, a degradação moral é inevitável. Azevedo age como desenhista e pintor que era, justapondo cenas em que evidencia o caos em que se afundam os personagens do cortiço dirigido com autoritarismo por Romão.

O mais significativo é que os dois portugueses irão integrar a mesma família, pois Romão deseja se casar com Zulmira, filha de Miranda. Para isso, o dono do cortiço precisa se livrar de sua companheira, a escrava Bertoleza, que esteve ao seu lado em todo o seu processo de ascensão social.

Ele havia forjado uma falsa carta de alforria e, para se livrar da mulher que o incomodava em seu desejo de ascensão social, chamou os antigos proprietários da escrava, denunciando-a como fugida. Quando a polícia vem buscá-la, ela, numa cena bem ao gosto naturalista, rasga o próprio ventre com um facão. A miséria moral do dono do cortiço gera a miséria existencial de sua companheira.

Enredo

O detalhamento na narração, a sensualidade de cenas como as que envolvem a bela Rita Baiana, moradora do cortiço disputada por Firmo e o rival Jerônimo, e o determinismo que atinge personagens como Pombinha, moça delicada que perde a pureza devido ao ambiente que a cerca, revelam que o livro é uma pintura naturalista de cenas articuladas em nome da miséria econômica e moral de um cortiço em fins do século 19.

Aluisio Azevedo destaca o que há de mais sórdido no ser humano. Isso não é feito a partir de dramas pessoais, mas pelo estabelecimento de um enredo que parece uma pintura panorâmica, em que cada cena compõe um todo de dor existencial, gerado pela atmosfera conspurcada do cortiço.
Disponível:

EE DR. Pio Antunes de Figueiredo e Sala De Leitura Monteiro LobatoMemórias Póstumas de Brás Cubas: Análise do livro de M...
13/07/2016

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Memórias Póstumas de Brás Cubas: Análise do livro de Machado de AssisCOMENTE

Para o conceituado crítico literário americano Harold Bloom, Machado de Assis (1839-1908) é um dos 100 maiores escritores da literatura de todos os tempos. Tal afirmação dá uma dimensão de como o escritor carioca é um dos poucos autores nacionais a ultrapassar as fronteiras impostas pela língua portuguesa em termos de reconhecimento internacional.

Esse prestígio deve-se, em boa parte, ao resultado estético da sua segunda fase literária, vinculada ao realismo e iniciada justamente com "Memórias Póstumas de Brás Cubas", em 1881. A obra foi seguramente a mais radical experimentação da prosa brasileira até aquele momento.

O tom diferenciador começa na própria escolha do narrador, um defunto, chamado Brás Cubas. Ao rever a sua existência, ironiza sobre a falta de sentido da vida. A história contada é bem menos importante do que os recursos linguísticos apresentados, com um narrador que diz que capítulos podem ser pulados ou lidos fora de ordem.

Mundo interior

Em seus romances ligados ao romantismo Machado não foge às convenções do gênero, embora com menos exageros que os seus contemporâneos. Nas suas criações realistas, porém, a preocupação não está na sociedade brasileira especificamente, mas sim na busca de temáticas universais, que mostrem a fragilidade humana diante das mais variadas situações, como o amor, a vida e a morte.

Ao contrário do romantismo, os personagens e as paisagens não são importantes. O centro das atenções é a maneira de contar a história e a forma como a realidade é vista. O mundo interior dos personagens é trazido para o primeiro plano. Isso ocorre em 145 capítulos curtos, alguns célebres, como o 7o, intitulado "O Delírio".

Brás Cubas conta a sua história a partir da morte, do final para o começo, amargurado por ter passado pela vida com dinheiro, mas sem aquilo que mais desejava: o reconhecimento público. No amor, também havia sido rejeitado. Virgília, presente em seu enterro, o trocara por Lobo Neves, mas depois fora sua amante.

Hipocrisia e ironia

Instaura-se, assim, o tema da hipocrisia, constante na prosa machadiana. Aos 17 anos, por exemplo, Brás conhece Marcela, pr******ta espanhola radicada no Rio de Janeiro, a quem enche de presentes com o dinheiro paterno. Indignado com a descoberta de que seu dinheiro estava sendo usado com esse fim, o pai envia o protagonista para estudar na Europa, de onde retorna bacharel. Anos mais tarde, reencontra Marcela, desgastada pelo tempo implacável, dona de uma pequena loja e com o rosto marcado pela varíola.

Infeliz, Brás sonhava alcançar a fama pela invenção de um "emplasto anti-hipocondríaco, destinado a aliviar a nossa melancólica humanidade". Consegue apenas mais um fracasso para a sua coleção de insucessos, ironizados na própria dedicatória do livro: "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico com saudosa lembrança estas Memórias Póstumas".

No último capítulo, significativamente chamado "Das Negativas", existe um balanço, claramente negativo da passagem pela vida, que termina com a famosa afirmação "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria". Trata-se de uma afirmação forte, escrita por um irônico narrador, como o próprio Machado, conhecido como o Bruxo de Cosme Velho, pelo seu mágico poder de lidar com as palavras.
Disponível em:

13/07/2016

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Iracema: Análise do livro de José de Alencar

"Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba [...]" Com essas palavras, José de Alencar começa "Iracema", a que chama "Lenda do Ceará" e que é, na verdade, um texto de difícil classificação.

Trata-se claramente de um romance se consideramos seu enredo. Por outro lado, é um poema em prosa, se levarmos em conta o estilo, em que predomina o lirismo amoroso e a exploração do vocabulário indígena no português falado no Brasil.

Certamente um ponto altíssimo no conjunto da obra de José de Alencar, "Iracema" - apesar das dificuldades que a linguagem pode apresentar ao leitor de hoje - merece de fato ser lido, do começo ao fim.

O texto é muito breve, com cerca de 80 páginas nas edições mais recentes. No entanto, seu enredo é repleto de aventuras e peripécias, bem ao gosto do Romantismo, escola literária da qual Alencar é um dos maiores expoentes no Brasil.



Enredo

A história se inicia com o guerreiro branco Martim Soares Moreno, amigo dos índios pitiguaras, que habitavam o litoral, perdendo-se nas matas. Lá foi encontrado por Iracema, a deslumbrante virgem, filha do pajé Araquém, da tribo dos tabajaras, habitantes do interior da região.

Iracema acolheu o jovem branco e o levou para sua tribo, onde ele foi recebido como hóspede e amigo. Ao inteirar-se da celebração que os tabajaras faziam a seu grande chefe Irapuã, que vai comandá-los num combate aos pitiguaras, Martim resolveu fugir, naquela mesma noite. Iracema o impediu, pedindo-lhe que aguardasse a volta de seu irmão Caubi, que poderia guiá-lo pelas matas.



Triângulo amoroso

Aos poucos, surge um afeto entre Iracema e Martim, que logo se transformou em paixão. A situação se complica, pois Irapuã também estava apaixonado pela índia e tentou matar Martim quando este já deixava a aldeia, após descobrir que Iracema, por ser filha do pajé e guardiã do segredo da jurema, deve permanecer solteira.

No entanto, a união dos dois se consuma numa noite em que Martim, em sonho, imaginou possuir Iracema, sendo que esta de fato se entregou a ele. Desse modo, quando Martim decide partir para escapar a Irapuã e aos tabajaras, Iracema lhe revelou a verdade e se dispôs a segui-lo. Os dois partiram ao encontro de Poti, chefe dos pitiguaras, que considerava Martim seu irmão. Foram seguidos por Irapuã e os tabajaras, o que resulta no conflito entre as duas tribos adversárias.

Mesmo sofrendo pela derrota de seu povo e pela morte de muitos dos seus, Iracema segue Martim e passa a viver com ele na tribo de Poti. Com o passar do tempo, porém, Martim se mostra desinteressado pela esposa, parece sentir saudades da civilização de onde veio, mas sabe que não pode ir para lá e levar Iracema com ele. Nesse ínterim, o guerreiro branco - que adotou o nome indígena de Coatiabo - enfrenta diversos combates, enquanto Iracema engravida de um filho seu. Ainda assim, a índia sofre as constantes ausências do marido e definha de tristeza.



O filho do sofrimento

Ao voltar de uma batalha, Martim encontra Iracema com seu filho - a quem ela chamou Moacir, que significa "o filho do sofrimento". A índia está extremamente debilitada. Só teve forças para entregar o filho ao pai e pedir-lhe que a enterrasse aos pés de um coqueiro de que ela tanto gostava. O lugar onde Iracema foi enterrado passou a se chamar Ceará - segundo a tradição, Ceará significa canto da jandaia, a ave de estimação de Iracema.

Sofrendo a perda de Iracema, Martim retorna a sua pátria com o filho. Quatro anos depois, volta novamente ao Brasil, onde ajuda a implantar a fé cristã, convertendo Poti, que recebeu o nome de Felipe Camarão. Os dois ajudaram o comandante Jerônimo de Albuquerque na luta contra os holandeses. Quando podia, Martim ia ao local onde Iracema estava enterrado e se deixava consumir pela saudade.

O simbolismo da narrativa de Alencar é evidente: do cruzamento das duas raças - o europeu e o índio - nasce o brasileiro. Nesse sentido, a obra é uma expressão do Indianismo que caracterizou a primeira fase do Romantismo no Brasil. O país - cuja independência completava 43 anos à publicação de Iracema (1865) - precisava valorizar suas raízes e sua história, para afirmar-se como nação livre e soberana.

13/07/2016

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Já no processo seletivo de 2019, a Fuvest mudou a obra de Eça de Queirós: sai "A cidade e as serras" e entra "A relíquia". Os demais livros são mantidos. Confira a lista completa:

Iracema - José de Alencar;
Memórias póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis;
O cortiço - Aluísio Azevedo;
A relíquia - Eça de Queirós;
Minha vida de menina - Helena Morley;
Vidas secas - Graciliano Ramos;
Claro enigma - Carlos Drummond de Andrade;
Sagarana - João Guimarães Rosa;
Mayombe - Pepetela

13/07/2016

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Para o vestibular 2018, sai a obra "Capitães da Areia", de Jorge Amado, e entra "Minha vida de menina", de Helena Morley. Veja a lista:

Iracema - José de Alencar;
Memórias póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis;
O cortiço - Aluísio Azevedo;
A cidade e as serras - Eça de Queirós;
Minha vida de menina - Helena Morley;
Vidas secas - Graciliano Ramos;
Claro enigma - Carlos Drummond de Andrade;
Sagarana - João Guimarães Rosa;
Mayombe - Pepetela

EE DR. Pio Antunes de Figueiredo e Sala De Leitura Monteiro LobatoConfira a lista para os vestibular 2017:Iracema - José...
13/07/2016

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Confira a lista para os vestibular 2017:
Iracema - José de Alencar;
Memórias póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis;
O cortiço - Aluísio Azevedo;
A cidade e as serras - Eça de Queirós;
Capitães da Areia - Jorge Amado;
Vidas secas - Graciliano Ramos;
Claro enigma - Carlos Drummond de Andrade;
Sagarana - João Guimarães Rosa;
Mayombe - Pepetela

DesafiodeLeituraSP

Créditos -

A Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) que seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo) acaba de divulgar a nova lista de livros ob...

EE DR. Pio Antunes de Figueiredo e Sala De Leitura Monteiro LobatoLivro - A Tormenta de Espadas - As Crônicas de Gelo e ...
13/07/2016

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Livro - A Tormenta de Espadas - As Crônicas de Gelo e Fogo - Livro 3

A Tormenta de Espadas é o terceiro livro da série de George R. R. Martin, grande sucesso da literatura dos últimos tempos.

Os Sete Reinos já sentem o rigoroso inverno que se aproxima, mas as batalhas parecem estar ainda mais cruéis e impiedosas. Enquanto os Sete Reinos estremecem com a chegada dos temíveis selvagens pela Muralha- numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas - Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, divide-se entre sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar.

Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será que ele conseguirá vencer os desafios que não se resolvem apenas com a espada? Arya continua a caminho de Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçada como ela terá grande dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam.

Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra; e Sansa, livre do compromisso com o homem que agora ocupa o Trono de Ferro, precisa lidar com as consequências de ser a segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon estariam mortos.

No Leste, Daenerys Targaryen navega em direção às terras da sua infância, mas antes ela precisará aportar às desprezíveis cidades dos esclavagistas. A menina indefesa agora é uma mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar em uma conquistadora impiedosa?

Todo o território continua a ferro e fogo

13/07/2016

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“15 dicas de leitura para vencer os vestibulares 2017”

15 – Fique atento! Sempre postaremos por aqui, dicas, resumos e resenhas.
Mas lembre-se cada pessoa é diferente, então entenda seu comportamento e adeque as dicas que se encaixem melhor com você.

13/07/2016

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“15 dicas de leitura para vencer os vestibulares 2017”

14 – Pedir sugestões a amigos, familiares e até professores sobre os livros, até trocar ideias com a galera sobre o que está lendo é interessante.

13/07/2016

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“15 dicas de leitura para vencer os vestibulares 2017”

13 – Ouvir música e opcional, existem pessoas que adoram colocar uma musiquinha de background para deixar tudo ainda mais emocionantes.

13/07/2016

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“15 dicas de leitura para vencer os vestibulares 2017”

12 – Crie um espaço de leitura: pode ser onde você quiser! De preferência que seja bem iluminado, arejado e confortável.

13/07/2016

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“15 dicas de leitura para vencer os vestibulares 2017”

11 – Algumas leituras não podem ser feitas sem um dicionário ao lado, não importa o quanto a pessoa entenda a língua portuguesa.

Endereço

Joao Baptista Borges
Lourdes, SP
15285000

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