16/03/2016
PARCERIA INTRA SAÚDE ENTRE CEREST REGIONAL E A ÁREA TÉCNICA DE TUBERCULOSE E HANSENÍASE DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE JOÃO PESSOA OBJETIVA FORTALECER A ARTICULAÇÃO NA REDE EM SAÚDE PARA DIAGNÓSTICO EM SILICOSE.
A silicose é uma pneumoconiose causada pela inalação de partículas de sílica. A sílica (ou óxido de silício) é o principal componente da areia e matéria prima para a fabricação do vidro e do cimento. As consequências da inalação dessa substância, limita muito a capacidade respiratória da pessoa afetada, tanto no que diz respeito à capacidade de oxigenação do sangue quanto à expansão pulmonar, com repercussão em outras funções orgânicas, sobretudo cardíaca. A silicose é, pois, uma doença profissional e geralmente afeta os mineiros que trabalham em túneis e galerias e todas as demais pessoas expostas ao pó de sílica.
A sílica se deposita nos alvéolos pulmonares, causando graves danos a eles e levando a uma fibrose pulmonar nodular irreversível.
QUAIS OS PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS DA SILICOSE?
A silicose pode provocar dificuldades respiratórias, febre e cianose. A silicose crônica causa uma fibrose progressiva dos alvéolos pulmonares, o que leva a dificuldades respiratórias e baixa oxigenação do sangue, provocando tontura, fraqueza e náuseas e, muitas vezes, incapacitando o trabalhador. O coração é submetido a um esforço maior que o normal porque tem que trabalhar com mais intensidade para garantir a oxigenação do organismo e disso decorrem consequências sobre esse órgão (insuficiência cardíaca, por exemplo). Deve-se estar atento para o fato de que a silicose favorece o aparecimento da TUBERCULOSE PULMONAR dada que a Tuberculose é uma infecção oportunista.
Nos anos de 2012 e 2015 foram identificados pela Rede de Referência e encaminhados ao Cerest Regional para investigação dois casos de Silicose em trabalhadores de vidraçarias e marmorarias, ambos no Distrito Sanitário IV em João Pessoa/PB.
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