Biblioteca Poetisa Alice de Toledo - MTE

Biblioteca Poetisa Alice de Toledo - MTE Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Biblioteca Poetisa Alice de Toledo - MTE, Biblioteca, Praça Venâncio Neiva, 11/3º andar, João Pessoa.

A Biblioteca Poetisa Alice de Toledo é uma unidade de informação que se encontra na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego na Paraíba (SRTE/PB), onde promove ações culturais voltadas para a saúde e identidade cultural do trabalhador.

07/05/2023

Thomas Fuller, também conhecido como "Negro Tom" e "Virginia Calculator", foi um escravizado africano nos EUA conhecido por suas habilidades matemáticas.

Thomas Fuller foi um africano vendido como escravo em 1724 aos 14 anos. Ele era conhecido pelo nome de "calculadora da Virgínia" por sua extraordinária capacidade de resolver problemas matemáticos complexos apenas usando sua mente. Submetido a te**es públicos, foi perguntado quantos segundos havia em um ano, e ele respondeu rapidamente que havia 31.536.000 segundos em um ano.

Perguntaram novamente quantos segundos um homem de 70 anos, 17 dias e 12 horas viveu, e em um minuto e meio ele respondeu que o número era de 2.210.500.800 segundos ao todo. Um dos homens que tentava resolver o problema com lápis e papel informou a Fuller que ele estava errado porque o número era muito menor. Fuller simplesmente respondeu que “oh, mas você esqueceu de incluir anos bissextos. Quando os segundos extras dos anos bissextos são adicionados, o número final corresponde.

Fuller foi um dos primeiros casos registrados de síndrome do sábio na literatura, quando em 1789 Benjamin Rush, o pai da psiquiatria americana, descreveu a incrível capacidade de Fuller de calcular sem ter recebido qualquer educação ou treinamento em matemática. Sua habilidade foi usada como prova de que os afro-americanos escravizados eram iguais aos brancos em termos de inteligência, algo que deu força ao discurso pró-abolicionista.

03/05/2023

DIA 1° DE MAIO, DIA DO TRABALHO.

MINHA HOMENAGEM AOS MEUS ANTEPASSADOS

Em um dia como hoje, me sinto na obrigação de prestar reverência aos meus antepassados africanos e descendentes, que por cerca de 400 anos da História do Brasil trabalharam arduamente e de forma desumana, injusta, amoral e opressiva para ajudar a construir a grande Nação que o país caminha para ser no século 21.

Sem salário, sem moradia decente, sem educação digna, sem cidadania, sem representatividade, sem amparo do poder constituído, desde 1530...

E ainda assim, com muitor suor, sangue e as vezes ao preço da própria vida, contribuíram para a consolidação das virtudes que o País expõe ao mundo recentemente.

O trabalho dos escravos sustentou integralmente a colônia, o Imperio e parte da história da República.

"Trabalho", na acepção da palavra, no Brasil teve cor e origem em mais de 60% do tempo do Estado brasileiro.

Obrigado por todo o sacrifício, trisavôs e trisavós, bisavôs e bisavós e avôs e avós!
- Durval Arantes

24/04/2023

Eufrásia Teixeira Leite (1850-1930), foi uma investidora financeira e filantropa, sendo a mulher mais rica do Brasil do Século XIX, da poderosa família de Fazendeiros, os Teixeira Leite, herdeira de uma fortuna de 767 contos novecentos e trinta e sete mil, oitocentos e setenta e seis réis, o que equivalia na época à dotação pessoal do imperador D. Pedro II ou a 5% das exportações brasileiras.

Logo depois, em 1873, morreu sua avó, a baronesa de Campo Belo, e as irmãs receberam mais 106:848$886 (cento e seis contos, oitocentos e quarenta e oito mil e oitocentos e oitenta e seis réis) que lhes cabia como parte da herança, na forma de títulos, débito bancário e escravos, que logo foram vendidos.

Após a perda dos pais em 1872, Eufrásia e sua irmã, Francisca Bernardina, passaram a administrar com notável talento a herança recebida, multiplicando seu patrimônio e deixando, em testamento, uma fortuna que poderia comprar 1.850 quilos de ouro, aos preços da época, e cuja maior parte foi legada a instituições assistenciais e educacionais da cidade de Vassouras-RJ. O usufruto da riqueza garantiu-lhe a emancipação econômica, tornando-a, além de uma bem-sucedida rentista.

Era filha caçula do Dr. Joaquim José Teixeira Leite e Ana Esméria Correia e Castro, sendo neta paterna do barão de Itambé, neta materna do barão de Campo Belo, sobrinha do barão de Vassouras e sobrinha-neta do barão de Aiuruoca.

Seu pai e seu tio barão de Vassouras se estabeleceram como capitalistas, fundando, no Rio de Janeiro, a empresa "Casa Teixeira Leite & Sobrinhos", que emprestava dinheiro a juros e realizava intermediações financeiras com os prósperos fazendeiros de café.

Desde 1880, Eufrásia mantinha amizade com a Princesa Isabel e a Família Imperial Brasileira, por ser membro da prestigiada família dos Teixeira Leite, e por que compartilhava de suas ideias abolicionistas.

Eufrásia Leite financiava associações de amparo aos órfãos e aos mais necessitados. Em 1880 ajudou o Conde D’Eu a fundar a “Sociedade de Beneficência Brasileira em Paris” criada para ajudar brasileiros desvalidos em território francês.

Após o exílio da Família Imperial Brasileira em 1889, Eufrásia passou a ser amiga íntima da Princesa Isabel, mantendo a família Imperial a par dos acontecimentos do Brasil Republicano. “Eufrásia Teixeira Leite era muito amiga da minha avó Princesa Isabel, que nos dizia que apesar de permanecer solteira, tinha um comportamento mais do que exemplar. Meu Pai o Príncipe do Grão Pará foi um dos últimos a visitá-la em seu leito de morte no Rio de Janeiro em 1930” Relata o Príncipe Pedro de Alcântara Gastão de Orléans e Bragança.

Sem "descendentes nem ascendentes", seu primeiro testamento legava toda a sua fortuna para o Instituto das Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, instituição católica com sede em Roma, mas que geria diversos estabelecimentos de instrução no Brasil. Um segundo testamento, feito as vésperas de sua morte, legou praticamente toda a sua fortuna para obras de caridade, a serem realizadas por instituições da cidade de Vassouras.

Fonte: Eufrásia Teixeira Leite, 1850-1930: fragmentos de uma existência

15/04/2023


A história de Tia Ciata, a dona do domicilio onde o samba começou.
Sabe aquele sambão do fundo do baú? Ou aquele pagode dos anos 90 que você acaba de colocar no seu spotify? Pois é, a gravação deles só foi possível devido a existência de grandes personagens da nossa história, um deles é a querida Tia Ciata, mulher importantíssima, que contribuiu decisivamente para o desenvolvimento do gênero musical Samba.
Hilária Batista de Almeida, conhecida como Tia Ciata, nasceu em Santo Amaro da Purificação, Bahia, em 1854. Como escrava acompanhava sua mãe na cozinha da casa grande, onde desenvolveu dotes culinários.
Após a aprovação da lei Áurea, muitos negros baianos, ex-escravos, migraram para a região sudeste, sobretudo para o Rio de Janeiro e São Paulo. Hilária mudou-se para território carioca e passou a vender quitutes próximo da praça onze, local conhecido como "Pequena África" por abrigar quantidade significativa de negros.
Sempre paramentada com suas vestes de baiana. Era na comida que ela expressava suas convicções religiosas, ou seja, a sua fé no candomblé, religião proibida e perseguida naqueles tempos. Ia para o ponto de venda com sua roupa de baiana uma saia rodada e bem engomada, turbante, diversos colares (guias ou fio-de-contas) e pulseiras, sempre na cor do orixá que iria homenagear. No local de trabalho passou a organizar sambas de roda(tradição baiana), e virou a mais famosa das tias baianas do centro do Rio de Janeiro.
Partideira reconhecida, cantava com autoridade respondendo aos refrões das festas da praça onze, que se arrastavam por dias. Tia Ciata cuidava para que a comida estivesse sempre quente e saborosa e o samba nunca parasse, fornecendo água e a famosa pinga aos sambistas de roda e às outras Tias baianas. Quando a polícia passou a reprimir os sambas de rua, sob a acusação de vadiagem, Tia Ciata abriu as portas de seu barraco para os mais diversos músicos, malandros e população em geral, segundo João da Baiana, na mesma casa chegaram a ter três ambientes diferentes tocando samba: “os velhos ficavam na sala da frente cantando partido alto… os jovens ficavam nos quartos cantando samba corrido e, no terreiro, ficava o pessoal que gostava da batucada.” No meio da bagunça logo aparecia Tia Ciata dançando o famoso samba "miudinho".
A polícia mandou por várias vezes fechar a casa da sambista. Até o dia que sua vida cruzou com a do presidente da República Wenceslau Brás, o chefe do executivo estava adoentado em virtude de uma ferida na perna que os médicos não conseguiam curar, um investigador, que já havia sido curado por Tia Ciata, pediu um remédio para sarar a enfermidade do político, em uma sessão em seu terreiro, ela incorporou um Orixá que disse aos presentes haver cura para a tal ferida e recomendou a Wenceslau Brás que fizesse uma pasta com ervas que deveria ser colocada por três dias seguidos.
O Presidente ficou bom e em troca ofereceu a realização de qualquer pedido. Além de um serviço para o marido, Ciata requisitou ao político que intervisse para evitar as várias interrupções policiais durante as rodas de samba organizadas em sua residência, em 1916 o ritmo encontrou terreno e liberdade para o desenvolvimento como música popular. Foi em sua casa que o primeiro samba, "Pelo Telefone", foi composto. T
odo ano, durante o Carnaval, Tia Ciata armava uma barraca na Praça Onze, reunindo desde trabalhadores até a fina flor da malandragem. No estabelecimento eram lançadas as músicas e as conhecidas marchinhas, que ficariam famosas no Carnaval do Rio de Janeiro.
A sambista morreu em 1924, mas até hoje é parte fundamental da história carioca. Curiosamente, existem pouquíssimas fotografias dessa importante personagem, mas sua imagem até hoje é guardada na memória coletiva brasileira como a mais importante pioneira do samba no Brasil.
Texto de Joel Paviotti
Referências: Ministério da Cultura, Wikipédia, huffpost, Geledes, Visit Rio.

Via

13/04/2023

Laudelina de Campos Melo o “terror das patroas”

Laudelina de Campos Melo foi uma líder sindical brasileira, ex combatente da segunda guerra, e que lutou pelos direitos dos trabalhadores domésticos no Brasil. Ela fundou a primeira associação de trabalhadores domésticos do país, lutando pela regulamentação da profissão e pela garantia de direitos trabalhistas.
No início do século XX, o serviço doméstico era mencionado nas leis sanitárias e policiais somente com o intuito de proteger a sociedade contra a categoria, “percebida” explicitamente como ameaça em potencial às famílias empregadoras
Pesa, ainda, sobre a categoria o passado escravista e que não abria mão de usufruir os serviços do povo pobre, negro e trabalhador, sem pagar o preço justo por eles
Laudelina queria mudar essa história, ansiava por justiça social, respeito, valorização do seu trabalho, pelo fim das desigualdades e da escassez de direitos e o primeiro passo, primordial para ela, era o despertar de uma consciência coletiva de raça e classe.

É com esta potência no pensar que nasce a primeira Associação de Empregadas Domésticas do Brasil, no ano de 1936, em Santos.
Na pauta de reivindicações, auxílio às trabalhadoras e a seus familiares, inclusão da categoria na CLT, a Consolidação das Leis de Trabalho, que reunia todas as normas que regulam as relações de trabalho entre o empregador e os empregados, direitos e deveres de ambas as partes.
Além de sua atuação sindical, durante a Ditadura Vargas, Laudelina integrou, como voluntária, o Primeiro Batalhão Militar de Santos, mandado para a Itália na Segunda Grande Guerra (1939-1945).
No campo de batalha, ela socorreu as tropas, cuidava da alimentação dos combatentes.
Em meados dos 1950, ela se torna empreendedora: m***a uma pensão em Campinas e vende salgados em campos de futebol.

Na década de 1960 ela chegou a ser presa devido a sua representação na luta por direito das domésticas. A prisão dura pouco. A consequência maior é a sua destituição da diretoria da Associação que criou. Mulheres brancas, patroas, assumem o comando da entidade que, logo, é fechada.
Passada pouco mais de uma década, a entidade é reaberta por sua fundadora que segue, nos anos 1970, na luta por reconhecimento, formalização e respeito pela atividade das empregadas domésticas..

Ela morre em 22 de maio de 1991.
Na sua história, 69 anos de ativismo negro, sindical, feminista e 28 anos de trabalho doméstico remunerado.
Laudelina representa um divisor de águas na vida de toda uma geração, embora não tenha vivido para ver aprovada a Lei Complementar nº 150, de junho de 2015, que regulamenta os Direitos dos Empregados Domésticos e os iguala aos demais trabalhadores e trabalhadoras.

Endereço

Praça Venâncio Neiva, 11/3º Andar
João Pessoa, PB
58011-020

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Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
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