01/11/2022
Novembro Azul – Mês de prevenção ao Câncer de Próstata
A mais recente estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), indica que o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens. Corresponde a 13,5% de todos os cânceres do mundo, acometendo principalmente os homens a partir dos 50 anos de idade, sendo a idade o principal fator de risco. Segundo estudos do INCA – Instituto Nacional do Câncer, a estimativa de novos casos para o câncer de próstata está em torno de 65.840 para 2022.
O aumento da incidência está relacionado ao aumento da expectativa de vida da população, a procura pela especialidade de urologia e consequentemente, pelo exame de PSA – antígeno específico prostático em decorrência das consultas médicas.
O surgimento do câncer pode ter diversas causas, tanto internas, que não podemos mudar, quanto externas, em que certamente podemos e devemos intervir. Ainda de acordo com o INCA, os fatores externos influenciam entre 80% a 90% na alteração da estrutura genética celular.
Para as causas internas temos as mutações genéticas como a habilidade do sistema imunológico de nos defender, as variações hormonais e a idade. Já as causas externas temos os hábitos de vida, alimentação, exposição a agentes químicos, entre outros.
Assim, identificar os fatores de risco é fundamental para a prevenção da doença bem como a realização dos exames preventivos.
Em tumores mais volumosos, o câncer de próstata pode ocasionar dificuldade para urinar, ardor e jato urinário fraco, acordar a noite várias vezes para urinar, apresentar gotejamento de urina após completar a micção e, mais raramente, dor e presença de sangue na urina e no es***ma.
Diagnóstico
O toque retal, ou toque digital é o exame físico a**l para avaliar a glândula em busca de alterações, como nódulos (caroços), partes endurecidas ou aumento de tamanho.
A dosagem do antígeno prostático específico (PSA) é uma proteína produzida normalmente pela próstata e ao identificar alteração no valor inicia-se a investigação desse aumento.
Outros exames complementares ao diagnóstico do câncer de próstata, além da biópsia transretal com ultrassom são a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a cintilografia óssea.
O sistema de Gleason é uma classificação informativa sobre a provável taxa de crescimento do tumor e a possibilidade de disseminação. Nesse score, as lesões bem moderadamente e pouco diferenciadas são graduadas de um a cinco, conforme o padrão encontrado denotando maior ou menor agressividade do tumor.
(Fonte instituto Nacional do Câncer