31/07/2026
🎶🌽💌 O que uma quadrilha junina tem a ver com um dos poemas mais famosos da literatura brasileira?
João amava Teresa. Teresa amava Raimundo. Raimundo amava Maria... e ninguém ficou com quem queria.
Em Quadrilha, Carlos Drummond de Andrade transforma os desencontros amorosos em poesia. Como na dança típica das festas juninas 💃🕺, os pares se cruzam, trocam de direção e nunca se encontram de verdade.
Mas a maior ironia do poema está no final. 🎭
Enquanto alguns personagens partem, outros ficam sozinhos e seus destinos são marcados pela tragédia, Lili — a única que “não amava ninguém” — acaba se casando com J. Pinto Fernandes 💍, um personagem que sequer havia aparecido antes.
Coincidência? Destino? Ou uma crítica de Drummond à ideia de que o casamento é sempre resultado do amor? 🤔
Com humor e ironia, o poeta revela a imprevisibilidade das paixões humanas e questiona convenções sociais que ainda hoje fazem parte do nosso cotidiano. Alguns estudiosos apontam, inclusive, uma possível referência de Lili à figura mitológica de Lilith, associada à independência feminina.
📚 O poema integra Poesia 1930-1962, edição que reúne dez livros de Carlos Drummond de Andrade e permite acompanhar a trajetória de um dos maiores nomes da literatura brasileira.
Além dos poemas, a obra apresenta manuscritos, versões anotadas pelo autor, capas das primeiras edições e textos críticos que ajudam a compreender o contexto de criação de sua poesia.
✨ Entre bandeirinhas 🎏, passos de dança 💃🕺 e corações desencontrados 💌, Quadrilha continua nos provocando: os caminhos do amor seguem alguma lógica ou são feitos de encontros e desencontros?