06/08/2021
Na ultima quarta feira, dia 04 de agosto, o corpo de Daiane Griá Kaingang, jovem indígena de apenas 14 anos, foi encontrado na Terra Indígena do Guarita, cidade de Redentora/ RS, sem roupas e com partes do corpo, da cintura para baixo, arrancadas e dilaceradas ao lado do corpo.
As violências, inclusive sexual, contra as meninas e mulheres indígenas remontam a invasão dos europeus em território Pindorama. Como se diz, o Brasil nasceu do estupro. E a prática de violência contra as mulheres indígenas persiste e se acentua em tempos de discursos de ódio contra os povos originários dessa terra.
O assassinato de Daiane, com requintes de crueldade e com detalhes que não temos condições de mencionar, é um retrato do que vivem os povos indígenas no Brasil, especialmente as mulheres indígenas. Lamentamos e prestamos nossa solidariedade à família e ao povo Kaingang que assim como o corpo da jovem, é cotidianamente dilacerado por aqueles que discursam pela civilização e praticam a barbárie.
Que a dor dessa perda se transforme em luta para àquelas e àqueles que são resistência a mais de 500 anos. Nossos braços e força estão a postos e a serviço dessa luta! Por nenhuma a menos, porque vidas indígenas importam, exigimos justiça!